CAMISA BONITA, PELO MENOS



A Seleção Brasileira venceu a Bósnia (2 x 1: Marcelo, Ibisevic e Papac-contra) com um gol contra aos 45 minutos do segundo tempo.

De fato, venceu um jogo em que o adversário marcou mais gols. O futebol tem disso.

Não seria problema se o placar fosse retrato do jogo, se a infelicidade do jogador bósnio (Ganso teria grande chance de marcar, se a bola passasse) fizesse justiça a um amistoso em que o Brasil jogou mais, criou mais, finalizou muito mais e a bola não entrou.

Mas não foi isso que aconteceu no gramado (mais sobre o tema em instantes) da AFG Arena, em St. Gallen, um lugar onde a Seleção Brasileira não deveria pisar.

O que se viu foi um time que não jogou bem e não mereceu vencer. E um time que não foi ajudado por Mano Menezes, seu técnico.

No meio de campo do Brasil, setor evidentemente problemático, havia dois jogadores em posições que não são suas preferidas.

Ronaldinho e Hernanes. O rubro-negro (que vai melhor pela esquerda) jogava no meio. O ex-são-paulino (que vai melhor pelo meio) jogava na direita.

Alguém achará, eu sei, um par de jogos do Campeonato Italiano em que Hernanes atuou do lado direito, na Lazio. Mas será o suficiente para escalá-lo por ali na Seleção?

No caso de Ronaldinho, cuja convocação – hoje – só encontra explicação no apelo de bilheteria que seu nome carrega, a tentativa de usá-lo como organizador, centralizado, foi ainda mais estranha.

Principalmente porque o jogador que deveria estar em campo fazendo essa função passava frio, no banco.

Na segunda metade do segundo tempo, Ganso entrou, as peças foram para seus devidos lugares e o time cresceu. Um pouco.

Ganso deveria ter começado como titular, simplesmente porque se a Seleção Brasileira terá um criador, tem de ser ele. Pois não há outro (uma vez mais: Kaká joga em outra posição).

A propósito: no início, o desenho do time de Mano era muito semelhante ao do time de… Dunga.

De modo que não deveria haver motivo para celebrar uma vitória casual, em que o resultado (Mano fez até substituição para comer o relógio) pareceu muito mais importante do que o desempenho.

Sobre o gramado: os jogadores brasileiros reclamaram da altura da grama, que dificultava o “toque de bola” da Seleção.

Não é brilhante?

A Seleção Brasileira gera cotas milionárias em seus amistosos, e mesmo assim é levada para jogar em gramados que atrapalham o seu próprio conceito de futebol.

Conversa de loucos.

Pelo menos a estreia do Brasil em 2012 teve um ponto positivo: não precisamos mais aturar aquela escabrosa e inexplicável faixa verde no peito.

A camisa nova é bem melhor.

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Ah, obrigado pela participação na trivia do post abaixo.

Alguns palpites foram realmente interessantes, pelo raciocínio que há por trás.

Na manhã desta quarta, nos divertiremos com a revelação dos nomes do técnico e do clube em questão.



  • Cesar Carvalho

    Essa historia da camisa me lembra uma fábula que meu pai me contou. Uma cidade pequena tinha apenas um onibus para transportar as pessoas. Os habitantes reclamavam, que o onibus era muito velho e que não tinham condições de continuar viajando ali. Foi quando o prefeito teve uma idéia: colocou um bode dentro do onibus. Com o cheiro insuportavel ali, começaram ainda mais a pipocar reclamações e o prefeito manteve o bode ali, firme por muito tempo. Até que um dia, ele foi pessoalmente até a estação e com as próprias mãos tirou o bode do onibus velho. A partir deste dia, o prefeito foi considerado herói e ninguém mais reclamou do onibus.

    O que o povo da Nike fez, foi uma camisa q existe desde mil novecentos e nunca. O q eles fizeram foi tirar o bode que eles mesmos colocaram.

    AK: É isso. Um abraço.

  • Anna

    No meio do caminho tinha um gol contra. tinha um gol contra no meio do caminho. Parafraseando o genial Drummond. Ganso no banco foi um dos maiores absurdos que eu já vi. E o time melhorou depois que ele entrou. Só a camisa salvou. É linda, mesmo!

  • Thiago Mendes

    Não vi o jogo da Seleção mas pelo jeito não perdi nada…

    Quanto à camisa, aquela manga é muito feia. Ficou feia a camisa do Brasil, assim como também ficou a camisa do inter.

