POSSE É TUDO (e dois links obrigatórios)



Sergio Ramos foi um dos dois únicos jogadores do Real Madrid (adivinhe quem foi o outro) que deram entrevistas após a derrota no último clássico com o Barcelona.

Fez parte de suas explicações a frase “não é possível pressionar o jogo inteiro”, que é apenas um dos dilemas dos adversários deste histórico time catalão.

Adiantar a marcação e aumentar a pressão na saída de bola é um expediente que, bem executado – e é fundamental que seja um exercício treinado, pois exige movimentos coordenados de vários jogadores – funciona contra qualquer equipe.

Até o Barcelona, como o goleiro Victor Valdés mostrou no clássico no Bernabéu, pode ter dificuldades se for pressionado perto de sua área.

O problema é que, a exemplo do que disse Ramos, nenhum time consegue aplicar esse tipo de marcação por mais do que, digamos, um terço do jogo.

Quer dizer, há um time que consegue. O próprio Barcelona, que marca no campo inteiro, durante o jogo inteiro, independentemente do placar.

A questão é que a noção de que o Barcelona pressiona seu adversário o tempo todo é ilusão de ótica. E o mérito, óbvio, é catalão.

É matemática simples.

Voltemos à final do Mundial de Clubes. O Barcelona teve 71% de posse de bola, o que significa que não precisou marcar durante (pensando no jogo com 90 minutos cravados) cerca de 64 minutos.

Portanto, podemos concluir que o Barcelona pressionou o Santos – como faz com todos os oponentes – por apenas 26 minutos no total.

Esse é mais ou menos o tempo em que times bons, fortes e bem treinados conseguem sustentar uma marcação por pressão em qualquer jogo. A diferença é que eles fazem isso, geralmente, no começo.

Como a posse do Barcelona é algo quase constante, os pequenos intervalos em que o time fica sem a bola são dedicados a uma busca asfixiante por sua recuperação.

Para os catalães, posse é tudo. Todos os aspectos de jogo emanam da capacidade de ficar com a bola.

O que leva a uma conclusão simples: enquanto não surgir um time que descubra como tirar a bola do Barcelona, e mantê-la de forma sustentada, as derrotas de Messi e cia serão, todas, acasos do futebol.

Em condições normais (com seus 62, 63% de média de posse), o melhor time do mundo terá sempre o adversário à sua mercê.

A única alternativa é esperar o dia em que os velhinhos do International Board – que certamente dormem ao ver o Barcelona jogar – se irritem e mudem as regras de modo a impedir que alguém fique tanto tempo com a bola.

______

Nas páginas das últimas edições do jornal espanhol El País, duas sugestões de leitura.

Aqui, uma entrevista magnífica com Xavi Hernandez, feita antes da final com o Santos.

É material de primeiríssimo nível do começo ao fim. Entre outras coisas, ele diz que o Barcelona será ainda melhor nos próximos dez anos.

E aqui, como Pep Guardiola preparou seu time para a decisão do Mundial de Clubes.

Está no banco de reservas, também, a explicação para o incrível sucesso desse time.



  • Paulo Amorim

    Andre,

    Eu concordo contigo que é mais simples marcar quando você faz isso menos vezes por partida.
    No entanto, você não acha que marcar no ataque não precisa necessariamente significar marcar por pressão? Eu venho pensando cada dia mais que o posicionamento “suíço” dos zaguieros é que prejudicam essa atitude.

    Hipoteticamente: se minha linha de zaga se posta na intermediária defensiva (e não na linha da minha grande área), meus volantes podem ficar na marca central sem muito espaço entre as linhas. Consequentemente, meus meias estarão já no meu campo de ataque e, finalmente, meus atacantes estarão bem perto dos zagueiros inimigos.
    No entanto, a “marcação por pressão” que todos comentamos hoje implica em abertura de espaços, porque a zaga continua na zaga, os volantes ficam do meio pra trás, e a “pressão” ocorre com a parte da frente do time – e aí eles ficam cansados, lógico!

    Se até no futebol americano, que tem um time EXCLUSIVO de defesa, existe a tática de aproximar a última linha (no caso, os safeties) quando se avalia que o jogo passa muito pelo meio campo (e não um jogo de lançamentos…), por que no futebol as linhas têm que ser tão rígidas e, principalmente, tão recuadas?

    Abraço!

