NOTINHAS PÓS-RODADA (e o adeus ao Doutor)



E acabou. Com o título nas mãos do melhor time, ao longo de 38 rodadas.

* O campeonato do São Paulo terminou com uma goleada inócua (4 x 1: Luis Fabiano-2, Lucas, Cícero e Elano – 4.948 pagantes no Romildo Ferreira) sobre o time reserva do Santos.

* E lembrar que, certa noite no Pituaçu, o time vencia o Bahia por 3 x 1 no segundo tempo…

* Um gol de pênalti polêmico deu ao Internacional a vitória (1 x 0: D’Alessandro – 31.777 pagantes no Beira-Rio) que o levou a pré-Libertadores.

* Creio que o torcedor colorado entende que era o mínimo.

* O resultado mais surpreendente da rodada – do campeonato? – foi o baile do Cruzeiro (6 x 1 no Atlético Mineiro: Roger, Leandro Guerreiro, Anselmo Ramon, Wellington Paulista, Réver e Everton – 18.500 pagantes na Arena do Jacaré) no clássico que poderia marcar seu rebaixamento.

* Maior goleada – a favor do Cruzeiro – da história dos confrontos dos rivais mineiros.

* Outro Atlético que se envolveu numa goleada – mas a favor – foi o Goianiense (5 x 1 no América-MG: Paulo Henrique, Márcio, Gilson, Anaílson, Felipe e Paulo Henrique-contra – 5.787 pagantes no Serra Dourada), classificado para a Copa Sul-Americana.

* Golaço de falta do goleiro Márcio.

* A vitória do Atlético Paranaense (1 x 0: Guerrón – 14.891 pagantes na Arena da Baixada) sobre o Coritiba levou a duas decepções.

* O Furacão caiu e o Coxa perdeu a Libertadores.

* O Bahia (2 x 1 no Ceará: Camacho, Lulinha e Felipe Azevedo – 32.157 pagantes no Pituaçu) também vai para a Sul-Americana.

* O jogo, que contribuiu para o rebaixamento do Ceará, não teve nada do “complô do futebol nordestino” que se comentou durante a semana.

* O Avaí (1 x 1 com o Figueirense: Diego Orlando e Heber – 6.109 pagantes na Ressacada) ruma para a Série B, levando o desejo do rival de disputar a Libertadores.

* A campanha do Figueirense no BR-11 foi histórica.

* Objetivo atingido pelo Fluminense (1 x 1 com o Botafogo: Fred e Felipe Menezes – 4.790 pagantes no Raulino de Oliveira): fase de grupos da Libertadores.

* Diego Cavalieri colaborou para o resultado, com pelo menos duas defesas.

* Bonito ver a torcida do Vasco aplaudindo o empate (1 x 1 com o Flamengo: Diego Souza e Renato – 40.004 pagantes no Engenhão) que significou o vice-campeonato.

* A jogada do gol do Flamengo teve participação dos ex-corintianos Deivid e Renato. O vascaíno Jumar, expulso no segundo tempo, jogou no Palmeiras.

* Ao completar a vigésima-sétima rodada na liderança do campeonato, o Corinthians (0 x 0 com o Palmeiras – 39.928 pagantes no Pacaembu) conquistou um título do qual deve se orgulhar.

* Belíssima homenagem a Sócrates (mais sobre o tema, abaixo) no minuto de silêncio, com os jogadores e torcedores corintianos imitando o gesto com que o gênio comemorava seus gols.

______

Ontem, meus chefes na ESPN me pediram uma reportagem sobre a morte de Sócrates.

A ideia era mostrar como o Pacaembu lidou com a contradição de (possivelmente) festejar um título no mesmo dia da morte de um ídolo.

O texto, que reproduzo abaixo, foi editado com declarações de Paulo André, zagueiro corintiano que era amigo de Sócrates.

