CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Fernando escreve: Estamos vendo o Figueirense a apenas 2 pontos da Libertadores, apesar de possuir cerca de 10% da receita do último que está se classificando (Flamengo). Diante disso, você acredita que os ditos “Grandes times do Brasil” não são muito mal administrados? Nos outros grandes campeonatos ao redor do mundo, acompanhamos sempre 2 ou 3 times com chance de ser campeão, geralmente os que possuem maiores receitas, sendo raro os casos em que os chamados “times pequenos” conseguem alguma coisa. E uma outra pergunta: o nosso campeonato não seria mais emocionante ainda se a distribuição ocorresse de forma mais uniforme? Eu acho que seria ótimo, mas o único problema é que numa situação dessas muitos dos “times de massa” iriam disputar a 2ª divisão, tamanha a incompetência de sua administração.

Resposta: A campanha do Figueirense e o trabalho do técnico Jorginho, como já escrevi, merecem muitos elogios. Quem disser que imaginava que o time catarinense estaria na disputa por uma vaga na Libertadores 2012 estará mentindo. Não há dúvida de que os clubes de futebol no Brasil, com raras exceções, são mal administrados. A situação é resultado do nível dos dirigentes que temos e, principalmente, dos incentivos que esses dirigente têm. Explico: independentemente da realidade financeira, que varia de clube para clube, os estímulos que cartolas brasileiros têm são, todos, para que trabalhem contra a instituição, nunca a favor. Quando digo contra, me refiro à saúde dos clubes. É preciso gastar sempre mais, o que significa endividar (ainda mais) o clube, e nenhum dirigente se sente constrangido ao fazê-lo porque sabe que não terá de responder por isso. Isto dito, é preciso lembrar que o Figueirense não vai disputar o título. Não acredito nem que se classifique para a Libertadores. De forma que não temos aqui (e eu não acharia ruim que tivéssemos) um time considerado pequeno com chance de ser campeão brasileiro. Para finalizar: divisão igual de receitas não respeita as diferenças de representatividade e exposição, e não garante, por si só, o equilíbrio da competição. Mas é claro que os patamares não podem ser tão distantes, como vimos na última negociação do bolo da TV. Futebol é orçamento, mas os clubes deveriam estar unidos na hora de negociar.

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João Guilherme escreve: Não pega mal para um árbitro pedir camisa de jogador? Há punição por parte da FIFA nesses casos? Se ele pedisse em “off” seria mais ético?

Resposta: Muito. Não. Não.

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João Luiz (entre muitos, sobre o tema): André, vou na contra-mã0. Acho que o Neymar errou ao ficar no Brasil e mostrou pouca ambição na carreira. Gostaria de saber o que você pensa.

Resposta: Eu concordaria com você se ele tivesse declarado que nunca jogaria na Europa. O que me parece é que ele decidiu que não vai, até 2014. Escrevi isso aqui no blog: Neymar terá 22 anos quando jogar a Copa do Mundo, ainda será muito jovem e terá todas as possibilidades que se apresentam agora. O desejo profissional de estar entre os melhores poderá ser realizado.

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Renato (entre vários, também) escreve: André, o Ricardo Teixeira conseguiu unir pessoas em torno de alguém como Romário. Veja o ponto que chegou o futebol brasileiro…

Resposta: Creio que muita gente está confundindo a personalidade e o histórico de Romário quando jogador, com sua atuação como parlamentar. O que vejo é algo raro no Brasil: um político fazendo seu papel. Se no futuro percebermos que havia outras intenções, que as criticas sejam feitas. O país é beneficiado a cada vez que alguém, na posição e com as possibilidades de um deputado federal, faz os questionamentos que Romário tem feito.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens e perdão pela falha na semana passada. A conversa continua no próximo sábado.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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