    AK: Marcação por pressão, feita corretamente, envolve o time inteiro. É pressão adiantada, no campo do adversário. Um abraço.

  • Juliano

    Sensacional mais uma vez, André.

    Há algum tempo tenho comentado aqui na caixinha que, o Barcelona joga futebol com filosofia do basquetebol. Fica ainda mais evidente quando voce chama a atenção para os minutos. Jogador de basquete não pára, não pode descansar nunca, a defesa é a alma do time. Se quiser descansar (em quadra e não no banco), é no ataque. “Descanse no ataque”, dizia um ex-treinador meu. Alguns colegas de time contestavam. Mas é melhor do que descansar na defesa, essa, nunca descansa.

    A diferença é que o Barcelona tem a seu favor a inexistência de um “shot clock”, o que também seria impossível e medonho no futebol. Assim, fica com a bola quanto tempo quiser. E descansa. No ataque. Fica minutos com a bola nos pés. Em 10 segundos parte para o gol. E faz o gol.

    Outra característica fantástica desse time é sua movimentação. Todos se movimentam. Todos sabem jogar na posição do colega que foi para outra posição, e assim por diante. Dessa forma, não precisa ter atacantes. Dessa forma, terá saída de bola sempre. De que forma zagueiros medonhos como PEPE do Real e o trio que o Santos escalou no mundial irão marcar tamanha movimentação? São jogadores lentos, duros, sem cintura. Estáticos. Não dá! Com tamanha movimentação, escalar um centro-avante se faz desnecessário. Pode até atrapalhar… Esse Barça faz mais gols que o Barça do espetacular Romário (melhor atacante que eu vi) e do fenômeno Ronaldo (aclamado pelo mundo).

    Finalmente, fico muito feliz em ler o que disse sobre Guardiola. Se fala muito de Messi, Iniesta e Xavi – o trio fundamental. Aí então se ressalta os demais titulares. Aí se ressalta a facilidade de reposição com belos jogadores no banco. Nada disso seria tão invencível sem um técnico igualmente espetacular. Fazer todos estes craques da bola jogarem com a mesma filosofia, sem destoar, por tanto tempo, contra rivais tão fortes como Manchester, Milan e Real Madrid, é praticamente impossível. E esse comandante faz isso. E o elenco dele não é o mais caro – é o do Real. E o salário dele não é o maior – é o de Mourinho (que pode não ser ruim, mas nunca achei grande coisa, sempre achei mais onda do que futebol). Pep tem muito, mas muito mérito. Certamente ele lê livros do Phil Jackson, entre outros…

    Um abraço. Sucesso!

  • Leandro Azevedo

    É o que fazem muitos times na NFL quando usam o “no huddle offense” pq previne as defesas de fazerem substituições e o descansa o quanto precisa até a próxima jogada.

    O Diego Torres do El Pais postou um tweet ontem:

    “Ganso es un excelente media punta con una grave limitación: se asfixia en cuanto echa un trote. Dificil que juegue en un grande de Europa”

    O que você acha disso como uma razão grave para que ele não atue num grande Europeu?

    AK: Acho que o Ganso já mostrou que pode ser um jogador formidável. Mas se machucou demais e não recuperou seu melhor nível. Impossível prever como será a carreira dele, e, obviamente, ainda é muito cedo para julgá-lo. Um abraço.

  • Leandro Azevedo

    *e o ataque descansa…

  • Bruno S.

    Duas baitas matérias, tanto a entrevista quanto a reportagem sobre o trabalho do Guardiola. Impressionante a mentalidade que o clube adquiriu e que agora incute nos jogadores desde a base. Apesar do Guardiola ter passado mais de 8 horas de frente ao computador ele não usou sequer uma imagem, um vídeo editado pelos “profexores” de plantão no Brasil. Valorizou a questão de cada jogador ajudar-se, da aproximação, povoar o meio-campo, atrair o time adversário e criar espaços vazios, a preocupação individual com o posicionalmento de cada atleta.
    Estamos a séculos de distância disso. Enquanto isso ficamos com arremedos de técnicos como o próprio Muricy, que como disse na entrevista pós-jogo, aparentemente está mais preocupado com a reação da imprensa e de dirigentes frente a números de táticas, do que em relação ao futebol apresentado pela sua equipe.
    Viva os Durvais e Bruno Rodrigos do futebol brasileiro. Ah e também os professores e suas treinabilidades.
    Abs

  • Robert silva

    podem analisar o tricolor carioca
    com deco fred sobis he man valencia e cavalieri em 2012 o fluminense vai vencer o boca na bombonera e tb no engenhao
    feliz ano novo

  • Lucas Costa

    já descobrimos como parar o Barça!!!

    não deixem o Xavi tirar sua “siesta” de forma alguma antes do jogo! jogar com 5, 3 ou 11 zagueiros não importa! oque vale é o foguetório e buzinaço na janela do Xavi!

    eu acho que é só assim…..