    Eu fico me perguntando porque esses designers fazem coisas tão estranhas assim e como os clubes e fornecedores aprovam, sinceramente. É como fizeram com a camisa da Portuguesa, umas linhas estranhas…

    O Flávio Gomes até iniciou uma “cruzada” com internautas e saíram muitas camisas lindas, com melhores desenhos do que os dos profissionais.

    Se continuar nesse caminho, na Copa de 2014 a gente não vai ter nem camisa bonita muito menos futebol… rs

    Abraço

  • Joao CWB

    Ainda bem que tiveram um pingo de bom senso (após várias queixas e provavelmente queda nas vendas) e tiraram aquela faixa do peito. Porém, acho que poderiam tirar aquelas mangas verdes, sem elas a camisa ficaria muito bonita.

    Abraço

  • Rodrigo

    Cesar, perfeita a história do bode!!! rs

    Mas, na boa: precisava daquela faixa tosca nas mangas? Será que não dá pra Nike parar de inventar moda e fazer o básico? Perderam uma baita oportunidade de lançar um uniforme retrô, por exemplo, para homenagear a Seleção de 82 e, por tabela, Sócrates. Imagine se não ia ficar bonito…

  • Rodrigo

    Apenas para constar: uniforme retrô apenas para o amistoso.

  • Marcos Vinícius

    Se o criador de jogadas da seleção tem que ser o Ganso que vemos hoje,então só resta uma palavra…

    F..U.

  • Juliano

    O assunto “seleção brasileira” é medonho. Explico: dentro de campo, é medonho. Fora de campo (CBF), é medonho. As vestimentas, desde que a Nike assumiu, tem sido medonhas.

    O que esperar de um time dentro de campo, quando fora dele é comandado pela CBF e MANO MENEZES? Ainda é difícil engolir esse cidadão. Suas convocações são bizarras. Suas escalações ainda mais. Na defesa não tem muito o que inventar. E ainda assim ele inventa, ao insistir com Julio e Davi Luiz Varejão. No ataque, graças a Neymar, não tem muito o que inventar. O ataque é isso: Neymar e + 1, seja Damião, seja Pato, seja Fred. O meio campo é MUITA invenção. A insistência com 3 volantes (não, Hernanes pode até fazer as vezes de meia, mas nao é um meia original). Sandro? Fernandinho? Pára, vai! Ronaldo Gaúcho é outra invenção. Já deu. Há muito tempo. Deixe que times como o ‘competente’ Flamengo insistam nessa draga, não a seleção nacional!

    A escassez é tão grande que, mesmo Ganso meia boca (já saiu da má fase, mas ainda não atingiu o ápice de novo) nos faz clamar sua escalação. Mas PHG chama toda a atenção, quando se podia pensar em algo diferente. Com o próprio Kaká (se é pra insistir em alguém, que seja em um profissional sério que se dá o respeito). Com o próprio Lucas. Neste caso, inventar não faz mal. Criar alternativas, que podem, quissá, ser soluções um dia. Ousar! Sair dessa m* de 3 volantes e bola no pé dos nossos talentos pra que tudo se resolva na individualidade. Não é mais assim que funciona. E faz tempo! Dois meias, dois atacantes. É pedir muito?

    Robinho fora sempre convocado por MM no início. Fora até capitão. Agora, deixou de ser convocado. O que passa? Será que é por que ele está jogando bem? (e não estou ‘Galvanizando’). Robinho encontrou seu espaço no Milan, não encontraria nessa seleção medonha que MM convocou???????

    Quanto à vestimenta… assino embaixo a história do bode. Esse uniforme ganhou ao tirarem a faixa verde do peito. Mas os calções possuem enormes faixas brancas nas laterais. Pra que? E as faixas verdes no fim das mangas poderia ser BEM menor. Nike e seu padrão. Não há exclusividade. As mesmas faixas das mangas aparecem no uniforme do Internacional de Porto Alegre. É piada. E tem sido assim. Lembremos os uniformes de 2002 com aquelas faixas verdes verticais e também nos ombros. E o famoso uniforme com o número dentro de um círculo, bem no meio do peito. As vezes, menos é mais, e ninguém na Nike parece saber disso. Nem na CBF. Por que, se eu acerto um contrato com uma empresa para que me forneça qualquer tipo de material, seria apenas sob aprovação. E gostaria de exclusividade, não de padronização. Ninguém dentro da CBF parece exigir nada, ou ter o menor bom senso.

    Vou comprar uma camisa do meu Santos enquanto ainda tem da Umbro. Porque a nova da Nike nem o escudo do time é bordado. Parece camisa que se compra no mercado paralelo. Chega ser indecente, tamanho descaso. E por um preço fora da realidade.

    Eu sempre me estendo demais. É que é dose…

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