A quem estiver interessado, a reportagem será reprisada no Bate Bola – 2a Edição, que começa às 18h30, na ESPN Brasil.

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Um minuto de silêncio é homenagem, é lembrança. Mas não representa o silêncio que Sócrates deixará.

Sócrates está morto, e seu povo tem um título a disputar.

Sentimentos contraditórios, que o coração bombeia sem separar, que o cérebro recebe sem processar, que o futebol oferece sem explicar.

Como explicar o preto do luto, o branco da paz, juntos numa tarde em que o preto e o branco do Corinthians são, ao mesmo tempo, ausência e mistura de cores?

Como explicar um estádio lotado, querendo expulsar a angústia e, ao mesmo tempo, oferecê-la em forma de felicidade ao gênio que se foi?

Como explicar uma partida de futebol, com um titulo em questão, disputada horas depois da partida de um símbolo?

O corpo de sócrates não foi velado em São Paulo. Foi enterrado em Ribeirão Preto, antes do jogo no Pacaembu.

Como nas sociedades em que a tradição é honrar quem se vai com festa, a nação o homenageou como sabe.

Levou ao estádio seu nome, seu rosto, seus exemplos. Levou a saudade instantânea, que não precisa de tempo para ser medida. Só sentida pelos que sabem que o tempo cuida do sofrimento, mas não das memórias.

E fez com que o ídolo estivesse presente, dentro do campo, também.

Os corintianos não comemoraram nenhum gol neste domingo. Nem mesmo o gol que aconteceu longe do Pacaembu, no Engenhão. Gol do Flamengo, camisa que Sócrates também vestiu.

No dia em que Sócrates morreu, a única comemoração aceitável seria a do título, em seu nome.

Os corintianos suportaram o jogo com pessimismo contido, com a emoção represada, a vibração transformada em frieza, bem à imagem e semelhança do cerebral jogador que expressava euforia com placidez.

O Brasil perdeu um cidadão, o futebol perdeu um gênio, o Corinthians perdeu um ídolo e o corintianismo, um ícone.

No mesmo dia em que ser corintiano foi mais gostoso, por um título suado e merecido.

Sócrates Brasileiro. O clube mais brasileiro. Campeão brasileiro.



  • anna

    Lindo texto e linda a reportagem.

  • eduardo pieroni

    Boa ANDRÉ, ha coisas que só a nação pode sentir e esta foi uma das mais inexplicaveis que senti, algo que deus toma com uma mão e da com a outra, algo assim ” eu vim te buscar mas você é merecedor então esta é minha homenagem” sei la cara é inexplicavel.

  • Marcelinho

    André,

    Nasci em 1982. Não tive a oportunidade de ver Sócrates jogar. Como não vi, tantos outros jogadores. Mas aprendi a respeitar o “maior” jogador da história do Corinthians, não pelos videos e lances reprisados. Aprendi a admirá-lo através das lágrimas que transboradavam dos olhos do meu pai, toda vez que contava algo sobre ele.

    Coisas como essa é que me fazem amar o futebol. Sentimentos inexplicáveis.

    Outra coisa que faz a qualquer um amar o futebol, é a torcida do Bahia, num jogo que “não valia” nada, mais de 30 mil pessoas presentes. Esse tipo de coisa é que merece a capa dos jornais.

    Abraços.

  • Daniel Alano

    André,

    A maior goleada entre atlético x cruzeiro foi 9×2 a favor do galo em 1927.

    abs.

    AK: Obrigado. A favor do Cruzeiro, foi ontem. Um abraço.

  • Felipe Ribeiro

    André,

    Legal o texto sobre o Sócrates. Infelizmente são poucos atletas que marcam a história não apenas dentro das quatro linhas. Grande perda…

    Só uma correção: nos gols do clássico mineiro, faltou incluir o quarto, anotado pelo Fabrício.

    Abraço!