  • Anna

    Adorei a entrevista do Xavi.

  • Matheus

    Realmente muito boas as matérias com Guardiola e Xavi. Mas esse tipo de coisa vindo deles não me espanta, já algumas entrevistas deles, e são mentalidades diferenciadas no meio futebolístico. Guardiola fez parte daquele fantástico Barcelona que foi derrotado pelo não menos fantástico São Paulo. Antes da final o próprio Guardiola falou sobre aquele time do São Paulo, e sobre como Raí e Palhinha conduziram o meio campo tricolor rumo ao título. Guardiola não faz parte desse time de treinadores no estilo: “ganhei, empatamos, perderam”. O treinador exalta sempre o coletivo em seu time e o reflexo é o maior time do futebol moderno.
    Triste é escutar esse “pseudo mea culpa” de dirigentes e treinadores que pedem uma reflexão sobre o futebol brasileiro. Gente que pede mudanças mas cobra títulos de treinadores de divisões de base. As divisões de base que deveriam preparar os jogadores que subiriam para os profissionais. Jogadores-torcedores, conhecedores da história e da filosofia de jogo do clube. Muitos deles não conhecem nem o hino. A base de quase todos os clubes está entregue a empresários. Como então trabalhar uma filosofia em um garoto que pode sair do clube antes de assinar seu primeiro contrato? difícil.
    Sobre a posse de bola do Barça, isso é feito há muito tempo, não sei porque ainda assombra o mundo. É só prestar atenção que em todos os jogos o Barça termina mais inteiro que o adversário(mais inteiro não, sobrando). É a forma como eles “descansam” durante o jogo. Parece a primeira vista um jogo improdutivo, mas que está produzindo efeitos catastróficos nos adversários, desde físicos até psicológicos. Mais utópico do que achar que tínhamos aqui no Brasil algum time que pudesse vencer o Barça, é achar que o futebol brasileiro(dirigentes, treinadores, jogadores,torcedores e até comentaristas) irá realmente tirar alguma lição do que aconteceu no Japão. Duvido que o Muricy depois desse jogo passe a pensar que com três zagueiros que não sabem sair jogando não dá pra vencer esse time. Duvido até que ele ainda pense que o Guardiola precisa ganhar um campeonato aqui no Brasil para mostrar que é bom. Nosso futebol meu caro André, perdeu o bonde da história quando perdemos pra Itália em 82. Perdemos o bonde quando gente como Telê saiu de cena ainda em vida. Perdemos o bonde quando os treinadores passaram a ganhar muito mais do que os melhores jogadores do time. Quem no Flamengo(fora o Gaúcho) ganha mais que Luxemburgo? ficamos pra trás pois não mudamos o formato dos estaduais e nós torcedores(não me enquadro mais nisso) ainda queremos mudanças profundas nos nossos clubes porque não ganhamos carioca, paulista e etc. Perdemos o bonde quando um dirigente diz que paga 90 milhões no Tevez, mas teria vendido o Neymar por 100 milhões. Como são rápidos os treinadores na hora de tirar um atacante e pôr um volante para segurar um resultado. E como são demorados quando precisam fazer o contrário. Perdemos o bonde da história e do desenvolvimento do futebol, e hoje nem temos time pra ganhar do Barcelona e nem seleção pra ganhar da Espanha.

  • Allejo

    show os links, obrigado André ! Cada vez admiro mais o Xavi, joga e fala excepcionalmente bem.

    AK: Craque. Um abraço.

  • Julio

    A submissão absoluta, inapelável e humilhante imposta pelo Barcelona ao Santos é ainda mais excepcional quando situada na história do clube espanhol.

    O Barcelona tem um retrospecto desfavorável em seus confrontos contra clubes brasileiros.

