CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Sidney (entre muitos) escreve: Não sei se você viu a entrada criminosa que o Bolívar do Inter deu no Dodô do Bahia, que resultou no afastamento de 6 meses por uma grave lesão no joelho, além de toda a palhaçada do árbitro que não expulsou o jogador. Por causa do sucesso do Neymar, muito tem se dito ultimamente sobre proteger o talento e a habilidade em jogadas mais fortes. Gostaria de saber sua opinião sobre 2 coisas:
1) Se essa entrada fosse no Neymar, você acha que a reação do árbitro seria diferente?
2) Em caso de entradas criminosas como essa, você não acha que seria justo o agressor ficar afastado pelo mesmo tempo que o atleta lesionado?

Resposta: O lance é assustador. Bolívar não ter sido expulso é mais assustador ainda. Não gosto dessa conversa sobre “proteger” esse ou aquele jogador. Os mais habilidosos, que ficam mais com a bola, sofrem mais faltas. A questão é a aplicação da regra, que é igual para todos. Não deve haver proteção a ninguém. Respondendo suas perguntas:
1) Talvez. Impossível saber.
2) Não. Você está julgando a intenção, o que é complicado. Às vezes, jogadores se machucam gravemente em jogadas duras, porém leais. É muito difícil fazer a distinção e determinar qual lance deve ser punido da forma que você propôs.
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Ricardo escreve: O que Aaron Rodgers está fazendo? Algum quarterback já teve uma temporada assim? Ele está fazendo Tom Brady e Payton Manning parecerem calouros.

Resposta: O que jamais vimos um quarterback fazer. Simples assim. Um absurdo.
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Renato escreve: AK, não quero ressuscitar a discussão…mas SE o campeonato brasileiro for decidido nos critérios de DESEMPATE, você não acha que a fórmula de disputa precisaria de um “ajuste”?

Resposta: Considero o número de vitórias um critério justo para diferenciar campanhas que, por ventura, produzam o mesmo número de pontos. Se a coisa chegar ao saldo de gols, complica. Hoje, o saldo do Coritiba (décimo lugar) é igual ao do Corinthians, que fez 13 pontos a mais.
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Júlio escreve: André, você acha que o gol do Neymar contra o Flamengo será eleito como o mais bonito do ano?

Resposta: Eu votaria nele. Os candidatos, divulgados pela Fifa, estão aqui. Minha impressão é que o gol do Giovani dos Santos dará trabalho.
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Obrigado pelas mensagens. Até o sábado que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



  • Gustavo

    André,

    Mais assustador que o agressor não ter sido expulso é a não marcação do penalti naquele lance. Inacreditável.

    Abraço.

  • Diogo

    André, na Itália se dois times terminam empatados em pontos, tem jogo desempate não?
    Não seria justo? 38 rodadas… apenas gols como critério é muito cruel, não acha?

    Abraço,
    Diogo

  • Juliano

    No lance Bolívar x Dodô, o juiz marcou falta em 2 lances???? Dentro da área??? E aplicou o amarelo??? Se chegou a aplicar o amarelo, então o lance teria sido suficiente pra ser marcado o penalti, não??

    Já não entendo mais nada…

  • Felipe

    Não porque ele não marcou falta, marcou jogo perigoso, acredito eu.

  • café lima

    juliano,

    salvo engano, a falta em dois lances, dentro ou fora da área, deve ser assinalada, dentre outros casos, quando há jogada perigosa. uma vez que há falta, como por exemplo um “pé alto” que atinge a cabeça do adversário, o lance deixa de ser jogada perigosa e vira falta. logo, o absurdo do lance do jogo do bahia é porque o lance foi falta, uma vez que ouve contato.

  • Cesar

    Diogo,
    na Itália se usa o resultado do confronto direto para questão de desempate. Na Argentina que se utiliza jogos extras se dois ou mais times terminarem empatados em pontos.
    Você aplicaria essa regra (de um jogo de desempate) apenas para o título ou para as demais situações (vaga libertadores e sulamerica, além do rebaixamento)?
    Eu também considero o número de vitórias um critério razoável, assim como o uso do confronto direto.