  • André,

    Belíssimo texto, parabéns! O Futebologia prestou também sua homenagem ao Doutor. Se puder, dê uma olhada no texto http://futebologiabrasil.blogspot.com/2011/12/morte-e-vida-em-oito-linhas.html

    Parabéns ao Corinthians, e um obrigado imenso a tudo que Sócrates nos deixou!

    Abs,
    Beto Passeri

  • Matheus

    E assim, com mais um erro de arbitragem contra o Vasco, acaba a temporada Cruz-Maltina. Temporada de resgate do clube gigante que sempre foi. Interessante: O mesmo Juiz do primeiro turno, que já havia deixado deixado de marcar um pênalti claro naquela ocasião.
    Antes dos Corinthianos me atirarem pedras, de nada adiantaria o pênalti ter sido marcado ontem, uma vez que com os resultados da rodada, o Vasco não seria campeão e nem o Flamengo ficaria fora da Libertadores(pré-libertadores). Além do que o Corinthians foi prejudicado em alguns jogos também. Minha reclamação não é contra esquemas mirabolantes, mesmo porque não acredito em nenhum deles. Minha queixa é somente contra o péssimo nível dos árbitros e bandeiras no Brasil. Mas isso é outra história. O Corinthians mereceu, afinal liderou praticamente o campeonato inteiro e soube abrir uma boa vantagem no momento em que alguns clubes estavam envolvido em algumas decisões no início do campeonato.
    O título ficou em boas mãos, como também estaria se tivesse ficado com o Vasco. Só lamento mesmo que os árbitros tenham decidido tantos jogos. Mas, vida que segue. Agora é reforçar o elenco para a libertadores 2012.
    Parabéns ao Corinthians e Parabéns meu Vascão, você me deu tanto orgulho esse ano que nem imagina. Não faz ideia meu Vasco de como eu vibrei por ti esse ano.

    PS: Sócrates foi um grande exemplo de como um formador de opinião deve se portar. Ele sabia que devia tomar partido e o fez. Seja em prol de uma filosofia, seja em prol da liberdade, seja em prol dos direitos do povo e até mesmo em prol de um modelo de gestão implantando num clube. Longe de ser um modelo perfeito a ser seguido, mas nunca pecou pela omissão.

  • Matheus

    PS nº 2: Patético esse Atlético Mineiro. Simplesmente ridículo. Quantas decisões o Cruzeiro já atropelou o Galo como ontem? lembro de dois campeonatos mineiros seguidos de 5 x 0 na decisão. Não mereciam perder o Bicho não, mereciam devolver os salários do ano inteiro. A única coisa de útil que a torcida esperou do time no ano inteiro foi que ele jogasse para vencer o Cruzeiro ontem. Talvez os reservas tivesses feito melhor, ou os meninos da base. Nem a sulamericana? Ano ridículo, como tem sido há anos.

  • César

    Matheus,

    Enquanto não utilizarem recursos eletrônicos, não acredito em melhorias na arbitragem. Felizmente, acabei de ler que há intensão de utilizar tecnologia na Copa de 2014. Já é um começo, apesar de tardio, se comparado aos demais esportes.

  • Thiago Mariz

    Achei interessante notar numa reportagem da Globo que, segundo a reportagem, torcedores do Coritiba e Atlético-PR não ficaram tristes, mas felizes pela queda do rival e pela não classificação a Libertadores.

    Será que essa rivalidade exacerbada não é o que muitas vezes os impede de crescer como clube de nível nacional?

  • BASILIO77

    Que domingo! Um misto de sentimentos.
    Antes do jogo, mandei esse essa mensagem pra minha filha de 13 anos, que vestia aquela camiseta do SCCP que diz: “nao vivemos de titulos, vivemos de Corinthians.”