    Antes da sensacional conquista do Mundial de Clubes sobre o Santos, o Barcelona já havia perdido títulos disputados frente a clubes brasileiros no Mundial (2005, conquistado pelo Internacional) e em outros torneios não-oficiais (Copa Intercontinental, 1992, conquistada pelo São Paulo ; Pequena Taça do Mundo, 1953, conquistada pelo Corinthians).

    No total, foram 49 jogos, nos quais ocorreram 17 vitórias do Barcelona, 11 empates e 21 vitórias brasileiras.

    Considerados clube-a-clube, predomina uma ligeira inferioridade do Barcelona perante os clubes brasileiros, com duas notáveis exceções:

    1ª : o Santos, justamente, que, após uma grande estréia frente ao Barcelona (em 1959, goleando o adversário, em Pleno Camp Nou), se transformou em autêntico “saco de pancadas” dos espanhóis, nas cinco partidas seguintes:
    •1959 Barcelona 1 x 5 Santos (amistoso, Camp Nou)
    •1960 Barcelona 4 x 3 Santos (amistoso, Camp Nou)
    •1963 Barcelona 2 x 0 Santos (amistoso, Camp Nou)
    •1974 Barcelona 4 x 1 Santos (Torneio Ramon de Carranza, Cádiz)
    •1998 Barcelona 2 (5)x(4) 2 Santos (Troféu Joan Gamper, Camp Nou)
    • 2011 Barcelona 4 x 0 Santos (Mundial de Clubes, Yokohama)

    2ª : o Corinthians, com retrospecto impecável frente ao Barcelona; o clube espanhol é insofismável “freguês” corinthiano, havendo “levado de 5”, em pleno Camp Nou, além de ter perdido duas taças para o Timão (Pequena Taça do Mundo e Torneio Costa del Sol):
    • 1953 Barcelona 2 x 3 Corinthians (Pequena Taça do Mundo, Caracas)
    • 1953 Barcelona 0 x 1 Corinthians (Pequena Taça do Mundo, Caracas)
    • 1959 Barcelona 3 x 5 Corinthians (amistoso, Camp Nou)
    • 1969 Barcelona 1 x 2 Corinthians (Torneio Costa del Sol, Málaga)

  • Pedro

    Obrigado pelos links, André.

    Sempre gostei do El Pais na parte de esportes. Ouço muitas críticas de que o jogador brasileiro é burro. Acho que faz falta uma maior cultura, não só do jogador mas também de todos nós. O jogador espanhol abre o jornal e lê o El Pais. O daqui lê a nossa imprensa. Precisamos não só de melhores técnicos mas também de melhores textos: com Nelson Rodrigues, fomos tri.

    Como sugestão, um livro do João Saldanha: “Os subterrâneos do Futebol.” O jogador é tratado com incrível respeito e admiração. E tem uma passagem interessante: o Botafogo está jogando contra um time fraco, em um local inóspito, e sai perdendo por azar. E tome bola chutada para fora (na época sem gandulas). Mas conseguem empatar e fazer 2X1. E aí resolvem “por na roda” : o adversário não consegue tocar mais na bola, há uma revolta generalizada e o jogo termina em pancadaria. Mas fizeram apenas o que o Barça faz com todo mundo…

    Continue o bom trabalho.

  • Emerson Luiz Fonseca

    Marcação homem a homem, full time!
    O atacante cola sempre no ultimo homem da defesa do barça,se o cara subir, meu atacante troca imediatamente para o mais recuado e cola tb,quando a bola for nossa um segundo jogador de ataque sobe em direção ao primeiro (dois contra um), o meia de ligação sempre vai ter proteçâo dos volantes, como na NFL o cara que lança é protegido, o meia avança ou lança para a dupla.

  • Marcio

    O futebol brasileiro não precisa de nada radical. Proponho apenas isso:

    Todos os treinadores do ludopédio nacional tinham que enfiar as pranchetas no saco e ir para Barcelona fazer um estagio com o Guardiola!

    Todos os jogadores tinham que voltar para o dente de leite pra aprender a jogar bola!

    E todos os dirigentes tinham que ir pra cadeia!

  • Rita

    Boa Marcio.

    Alguém escreveu “nem o MAZEMBE perdeu tão feio quanto o Santos perdeu”.
    Puxa! O que mais me impressionou é que o Santos parecia estar à toa na vida e parou para ver a banda passar.

