DANILO, DE NOVO (e links)



(Vamos retomar o ritmo normal, repetindo o que fizemos no ano passado. Ou seja: não haverá Notinhas Pós-Rodada dos Campeonatos Estaduais. Haverá um comentário, talvez mais, sobre algo que tenha chamado a atenção. Na medida em que a temporada esquentar, o mesmo acontecerá aqui. Não, eu não sou um “comentarista”. Não, eu não “tenho” que ver tudo ou escrever sobre tudo. Obrigado pela compreensão.)

Danilo foi um dos melhores em campo em um jogo importante do Corinthians (1 x 0 no São Paulo: gol dele). De novo.

Consulte os arquivos do Campeonato Brasileiro do ano passado e veja como Danilo teve impacto em partidas que, apesar de valerem os mesmos pontos de quaisquer outras, têm mais relevância pelo momento e/ou adversário envolvido.

Dicas: a goleada sobre o São Paulo, no primeiro turno, e o empate com o Vasco, no segundo. São dois exemplos, só.

Mas para um certo tipo de torcedor (era assim no São Paulo e é assim no Corinthians), Danilo é um alvo fácil.

Ele é aquele “meia que quer a bola no pé, que não corre e não tem raça”. Maneira pobre de ver o futebol, que impede que se enxergue Danilo como um jogador técnico, inteligente, que usa os dois pés, que cria e finaliza. Um meia que gosta de aparecer na área e marcar gols de cabeça. Que é importante na bola aérea defensiva.

E que tem o hábito de fazer sua presença ser notada (era assim no São Paulo e é assim no Corinthians) em jogos que “valem” mais.

Qualidades que permitem que ele fique por perto, mesmo com as constantes críticas e contratações de jogadores que, em tese, têm funções parecidas.

É verdade que Danilo deu uma sumida durante o BR-11, coincidentemente no período em que o Corinthians patinou um pouco na tabela.

Coisas normais (tanto em relação a ele quanto ao time) de uma competição longa, em que é impossível manter o mesmo nível de intensidade do começo ao fim. E no caso de Danilo, uma queda compreensível por sua idade e necessidade de estar em forma e saudável.

É difícil encontrar neurônios no futebol. É mais difícil ainda encontrar neurônios e experiência.

Danilo possui ambos. Por isso estamos falando dele, de novo.

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Links:

* O Vasco venceu (2 x 1: Thiago Neves e Alecsandro-2) o Fluminense e prolongou o jejum em clássicos do rival. Em seu blog, Mauro Cezar Pereira trata da atuação do árbitro do jogo.

* Encontro de patrimônios do futebol brasileiro no clássico baiano (0 x 0), com Toninho Cerezo e Paulo Roberto Falcão à beira do campo. No final da reportagem de Vinícius Nicoletti, uma imagem que vale ver: Falcão e a bola. Ela estava escapando, mas percebeu de quem se tratava e resolveu voltar.

* Se você não viu a final da Copa Africana de Nações, perdeu mais um desses jogos que fazem do futebol um vício. Leonardo Bertozzi escreve sobre o significado do título de Zâmbia.



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