CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

ANÁLISE DE SISTEMA

A corrida acirrada pelo título brasileiro, neste momento restrita a três times, nos obriga a pensar na hipótese de o campeão não ser decidido pelo número de pontos. Não é divertido, mas é necessário.

Temo que a conversa leve à conclusão de que vale a pena pensar num ajuste do regulamento para essa situação específica, ainda que, pessoalmente, considere o número de vitórias um critério coerente para que se determine o primeiro colocado. Há quem prefira outros, e com bons argumentos.

Viajemos à procura de ajuda, pois. Nas quatro principais ligas europeias, encontramos dois sistemas diferentes para o desempate. Na Inglaterra e na Alemanha, saldo de gols em todo o campeonato. Na Espanha e na Itália, confronto direto entre os times empatados. Mais perto de nós, na América do Sul, os argentinos fazem um jogo único em campo neutro. Veja, o primeiro critério de desempate do Campeonato Brasileiro não é utilizado em nenhum desses países.

Não gosto da opção feita por ingleses e alemães. Premiar saldo de gols num campeonato em que o objetivo é somar o maior número de pontos pode ser um estímulo ao jogo ofensivo, mas confere um caráter decisivo ao que é, muitas vezes, circunstancial. Goleadas nem sempre retratam a diferença entre dois times.

Nenhum time disputa um campeonato longo e equilibrado como o Brasileirão com o plano de produzir um ótimo saldo de gols. Mesmo nos países em que o critério decide, times passam a se preocupar com ele nas últimas rodadas, quando enfrentam adversários diferentes e em situações distintas na tabela.

O confronto direto entre os times empatados na ponta oferece, pelo menos, um retrato do que aconteceu especificamente quando os melhores se encontraram. Mas recorre a um “mata-mata disfarçado” que até faz sentido num Barça-Madrid ou num Juve-Milan, mas não se aplica à variedade de postulantes ao troféu que temos no Brasil.

Se é para desvirtuar o espírito dos pontos corridos, talvez seja melhor fazer uma finalíssima, como na Argentina. Mas um jogo só num estádio neutro? Ou que tal ida e volta? E onde encontraríamos mais datas no nosso calendário?

CENÁRIOS

Se o saldo de gols fosse o primeiro (é o segundo) critério de desempate do Campeonato Brasileiro, o Fluminense (10) e seu sensacional segundo turno estariam em maus lencóis. Corinthians e Vasco têm saldo de 16 gols, mesmo número do Coritiba, que é o nono colocado. Fluminense, que tem o melhor ataque (58) do campeonato, mas a pior defesa entre os cinco primeiros da tabela. O atual campeão luta pelo bi porque não gosta de empatar.

SEGURO

Uma tristeza a lesão no tornozelo do santista Adriano, que certamente faria parte da “patrulha Messi” numa eventual final do Mundial de Clubes da Fifa contra o Barcelona. O fato de o volante ter se machucado, sozinho, no jogo contra o Atlético Goianiense, deve aumentar a preocupação da comissão técnica do Santos para a próxima rodada do BR-11. Adriano seria importante, mas não vital. Há jogadores que o Santos não pode perder.



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