    Perder para o Barcelona é ultra normal, a questão foi a forma. O Santos podia mais.
    Acordei aos trancos e barrancos para ver esse jogo. Torci por um grande jogo, mas só jogou UM grande time.

    Que trio ma-ra-vi-lho-so! Iniesta, Xavi e Messi. Geniais. Simples. Homens. Sem falar nos cortes de cabelos…

  • Santos = Viktoria Plzen?

    Entenda aqui.

    Abraço!

  • André, passada a tragédia, o futebol brasileiro deveria aprender as lições. As duas maiores delas, talvez, a revisão dos conceitos de jogo e a correta utilização das divisões de base. E é na segunda que reside a minha pergunta: você acha que, a partir de agora, os clubes brasileiros cuidarão melhor dos seus meninos? Particularmente, não creio. Sobretudo quando vejo essa corrida maluca por Montillo e a supervalorização de Thiago Neves. Aqui, a fórmula nada mágica continuará a mesma: medalhões, medalhões e medalhões. Outras tragédias à moda Santos irão acontecer…Abraço!

    AK: Concordo com você. Um abraço.

  • Cléber

    Assistimos a uma recaída generalizada no complexo de vira-lata.

    Compreensível, depois do vexame protagonizado pelo Santos.

    Mas é preciso que se façam as devidas ponderações.

    E que se dê a César, o que é de César.

    Há anos (mais de década) que PARREIRA – aquele mesmo, tão criticado pelos bipolares que diziam que ele “tolhia” o talento e o “futebol moleque” brasileiro – propugna o reconhecimento daquele que seria o “ovo de Colombo” do futebol: a POSSE DE BOLA.

    Em termos sintéticos: se a bola está nos seus pés, você não vai tomar gols (logo, não vai perder a partida); a partir daí, resta tentar fazer os seus gols (e construir, racionalmente, a vitória).

    O time de Parreira que atingiu o mais alto nível de desenvolvimento desse conceito foi o Corinthians de 2002 – um time que disputou três competições, conquistando o título em duas (Torneio Rio-São Paulo e Copa do Brasil) e sendo vice-campeão em outra (Brasileirão, em final controversa contra o então incensado, e hoje esturricado, Santos).

    A diferença é que o Barcelona de Guardiola tem como destaques Messi, Xavi e Iniesta, enquanto que o Corinthians de Parreira tinha Gil, Leandro Gianecchini e Ricardinho.

    Ou seja: o Barcelona é, hoje, praticamente imbatível no mundo, mas conta com alguns dos melhores jogadores do mundo; enquanto que aquele Corinthians era praticamente imbatível no Brasil, a despeito de dificilmente ser apontado, à época, como o melhor elenco no cenário do futebol brasileiro.

    Em comum entre os dois times, a filosofia de jogo.

    Anticorinthianos, antiparreiristas e cidadãos em geral acometidos pelo complexo de vira-lata, fiquem à vontade para empreender a réplica e a vociferação.

  • marcos

    @Cleber sou corinthiano, mas invocar o parreira e tentar inferir que o estilo dele eh de alguma maneira, mesmo que distante, parecido com o parreira (simbolo-mor do futebol por resultado) eh dose. Barcelona jogou muito bem, problema eh que Santos nao jogou nada. Quer jogar no contra-ataque? entao marque o jogo cacilda, nao fique no meio da roda de bobinho babando. Abs

  • Lucas

    André, acho que estou por fora e agora fiquei curioso. Quem é o outro jogador do Real que deu entrevista? Abraço.

    AK: Casillas. Um abraço.

  • Mario

    André,

    Concordo com tudo o que voce escreveu. Porém tenho analisado que os times europeus não tem jogado bem contra os clubes sul americanos em solo tropical. O clima quente influencia muito no modo, tática e velocidade de jogo. Os europeus quando jogam no Brasil ou Argentina, no segundo tempo normalmente eles estáo “pregados”. Recentemente a Argentina deu de 4 x 1 na Espanha em Buenos Aires.Mas mesmo assim, como dizia Parreira (no Corinthians), a posse de bola é fundamental. Com essa filosofia ele fazia Rincon, Ricardinho, Kleber, Vampeta, Gil, Edilson, trocarem muita bola e os gol saiam mais fáceis.

  • Amigos,e impossivel marcar um time de ets.os caras nao sao deste planeta.o arouca que o diga!!

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