COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

QUESTIONÁRIO

Três perguntas que a semana nos apresentou:

1 – O que passou pela cabeça do assistente que trabalhou em Corinthians x Botafogo?

Amigos, talvez tenha sido o mais bizarro erro de arbitragem do campeonato. E convenhamos, há fartura de opções. O cronômetro marcava quatro minutos de jogo, quando Felipe Menezes cobrou uma falta na intermediária. A bola cruzou o campo da esquerda para a direita do ataque, e encontrou Fábio Ferreira na área corintiana. No momento da cobrança, Abreu e Antônio Carlos estavam adiantados, em posição de impedimento, dentro da área. Eles não participaram da jogada. Fábio Ferreira dominou e tocou, para trás, para Marcelo Mattos mandar para o gol, numa área deserta de jogadores do Corinthians. Mas o assistente Alessandro Alvaro Rocha de Mattos levantou sua bandeira, marcando impedimento.

Como se sabe, não existe impedimento em bolas tocadas para trás. Portanto é impossível acreditar que essa foi a marcação do assistente. É básico demais. O momento em que a bandeira subiu sugere que Rocha de Mattos marcou posição irregular de Marcelo Mattos (não, não há parentesco entre eles. Se houvesse, o clima não estaria bom) no início da primeira jogada, a cobrança de falta. O problema é que o volante botafoguense não estava impedido. A última linha de zagueiros do Corinthians ficou sobre a linha da grande área. Marcelo Mattos e Fábio Ferreira, para fora. Rocha de Mattos, perfeitamente posicionado. Inacreditável.

2 – O que Neymar estava fazendo em Sete Lagoas?

É fato que, na Era da Internet, o planeta não tem fronteiras e nem distâncias. Mas, no mundo real, não há como ir do norte do México ao sudeste do Brasil em um clique. E ainda disputar dois jogos de futebol em três dias? Insano. Mesmo porque o Santos não precisava ter Neymar em campo contra o Atlético Mineiro. Sim, é honroso. Ao usar o que tem de melhor, um time que trata o BR-11 como planilha de treinamentos para o Mundial de Clubes mostra respeito pelo campeonato e pelos adversários. Mas a qualquer preço? É claro que ele quer estar em campo sempre. É jovem, adora o que faz. Mas suponha que o Santos tivesse partidas marcadas na terça e na quinta (não ria, isso já aconteceu por aqui). Neymar jogaria as duas? Não.

3 – O que realmente aconteceu no episódio envolvendo o palmeirense João Vítor?

Não há nada que justifique uma agressão de quinze pessoas contra três. Quando o “motivo” é o rendimento de um jogador de futebol e os agressores são torcedores descontentes, entramos no território da barbárie. Mas os depoimentos colhidos pela polícia indicam que o primeiro ato de violência não partiu dos covardes desocupados. Essa é a informação que o vestiário palmeirense conhece, razão da declaração de Luiz Felipe Scolari sobre “anjinhos”. O inominável caso de João Vítor reflete o cenário que vivemos no futebol, e escancarou a situação que estava dormente dentro do Palmeiras. O maior prejudicado, obviamente, é o próprio clube. Que pode ficar sem Kleber, sem Scolari, e afugentar possíveis contratações.



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