OUTRA AULA



4 x 0, 71% de posse de bola.

É essa a diferença entre o melhor time do mundo e o time mais talentoso do Brasil?

Hoje foi. Em apenas um jogo (esperança de quem imaginava uma vitória do Santos), foi.

Da parte do Barcelona, tudo como se esperava.

Posse, superioridade de posicionamento, marcação, disciplina (com 3 x 0, jogava como se estivesse 0 x 0) e genialidade.

Da parte do Santos, algumas surpresas. Todas ruins.

Uma escalação diferente, um evidente receio (que impediu até uma pressão inicial) e uma estranha insistência em atuar de um jeito que não está acostumado.

Talvez tenha sido resultado do que o Barcelona provoca em TODOS os seus adversários. Mudanças na forma de jogar, para tentar conter um time que reduz os outros a versões pioradas do que realmente são.

E agora aquela conversa de que “em um jogo tudo pode acontecer” (que é real, mas que não se prova com frequência) será usada para explicar por que a final do Mundial de Clubes foi tão desequilibrada.

O Barcelona é um time tão bom, mas tão bom, que anula as vantagens do mundo em que vive. Você o conhece nos mínimos detalhes, mas nada pode fazer contra ele.

Os jogadores do Liverpool que levaram um baile do Flamengo em 1981, disseram que nada sabiam daquele time rubro-negro. Em campo, na final da Copa Intercontinental, se viram diante de um monstro.

Foi o que aconteceu neste domingo com o Santos. Com a diferença de que hoje pode-se ver todos os jogos do Barcelona, estudá-lo, até entendê-lo.

Enfrentá-lo é outra conversa.

Lógico que os experts que vivem dizendo que “o Barcelona não é tudo isso”, ou que quem o elogia tem complexo de vira-latas, vai continuar destilando ignorância por aí.

Serão os mesmos entendidos que dirão, agora, que “Neymar não é tudo isso”.

Que os que lidam com eles tenham paciência.

O que aconteceu em Yokohama foi claro: um time brasileiro – e bom – levou 4 x 0 e não conseguiu ficar com a bola nem 30% do tempo.

Senhoras e senhores, Futbol Club Barcelona.

Aproveitem.



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