    “Hoje, mais do que nunca isso é verdade.
    O resultado do jogo de hoje perdeu muito da importância diante da perda de um ídolo. Uma parte da minha vida passa a ser apenas parte da minha lembrança, minhas memórias. E elas, as memórias, são MUITO mais importantes que nossas vidas, é o que realmente fica com a gente. Hoje a tarde será só mais um de nossos encontros…de tantos outros que virão…e o resultado não é nada! É só o fim desse pequeno trajeto de 90 minutos, e o que importa é o que colhemos pelo caminho.
    E esse encontro é único, é só nosso. Ninguém mais compreende o que ele significa. De tão simples que é, seu entendimento é difícil pra quem não faz parte dele. Estaremos juntos, sintonizados numa mesma frequência. Quando isso acontece, entende-se melhor o que é a espiritualidade e o que é ser Corinthiano.”

    Claro, festejamos depois pelas ruas daqui de Santos. E ela vai aprendendo que o importante é saber perder e saber ganhar.

    O campeonato foi fraco tecnicamente e o Vasco deu SHOW de honradez. Acabou vencendo o time que teve menor desgaste na temporada, devido ao menor numero de jogos disputados. Acho que isso pesou.

    Abraco

  • Vitor Hugo

    Parabens ao Corinthians pelo título, é merecido.
    André gostei muito do texto, só acho que errou na mão quando diz abro e fecho aspas: O clube mais brasileiro.

    AK: Parte do hino do clube. Um abraço.

  • Kléber

    Uma das mais emocionantes postagens sobre o título corinthiano:

    http://www.ricaperrone.com.br/2011/12/boas-noticias-vo/

  • Texto de um amigo meu que nao quer o nome divulgado.

    “A vida pessoal de nenhum jogador nos interessa, mas a atuação como pessoa pública deve sempre ser avaliada por todos.
    Não é por que a pessoa morre que deva ser reverenciada como símbolo, apenas por ter sido popular ou ter exercido alguma atividade pública.
    O respeito à pessoa não significa deixar de questionar suas posições públicas ou simplesmente misturar as coisas.
    Outro fator que é muito confundido por todos é a capacidade de exercer alguma atividade profissional com a questão pessoal.
    Em termos públicos, Sócrates foi protagonista na “panela” de 82 na Seleção Brasileira, endeusada pela mídia esportiva por ter seus amigos jogando, e no comando. Um time que poderia ter conquistado o título se não se restringisse a uma “ação entre amigos”.
    Participou da chamada “Democracia Corintiana”, um tratamento de eufemismo para a institucionalização da baderna. Conquistou alguma coisa pela condição técnica dos seus jogadores, e pela tradicional força fora de campo que caracteriza a vida daquele clube.
    Seus maiores símbolos foram Sócrates e Casagrande, pessoas que jamais poderiam ser exemplo de nada.
    Para completar, ainda temos a questão política, pois o ex-jogador se notabilizou pela participação no movimento “Diretas já”, em contrapartida ao seu apoio irrestrito a ditadores, com os quais compartilhava a mesma ideologia.
    Ora, quem ostenta posição forte a favor da democracia jamais poderia defender regimes autoritários. Não há lógica, não há coerência, além da total desmoralização do discurso. Não existe ditadura boa e não existe democracia parcial, aquela que deve ser buscada apenas quando os amigos não estão no poder!
    A questão humana, da vida de uma pessoa não está em discussão, mas sim a sua história como agente público. ”

    RIP Socrates

    AK: Sócrates nunca quis ser exemplo para ninguém. Nunca teve essa pretensão. Se foi, se é, é porque as pessoas assim quiseram. Sobre posições políticas, a questão é absolutamente pessoal, assim como concordar ou discordar. Sempre acho curioso quando alguém quer dizer algo, mas não quer se identificar. Nesse caso, seja quem for o autor da mensagem, deveria se informar minimamente sobre a Seleção de 82 e sobre a Democracia Corinthiana. O volume de informações é farto e está totalmente disponível. Preguiça e antipatia levam a conceitos equivocados. Um abraço.

