CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

A OBRA CATALÃ

Tem livro novo na área, e é daqueles que você pega e só larga após o último ponto final. “Barça – The Making of the Greatest Team in the World” (“a construção do melhor time do mundo”, em tradução literal), foi lançado neste mês pelo jornalista britânico Graham Hunter.

Radicado na Espanha desde 2001, Hunter é um dos raros repórteres a quem Pep Guardiola concedeu entrevista exclusiva. No caso dele, foram duas. O fato de o técnico ter aberto exceções em sua política de relacionamento com a imprensa revela acesso e confiança, motivos pelos quais o material de Hunter sobre o Barcelona é vasto e detalhado.

A ideia do livro é mostrar como Guardiola montou um time revolucionário após ser promovido do Barcelona B, em 2008. O olhar próximo de quem acompanha o clube diariamente permite a Hunter contar a história na forma de uma grande reportagem, ao mesmo tempo em que opina sobre fatos e personagens. Ele também tem conexões nos corredores do Camp Nou, pois oferece relatos interessantes sobre o funcionamento do Barcelona como instituição.

A substituição de Frank Rijkaard , por exemplo, foi um processo que começou durante os últimos meses de comando do holandês, quando os dirigentes do clube decidiram que o time precisava de outro treinador. Por semanas, os candidatos foram analisados com extremo profissionalismo.

A obsessão de Guardiola pelos mínimos aspectos de preparação e o rígido controle exercido sobre o elenco revelam um treinador meticuloso, disciplinador. Uma personalidade diferente da sugerida pelo caráter, digamos, relaxado de seu time. Jogadores têm de estar em casa até a meia-noite e recebem um telefonema nesse horário. O relacionamento com patrocinadores pessoais é supervisionado pelo técnico. Atrasos são punidos, preparo mental é exigido. Quem diria que a rigidez pode gerar encanto?

Messi merece um capítulo exclusivo, um dos melhores do livro. A descoberta de seu talento precoce em Rosario e o compromisso do Barcelona para financiar seu tratamento para crescer têm contornos de conto de fadas. A realidade foi bem diferente.

Para quem não lê em inglês, resta torcer por uma edição traduzida. E se preparar para não dormir.

MEIO CONFUSO

Ronaldinho pelo meio e Hernanes pela direita não funcionaram contra a Bósnia. Talvez porque estivessem fora de suas posições. Mas o pior foi ver Ganso passando frio no banco. Se a Seleção Brasileira terá um criador em seu meio de campo, tem de ser ele. Quem mais? Tanto que quando Ganso entrou, o Brasil melhorou um pouco. Aliás, no começo do jogo, o desenho do time de Mano Menezes lembrava o do time de Dunga. Era para ser assim?

RIFA

Em qualquer time, e com qualquer jogador, vaquinha para contratação é um atestado de incompetência e uma exploração da boa vontade da torcida. O torcedor só tem voz na arquibancada e vê dirigentes que não o representam solicitarem dinheiro em nome da paixão. E alguém ainda dirá que torcedor de verdade tem de contribuir. No caso do Palmeiras, se a vaquinha também garantisse mudanças na gestão, a arrecadação seria mais alta.



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