  • Leandro Azevedo

    Sobre a performance do Aaron Rodgers esse ano, ai vai o link de um artigo interessante que compara a performance dele esse ano com a do Brett Favre em 95-96…

    http://www.jsonline.com/blogs/sports/134041253.html

    O Favre nesse periodo teve 49TDs e 7Ints e ganhou 3 MVPs.

    Abraço

  • Felipe Valverde

    AK, o mais absurdo no lance de Dodô e Bolivar é o Paulo Cesar de oliveira ter marcado somente “jogo perigoso”, quando foi um lance claro de penalti, expulsão e suspensão pesada posteriormente…
    E o revoltante, pra mim, foi a declaração de Bolivar afirmando que o Dodô foi muito “afoito” no lance!! Para, né ?! Um jogador com a experiência dele deveria, pelo menos, assumir o erro e pedir desculpas…

    Abraço

  • Andre

    Xara

    Quanto aos melhores Gols da FIFA, quando você escreveu “Os candidatos, divulgados pela Fifa, estão aqui…..” esse “aqui” era para ser um link para os Gols ? Pois para mim não apareceu.

    Abraço e como sempre parabéns , pois na minha opniao você é quem melhor escreve sobre esportes, sua visão sobre os acontecimentos esportivos é única.

    Tks
    Andre

    AK: O link para os gols está corrigido. Obrigado pelo aviso. Um abraço.

  • Lippi

    André, vc não acha que o confronto direto seria mais interessante como primeiro critério de desempate? Não mudaria nada na forma do campeonato, e ainda daria aquela sensação de “final” contra um possível adversário direto.. Algum campeonato europeu é assim?

    Abraço

  • Luiz

    André, eu votaria cegamente no do Rooney, e nem precisava ver outros… No gol do Neymar eu xinguei ele, no do Rooney eu não consegui falar nada… E achei o do Giovanni sem gracinha :/

  • Alexandre

    Quando a vitória valia dois pontos, o número de vitórias era um bom critério de desempate, mas com a vitória valendo três pontos, não é mais. 
     Da forma como está, um time que em três jogos ganha um apertado e é goleado nos outros dois fica na frente de outro que empatou os seus três jogos. Na minha opinião, trata-se de uma distorção.
     Assim, creio que o saldo de gols seja um critério melhor, embora a definição do título com um jogo extra fosse talvez o ideal, se o nosso calendário não fosse tão apertado.
     No seu exemplo, André (Corinthians e Coritiba), lembremos que o saldo do Corinthians só é tão baixo porque ganhou um número incrivelmente alto (16, se não me engano) de jogos pela diferença mínima de gols, o que só reforça a minha tese.

    AK: Não, enfraquece sua tese. Você argumenta que ganhar por 1 gol de diferença “vale menos” do que golear o adversário, o que evidentemente é um equívoco. Nada pode ser mais importante do que vencer jogos. Um abraço.

  • Alexandre

    Para mim o gol do Neymar foi o mais bonito do ano, mas acho que o Rooney leva o prêmio.
    Sabe-se lá o porquê, mas neste tipo de votação os gols de chutões de fora da área ou de bicicleta costumam levar vantagem contra os gols “trabalhados” com dribles e passes, embora naqueles o acaso conte muito mais que nestes.
    Dos 10 listados, meus preferidos são:
    1) Neymar;
    2) Rooney;
    3) Stankovic;
    4) De Celauer;
    5) Messi.

  • Paulo Pinheiro

    André,

    Quando você fala que jogadores habilidosos sofrem mais faltas…

    Fico pensando se aceitando isso como um “fato” não estamos na realidade passando a mão na cabeça de zagueiros que talvez não estejam se esforçando o suficiente nos treinos para ter explosão para chegar na bola antes do atacante adversário. Daí a falta fica sendo o caminho mais fácil. E pra que ele tem que se esforçar se basta dar um encontrão ou, pior, agarrar, fazer alavanca, etc.?