  • Rodrigo

    Putz, muito bom… reprisou no Sportcenter à noite também. Emocionante….

  • Clóvis

    André

    Onde vc viu pênalti pôlemico no Beira-Rio ; ninguem , nem o gremista mais fanático questionaram a marcação do juiz, pênalti claríssimo. Inter melhor todo o tempo, D´Alessandro genial e Oscar um maestro. Se esses dois jogassem aí no eixo teriam ganham algum premio ontem a noite alem de uma bajulação maior da mídia. Vamo Inter rumo ao TRI !!!!

    AK: Nenhum replay me convenceu. E li/ouvi muitas reclamações. Tenho dificuldades para respeitar qualquer comentário – enviado para ESTE blog – que contenha essa conversinha de “eixo”. Principalmente quando vem de alguém que parece jamais ter lido o que aqui foi escrito sobre o Internacional e os jogadores citados. Um abraço.

  • Thiago Vitale Jayme

    André, bom dia.

    Sou jornalista como você. Trabalhei anos no Valor Econômico e hoje estou na CDN Comunicação Corporativa. Queria te agradecer muito pela reportagem sobre o Sócrates. O Magro foi fundamental na minha formação futebolística e política. Afetivamente, o Sócrates vai além. Minha relação com meu pai sempre teve em Sócrates uma figura de ligação. Eu tinha 4, 5 anos quando ele estava no Corinthians. Eu sempre fui o Sócrates. Meu pai era sempre o Casagrande. No domingo, ele me telefonou chorando: “Filho, o Sócrates morreu, você viu? Não consigo olhar pro Sócrates e não me lembrar de nós dois, quando você tinha 4 anos. O Sócrates, pra mim, é você.” Meu domingo foi uma mistura maluca de emoções e sentimentos. E sua reportagem conseguiu refletir exatamente o que senti. Ontem, vim trabalhar de gravata preta e camisa branca. Luto e paz, exatamente como você mencionou. Não pude deixar de lhe mandar este comentário. Obrigado mesmo.

    Abraços,
    Thiago Vitale.

    AK: Depois de ler seu comentário, quem agradece sou eu. Obrigado e um abraço.

  • Mario

    Vejo que os elencos do Corinthians e Vasco são similares. Mas o Corinthians teve azar-sorte de sair cedo da Libertadores e por isso focou só no Brasileirão. Porëm, noto no Vasco um erro de estratégia. Elenco não suficiente para tentar ganhar 3 competicões.

  • Danilo Goncalves

    Na minha humilde opinião, seu melhor texto e reportagem. Não há como não se emocionar, mesmo não sendo corintiano, como eu.
    Abraço

    AK: Obrigado. Um abraço.

  • Leandro Azevedo

    Para quem interessar, segue o link de uma entrevista concedida pelo Socrates em 1983 para o programa Galeria da Eldorado FM:

    http://www.territorioeldorado.limao.com.br/musica/mus156885.shtm

    Um programa de mais de uma hora de duracao em que ele fala de futebol, politica, musica e outras coisas que se a data da entrevista nao tivesse sido divulgada, em algumas partes facilmente poderia ter sido feita semana passada.

  • eduardo pieroni

    Boa ANdré, não consegui assistir a materia você sabe se vai ao ar novamente e quando??????

    Haaaaa, “Panela de 82” eu gostaria de ter esta panela em meu time todos os anos.

    abraços

    edu

  • Aloísio

    Se me permitir…

    “Sócrates Brasileiro. O clube mais brasileiro. Campeão brasileiro. Campeão, Brasileiro!”

  • Joao CWB

    Se o Brasil fosse um país sério ou ao menos tivesse instituições sérias, o jogo entre Cruzeiro e Galo seria investigado podendo haver alguma medida disciplinar? Ou não é para tanto?

