CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Luiz Eduardo escreve: André, o que achou da punição que o Bolívar recebeu? Eu acho que essa punição cria outro problema: Imagine que o Bolívar machuque o Kleber num Grenal e receba a mesma punição. Logo, só voltaria a jogar quando Kleber se recuperasse. O Kleber tem uma perspectiva de se recuperar em 8 meses e, assim, o Bolívar também. 8 meses depois tem um Grenal decidindo o título brasileiro! Imagine que a volta do Bolivar seria importatíssima para compor o setor defensivo colorado. Porque o Grêmio não estenderia o processo de recuperação do seu atleta, a fim de prejudicar o rival e, nesse caso, até se beneficiar da ausência dele?

Resposta: É uma situação possível em teoria, mas você há de convir comigo que é muita coisa para imaginar. (Relembrando… o Bolívar foi punido com 4 jogos e 180 dias e, na quinta-feira, teve sua pena reduzida, por efeito suspensivo, para 2 jogos e 15 dias. O caso só terminará após o julgamento do Pleno do STJD, provavelmente em janeiro.) O que eu penso sobre essa medida de punir o agressor pelo tempo que o lesionado levar para voltar a jogar é o seguinte: como se pode julgar a intenção? Como se pode conhecer a intenção? Se fosse possível saber se um jogador quis mesmo machucar outro, aí a conversa seria outra. No caso em questão, a entrada horrorosa de Bolívar em Dodô revela, a meu ver, que o jogador do Internacional não teve a mínima preocupação em ser leal, mas não posso afirmar que o objetivo dele era quebrar o Dodô. Ninguém pode. Outro aspecto é o precedente que seria aberto. Já vimos lesões graves resultarem de disputas de bola aparentemente limpas, ou até involuntárias. Num julgamento no STJD, a interpretação da maioria pode ser diferente, e alguém poderá ser suspenso por um longo tempo de forma injusta.

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Rogério (entre muitos) escreve: André, o que achou das mudanças na Copa do Brasil?

Resposta: A invenção da roda. A CB, realizada durante toda a temporada e com a participação dos times que jogam a Libertadores, é o que se pede há milênios. Devolve o protagonismo ao mata-mata e acaba com a punição aos melhores times do Campeonato Brasileiro. O problema é que o novo critério de classificação para a Copa Sul-Americana continuará punindo o mérito, pois dará a quem fizer campanha ruim na CB uma nova oportunidade de chegar à Libertadores (via CSA). Melhor seria continuar com o critério de classificação pelo Campeonato Brasileiro, o que acirraria a disputa.

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Sérgio escreve: Você acredita que, se convidado fosse, Romário aceitaria comandar o COL (da Copa do Mundo de 2014)?

Resposta: Não.

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Roberto Carlos escreve: Em dezembro, o Barcelona enfrenta o Real Madrid pelo Espanhol e provavelmente o Santos pelo Mundial. Se você estivesse em uma situação que  lhe permitisse escolher a assistir somente a um dos jogos, qual você escolheria e por que?

Resposta: Acho que o jogo do Mundial. De fato, estarei no jogo do dia 10, em Madri. Mas creio que uma provável final de Mundial de Clubes entre Barcelona e Santos seria algo único, enquanto o clássico espanhol acontece todos os anos.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens e perdão pela falha na semana passada.

Ocorre que, às vezes, eu realmente preciso de um dia inteiro de folga na semana…

Até o sábado que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



  • Sidney

    O problema sobre a punição do Bolívar, na minha opinião, é que até poderia se julgar por imagens a intenção do jogador nas entradas mais violentas e acho que isso até inibiria um pouco os agressores. O problema se resume somente a quem vai efetuar o julgamento, o nosso famoso STJD. Se os caras não conseguem manter a coerência nem sobre uma cusparada (o Hugo quando jogava no São Paulo tomou 180 dias mais 2 jogos por uma cuspir no jogador do Paraná e o Rafael Moura tomou 2 jogos por cuspir no Renato do Flamengo esse ano) como se portariam se agressão fosse de um jogador de Corinthians e Flamengo em uma reta final de campeonato? Já temos o exemplo do Sheik, que pisou no jogador do Avaí, tomou só 2 jogos, conseguiu um efeito suspensivo e ainda adiaram o julgamento do recurso possibilitando que ele jogasse contra Atlético MG e Figueirense…
    Abraço

  • Marcos Vinícius

    Mas o fato de o Barcelona dar muito mais importância ao jogo contra o Real do que ao contra o Santos,além da maior qualidade do time merengue,não torna o clássico mais interessante do que o assistir ao “embate” individual Messi x Neymar?

    Olha,isso é questão de opinião.Eu ficaria com o do campeonato espanhol.

  • Willian Ifanger

    Tá ficando figurinha carimbada no Super Clássico, hein? Mas nada mais justo que fechar o ano cobrindo o confronto que te deu “mais trabalho” durante o ano. É o quinto, certo?

    AK: Neste ano, sim. Um abraço.

  • Anna

    Todos merecem uma folga. Eu quando estou de folga, fico offline, desconectada. Muito triste com a morte do Doutor Sócrates. Descanse em paz, Magrão. Muito ídolo. Até nisso, Vasco e Corinthians têm trajetórias parecidas nesse BR_11.

  • Alexandre

    Marcos,
    A sua afirmação (o Barcelona dar muito mais importância ao jogo contra o Real do que ao contra o Santos) não faz muito sentido, já que, a rigor, não há jogo marcado contra o Santos, é apenas uma possibilidade.
    Quanto a dar mais importância ao clássico do que ao Mundial, o André pode me corrigir, mas se não me engano após a última rodada da Champions o Guardiola deu declaração afirmando que a prioridade para este final de ano era a conquista do Mundial.

  • Claudio

    A respeito da inclusão dos times da libertadores na copa do brasil: se não me engano, nas primeiras edições da CB TODOS os times a disputavam, até que os que estavam na libertadores reclamaram que tinham jogos demais, e por isso a CBF os excluiu (a pedido dos clubes, portanto). É isso mesmo ou estou imaginando coisas?

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