COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

ATÉ O FIM

O que dizer de um campeonato de pontos corridos, que chegou ao último domingo sem nenhum amistoso?

Se não, vejamos: São Paulo x Santos, Internacional x Grêmio, Botafogo e Fluminense e Avaí x Figueirense valem vagas na Copa Libertadores. Atlético-GO x América vale um lugar na Copa Sul-Americana. Bahia x Ceará e o clássico mineiro têm implicações na Sul-Americana e na Série A do BR-12. O clássico paranaense, jogo de maior contraste da rodada, opõe Libertadores e rebaixamento. E se você precisa saber o que há em questão no Pacaembu e no Engenhão, não deveria estar lendo esse jornal.

A rodada final do Campeonato Brasileiro apresenta um desafio à capacidade de concentração do cérebro humano, especialmente nas redações de veículos de imprensa em que há telas suficientes para acompanhar todos os jogos ao mesmo tempo. Alto risco de exaustão por volta das 19 horas do domingo.

O dia promete ser estressante para milhões de torcedores, mas os senhores Sandro Meira Ricci e Marcelo de Lima Henrique estão em posição inatingível no ranking da pressão. Eles são os árbitros responsáveis pelos dois jogos mais explosivos da rodada. O primeiro apitará na Arena da Baixada, em que a torcida atleticana corre o risco de experimentar o impensável: ver seu time amargar a queda para a Série B e o Coritiba comemorar a classificação para a Libertadores, AO MESMO TEMPO. Lima Henrique trabalhará na Arena do Jacaré, onde os cruzeirenses também poderão ser conduzidos ao fim do mundo pelos pés dos maiores rivais. Hipótese capaz de congelar o coração de um estádio inteiro, tomado por uma só torcida.

No Pacaembu, o corintiano estará em maioria e confiante, até cinco minutos antes do jogo começar. As memórias de decisões contra o Palmeiras levam a sensações desagradáveis e forçam um comportamento cauteloso. E a vantagem que aumenta as chances de título é, também, um singelo problema estratégico. O Corinthians tem uma configuração estabelecida para jogos em que é mandante: marcação adiantada para tirar o ar do adversário e marcar um gol primeiro. Além de o plano não ter sido eficiente nos últimos jogos em casa, há sentido em lidar com os riscos num clássico em que o empate basta? A situação sugere um time mais frio, negando o espaço ao adversário. O drama é que o tipo de gol que o Palmeiras mais gosta de marcar independe do desenho da partida.

No Engenhão, o Vasco se verá com tudo contra, em teoria. Entre todas as combinações de resultados possíveis, só uma lhe contempla. E seu jogo é mais difícil de ganhar. Diferentemente do Palmeiras, o Flamengo tem um objetivo esportivo no clássico. O ponto que o levará à Libertadores soma-se ao desejo de garantir o vice-campeonato do rival. O Vasco ainda lidará com suas fraquezas físicas, resultado da dupla jornada que ensina, mas pune. Chegará o momento em que o exemplar esforço cobrará seu preço, ou a magia que marcou a temporada vascaína durará mais um jogo?

Esperemos mais um dia. E que dia será.



  • Anna

    O campeonato foi muito bom, emocionante e tenso até o último minuto. Corinthians mereceu ser campeão. E a homenagem ao Doutor foi muito bonita.

  • BASILIO77

    Teve um amistoso em Mogi.
    Abraço.

  • Vanderlei

    8.

    De CORINTHIANS, 8 vezes campeão do Brasil.

    De SÓCRATES, o Doutor, Brasileiro, Genial, Generoso, Humano.

    CORINTHIANS 8!

    SÓCRATES ∞.

  • Joao CWB

    Uma vitória do Cruzeiro seria normal, mas do jeito que aconteceu foi uma vergonha.

    A torcida do Furacão deu um show e exemplo de como se portar diante de um jogo onde seu seu time é rebaixado. Mesmo com o Atlético já na série B desde o 1º tempo, pois o Cruzeiro já goleava o Galo, a torcida cantou do início ao fim. Vimos um Atlético jogando como não jogou o ano inteiro, com raça e sangue nos olhos. É tão simples conquistar o torcedor, basta mostrar vergonha na cara.

    Só nos restou saborear a vitória de um clássico e ver a cara dos coxas mais tristes que a nossa. Agora é trabalhar e voltar ao nosso lugar.

    Abraço

  • Sebastiao Neto

    Andre
    Tenho duas observações
    Final – foi frustante não haver a entrega do trofeu e a volta olimpica, a desculpa é que haviam duas possibilidades de time campeão, porem eu ja vi em algum campeonato, a plaquinha de identificação do campeão ser colocada no local do jogo, portanto poderiamos ter duas taças e assim que fosse definido o campeão seria providenciado a identificação, com isso teriamos a entrega da taça e consequentemente a volta olimpica.

    Socrates – nas imagens que a tv Globo lembrou lances de Socrates, aparece um gol, na qual a imagem esta mais escura, onde ele da um “chapeu” no zagueiro e de primeira e canhota faz o gol. Este jogo, tem um historia diferente, pois as TVs brigaram com o Mateus que insistia em jogar no Parque São Jorge, onde não havia luz suficiente para transmissões e nesta quarta feira, havia somente uma equipe com cenagrafista no campo, nenhuma outra emissora fez imagens deste jogo, eu estava lá e depois deste gol, a fazendinha inteira bateu palma de pé para o Doutor durante 2 minutos, foi inesquecivel.

    Abraço
    obrigado

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