    Seria um sonho querer exigir qualidade desde as “peneiras” que as defesas sejam povoadas por zagueiros habilidosos ao invés de “vigorosos”? Domingos da Guia destacou-se como zagueiro habilidoso numa época em que os adversários eram terríveis de serem marcados.

    Sobre a discussão da “intenção” de machucar no lance, e praticar jogadas “duras, porém leais”, meu sonho é que as divididas fossem sempre como os atacantes dividem com os goleiros: se não vai dar pra chegar faça o máximo pra evitar machucar seu adversário.

  • Alexandre

    Ganhar por um gol de diferença vale os mesmos 3 pontos que ganhar por cinco gols de diferença e não penso que deva ser diferente.
    Mas, como critério de desempate, é justíssimo premiar aquele que ganhou os seus jogos com clara superioridade sobre seus adversários e perdeu jogos por placares apertados.
    Isso é premiar desempenho. Ou você discorda que o desempenho do Corinthians, por exemplo, foi muito melhor contra o São Paulo (5×0) do que contra o Atlético-MG (2×1)?
    Pois bem, se ele tivesse tido muitas outras jornadas tão boas como esta contra o tricolor, e se ele tivevesse, digamos, uma vitória a menos, duas derrotas a menos e três empates a mais do que tem atualmente, creio que este Corinthians “virtual” mereceria estar na frente (no critério de desempate) do Corinthians “real”, não? Ou esta vitoriazinha a menos deve valer tanto assim?
    No Vôlei, eles foram mais radicais nesta idéia (acho que até demais). Vencer por 3×1 ou 3×0 vale 3 pontos. Por 3×2 vale só 2, e o derrotado ganha 1.

    AK: Você está confundindo conceitos. Seria absolutamente injusto premiar saldo de gols num campeonato decidido pelo maior número de pontos. Gols devem – e têm – peso em competições de mata-mata, em caso de igualdade de pontos em dois jogos. Sobre o vôlei, critério absurdo. Daqui a pouco estarão premiando o time que vencer jogos em menor tempo. Um abraço.

  • Alexandre

    Veja este exemplo. Se você pudesse decidir, qual seria o campeão?

    A) 20v, 16e, 2d. Com 7 vitórias por 1 gol de diferença, 6 por 2 gols e 7 por 3 gols. As 2 derrotas por 1 gol de diferença. Saldo de 38 gols;
    OU
    B) 21v, 13e, 4d. Com 17 vitórias por 1 gol de diferença, 3 por 2 gols e 1 por 3 gols. Sendo 1 derrota por 1 gol de diferença e 3 por 2 gols. Saldo de 19 gols ?

    O número de pontos é o mesmo (76). Mas o saldo (e o desempenho), quanta diferença…

    AK: Em que campeonato esses números aconteceram? Ou você os inventou? De qualquer forma, se o campeonato é de pontos corridos, é óbvio que o campeão tem de ser o time que venceu mais jogos. Um abraço.

  • Alexandre

    Inventei, né! Mas qual a diferença? Não é uma situação perfeitamente possível?
    De qualquer forma, no ano passado poderia ter acontecido algo semelhante. Se o Cruzeiro tivesse ganho por um gol de diferença um dos jogos que empatou, os números seriam os seguintes:
    Fluminense: 20v,11e,7d. 62 gols pró. 36 gols contra. Saldo de 26 gols.
    Cruzeiro (hipotético): 21v,8e,9d. 54 gols pró. 38 gols contra. Saldo de 16 gols.
    Ou seja, mesmo com um ataque E uma defesa piores que os do Fluminense, mesmo com duas derrotas a mais que o Flu, esta única vitória a mais daria o título para o Cruzeiro pelo critério atual.
    De qualquer forma, reitero que a definição do título através de um jogo extra seria o ideal, mas considerar só o número de vitórias é simplista demais.

  • leonardo guerra

    huummm, vi os gols com atenção, e digo a briga tá entre Neymar, Giovanni do Santos e Stankovic. Apesar que a bike do Rooney e do outro menino que não me lembro agora foram lindíssimas tb.

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