O SÉTIMO “CLÁSICO” DE 2011



Começarei pela entrevista coletiva do Real Madrid, na sexta-feira. Mourinho não foi, mandou o auxiliar Aitor Karanka.

Diferentemente do que aconteceu em abril, antes da primeira semifinal da Liga dos Campeões, ninguém levantou e foi embora da sala.

Melhor seria ter ido.

Numa resposta, Karanka disse deliberadamente que o Real Madrid jogaria no sistema 4-3-3.

Os repórteres espanhóis ficaram em dúvida se acreditavam ou não na pista. Pelo que vi, decidiram acreditar.

E eis que o Real Madrid entrou em campo com um sistema diferente, utilizando Ozil, Di Maria, Cristiano e Benzema.

Qual é a leitura que se deve fazer de um auxiliar técnico que se apresenta para uma entrevista coletiva e faz uma pegadinha?

Na próxima vez, seria interessante que alguém perguntasse a Karanka se ele pretende que as pessoas acreditem no que diz.

De qualquer forma…

Gostei da postura do Madrid no início do clássico. Jeito de quem queria jogar. E o gol com menos de 30 segundos – fruto de um congelamento mental de Victor Valdés – foi o melhor início que o Bernabéu poderia querer.

Outros times se enterrariam no gramado. O Barcelona tratou de jogar sua bola.

Guardiola disse que o maior sinal de equilíbrio de seu time foi ter continuado a envolver Valdés na saída de bola, sem medo de outro erro.

Cristiano Ronaldo perdeu o segundo gol, Alexis Sanchez – em jogada de Messi – empatou.

Pausa para uma rápida história: quando fez uma visita ao CT do Real Madrid, no início do ano, Diego Maradona ouviu de José Mourinho algo como “se eu quiser empatar um jogo, eu empato. E digo mais: se eu te meter um gol, o jogo acaba porque eu tranco o campo”.

Se Maradona viu o clássico, deve ter lembrado da conversa.

O Barcelona não só empatou, como virou (importante dizer que CR perdeu um gol de cabeça) e aumentou (3 x 1).

E deu a impressão de só não ter feito mais porque começou a pensar em seus compromissos no Japão.

Comentários obrigatório: que jogador é Andres Iniesta. O jogo mudou totalmente quando ele trocou de posição com Fàbregas e foi jogar do lado esquerdo do ataque.

E que time é esse Barcelona, que muda tantas vezes de sistema, com as mesmas peças, durante o jogo.

Números interessantes: dos últimos 39 gols marcados em clássicos, 29 foram do Barcelona.

Oitava derrota de um time dirigido por José Mourinho para o Barcelona. É o adversário que mais derrotas impôs ao treinador português.

Mourinho é o primeiro treinador da história do Madrid a não vencer nenhum de quatro clássicos seguidos em casa.

Ah, o lance com Messi…

Sim, acho que, se não fosse ele, o árbitro teria mostrado o cartão vermelho. Após ver a jogada pela TV, fiquei com a impressão de que ele não quis fazer falta em Alonso.

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São 7h04 da manhã em Madri. Novo recorde do blog.

Hora de desligar.



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