SOBRE MESSI E GANSO



(rápido aviso: com mais tempo do que nos últimos dias, dei uma passada na área de comentários e respondi vários. Obrigado pela participação e, como sempre, fiquem à vontade para treplicar, se quiserem.)

É maravilhoso que tanta gente tenha “descoberto” o Barcelona desde a manhã do último domingo.

Verdadeiramente maravilhoso.

Até no que diz respeito a jornalistas que trabalham com futebol e que, de certa forma, são responsávais pela pérola “o Barcelona não é tudo isso”, influenciando a opinião de quem acha que só existe futebol no Brasil.

Ninguém é obrigado a gostar, mas é preciso ver. Tinha muito “não vi e não gosto”, o que configura estelionato.

E agora, em meio a tantas confusões e análises apressadas (há de se compreender que quem foi apresentado ao Barça nos 4 x 0 contra o Santos ainda esteja meio grogue), é preciso comemorar o desaparecimento – momentâneo, creio – de outra pérola.

Aquela do “Messi não é tudo isso”.

Após o jogo de Yokohama, a coleção de gols em finais do argentino subiu para 17.

É isso. Dezessete gols em jogos que valem taças.

Lógico que não vai demorar para alguém voltar a cobrar de Messi que ganhe uma Copa do Mundo sozinho. Ou tentar diminuir sua trajetória dizendo que “no Barcelona é fácil brilhar”.

De qualquer forma, o silêncio constrangido dos que teimam em não ver é cômico.

Já a perseguição a Ganso é trágica. Um jogo serviu para que queiram riscá-lo do mapa.

Eis um jogador que já mostrou o que pode ser, e não é pouco. Machucou-se demais e não recuperou o melhor nível.

E os critérios usados para avaliá-lo são o brilho de Neymar (o que tem a ver?), o retorno de Kaká (não jogam na mesma posição) e a tumultuada condução de sua carreira fora de campo (fato, mas questão particular, não?).

Ganso deveria estar jogando mais, sem dúvida. A comparação é com o que já o vimos fazer. Mas as pessoas parecem ignorar, intencionalmente, as lesões nos últimos meses.

E há um aspecto que, já que surge uma vontade repentina de “discutir o futebol brasileiro em termos filosóficos”, não pode ser deixado de lado.

Ganso é o tipo de jogador que o Brasil deixou de produzir há muito tempo, e que deveria ser o ponto central de qualquer debate sobre forma de atuar.



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