FALANDO ALTO



(comentário sobre a contratação de Émerson Leão pelo São Paulo, publicado no Lance! de hoje)

A última passagem de Émerson Leão pelo São Paulo começou com a seguinte apresentação aos jogadores, no CT do clube:

“Vocês sabem por que eu estou aqui?”, perguntou o técnico que substituiu Cuca e encontrou o time em sétimo lugar no Campeonato Brasileiro de 2004. Ninguém respondeu.

“Eu estou aqui porque vocês pediram. Vocês não estão jogando nada e por isso me chamaram para resolver o problema”, disse. E então, olhando para um zagueiro uruguaio que começava a conquistar seu espaço, Leão enfatizou sua mensagem: “Entendeu, senhor Lugano?”.

Sete anos depois, a situação é muito semelhante. Um time que produz menos do que pode, é visto pelo torcedor como um grupo acomodado e, sexto colocado, já vê sob risco os dois objetivos mais nobres no campeonato. O São Paulo está em meia-fase, Leão chegou para ligar os 220v.

Seria ele “o nome” que a diretoria procurava para aplicar um choque de ordem abaixo e impedir algumas interferências de cima? Provavelmente não. Mas o currículo de Leão tem trabalhos de curto prazo bem-sucedidos, e é exatamente disso que o São Paulo precisa. Sete rodadas para, no mínimo, uma vaga na Libertadores 2012. E o que vier da Copa Sul-Americana é bônus.

Em 2004, deu tão certo que o curto prazo se esticou e rendeu um Campeonato Paulista. Mas durante a fase de grupos da Libertadores do ano seguinte, havia jogadores convencidos de que o título seria impossível se Leão não saísse. Leão foi para o Japão.

O que acontece desta vez? É inútil tentar prever o futebol. Mas aposte num time lutador amanhã, no Paraguai, e em São Januário, no domingo. Com atuações surpreendentes de alguns jogadores.



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