    Abraço

  • Rodrigo

    João CWB, sinceramente não vejo motivo para investigação. Me lembro de goleadas recentes em finais de Campeonato Mineiro. Vi um pedaço do jogo, no PFC, e parecia que o Galo estava disputando uma pelada, depois de comer muito churrasco contra um Cruzeiro com sangue nos olhos, com a tal da faca entre os dentes. Deu no que deu.
    Com essa conversa toda de apito amigo (essa maldita invenção do Milton Neves) toda conversa sobre futebol fica desvirtuada do foco principal: o jogo. Fala-se de quase tudo, menos das virtudes de quem ganhou. Não falo apenas do clássico mineiro. Mas o número de comentários que li falando que o Corinthians foi campeão por causa da CBF chega a ser alarmante.
    Mas entendo seu comentário e seu pé atrás. Apenas acho que falar de juiz, favorecimento e “esquemão” está deixando de virar regra (o que já é ruim) para virar obsessão.

  • Matheus

    Ainda bem que acabou o Campeonato, não aguentava mais ler comentários falando em esquemas mirabolantes para beneficiar clubes. Isso é tudo balela, conversa mole que nem faz mais o boi dormir. O que deve ser bastante discutido é o nível das arbitragens. Nunca se errou tanto em um único campeonato. Nem naquele campeonato de 2005, com toda aquela coisa do juiz vendido ou comprado(ladrão mesmo) não me lembro de tantos erros.
    Antes de apanhar dos colorados, teve o erro crucial a favor do Corinthians que tirou a vantagem do Inter, porém a repercussão desse lance foi grande devido ao confronto direto entre os postulantes ao título. A questão é que esse ano toda rodada tinha dois ou três jogos decididos por erros de arbitragem. Ainda teve juiz disputando prêmio ontem que deixou de marcar três pênaltis no mesmo jogo, fora a perna quebrada num lance em que ele disse que nem contato houve. É chato você ver o erro do juiz, saber que o jogo poderia ser diferente e ter que seguir em frente e deixar pra lá. Dá uma tristeza tão grande. Como disse, não acredito em porcaria de esquemas, tanto que estou fazendo uma seleção dos principais erros e tem contra e a favor de quase todo mundo. Ainda estou na 15º rodada, e já contei tantos erros que dá desgosto. Desde faltas não marcadas, impedimentos errados, pênaltis que não existiram, pênaltis que não foram marcados e por aí vai. Sei que muito disso é minha interpretação, e que alguns lances gerarão opiniões controversas e não serão unanimidade, mas os que serão já são muitos.
    Enfim, se há um ser que ajude as arbitragens, ano que vem por favor, não tire férias novamente, pois esse ano você fez muita falta.

  • Para mim, o mais impressionante é como a morte tem o poder de colocar as coisas em uma perspectiva mais realista. Ao saber da morte do Sócrates, nada mais poderia ser maior naquele dia. Era impossível comemorar algo no dia em que alguém querido morre.

    Quanto ao companheiro que enviou um “texto de um amigo meu que nao quer o nome divulgado”, só uma coisa a dizer: patético.

  • Paulo Pinheiro

    Sobre a “panela de 82″…

    Cara… se eu voltasse no tempo só faria duas alterações naquela Seleção: sai Serginho Chulapa, entra Roberto Dinamite; Sai Valdir Peres, entra Leão (não sou vascaíno… acredite, sou flamenguista!!!)

    De resto, é absolutamente incontestável o escrete que o teimoso – mas genial – Telê Santana levou. E me é impossível imaginar aquele técnico aceitando pressão de um jogador, mesmo sendo o excelente Sócrates, sobre escalação de jogadores.

    Sobre sua frase “Não existe ditadura boa”… eu discordo. Acho que ditadura será sempre perigoso, isso sim. Mas existiu ditadura boa (desde já não quero deixar dúvidas: não me refiro à covardia dos militares aqui no Brasil, ok?).

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