PRÉVIA



A TV exibiu, em duas sessões, uma amostra do que devemos ver no Mundial de Clubes.

À tarde, o Barcelona frustrou o Victoria Pilsen, pela Liga dos Campeões.

Frustrar é o termo.

Setenta e um por cento de posse de bola, quatro faltas cometidas, nenhum chute a gol cedido.

Deveria ser proibido impedir um adversário de participar do jogo desse jeito.

O placar tímido, 2 x 0, engana quem não viu a partida. O Barcelona perdeu gols e mandou algumas bolas na trave.

Uma delas em jogada de Messi, em que a impressão era de que a bola estava sempre mais para os marcadores, mas insistia em ficar com ele.

Sabe como é… a bola prefere ficar com ele.

À noite, o Santos superou o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro.

Superar é o termo.

Neymar fez um gol em que a diferença entre um jogador especial e os comuns ficou clara.

Diante de três marcadores, balançou e, com um tapinha, colocou a bola dentro do gol.

Deveria ser proibido iludir adversários desse jeito.

Pouco depois, lançado na área, deu outro tapa na bola com o lado externo do pé esquerdo.

Perdeu o gol por centímetros, mas ganhou mais admiração de quem gosta de jogadores tecnicamente petulantes (no melhor sentido), como ele.

Como se sabe, Neymar é destro.

Bater desse jeito na bola, com o “pé ruim”, é coisa para quem tem os dois pés muito bons.

Ele tem.

Em dezembro, Santos e Barcelona devem se encontrar no Japão.

Farão a final do Mundial de Clubes, se o futebol não nos pregar nenhuma peça.

Tomara que não.

A torcida para que vejamos esse jogo carrega, também, um lamento.

Será só um.



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