CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

NOVIDADES

O jogo em Torreón valeu por algo que não tínhamos visto.

Não, não foi um gol de Ronaldinho pela Seleção Brasileira nos últimos quatro anos. Não, também não foi um jogo de Jefferson como titular. E não, não foi um gol de Marcelo(*) pela Seleção principal. Foi, sim, o inédito comportamento do time de Mano Menezes como um… time.

Não no aspecto tático ou no sentido de uma atuação coletiva que tenha impressionado. Ainda não aconteceu. Também não vimos um sistema que indique que MM encontrou a formação e a maneira de jogar que procurava. Mas vimos claramente alguns sinais de que aqueles jogadores vestidos de amarelo, como um grupo, se importavam com o que acontecia em campo. E isso é novidade.

Difícil identificar o momento exato em que mais um amistoso estéril evoluiu para um encontro em que algo estava em jogo. São vários os candidatos: a defesa de Jefferson no pênalti cobrado por Guardado, que fez Ronaldinho correr até o goleiro para agradecê-lo. Ou outra defesa, evitando um gol de cabeça de Chicharito que fatalmente decidiria as coisas. Ou talvez o gol de falta do Gaúcho, seu primeiro pelo Brasil desde 2007. Escolha um.

O fato é que, em várias situações no segundo tempo, México x Brasil não parecia um amistoso para os visitantes. A veemência nas reclamações com o árbitro não é normal em partidas que nada valem. Nem a comemoração do gol de Marcelo, que reuniu todos os jogadores, do campo e do banco, numa longa celebração diante da carinhosa torcida mexicana. Quando foi a última vez que se viu uma cena como essa?

O gol da vitória fez mais. Distante de Torreón, pela televisão, duvido que quem via o jogo – independentemente das relações atuais de cada um com a Seleção – tenha reagido com indiferença ao lance. Outra novidade nos últimos tempos.

Mano Menezes ainda não tem um time. Há momentos em que a Seleção parece não saber onde está. Ou para onde vai. Existem estágios obrigatórios no caminho para a construção de uma equipe. Um deles é quando uma atitude coletiva aparece. Quando jogadores passam a se comportar como se estivessem defendendo o que é deles.

Foi o que vimos em Torreón. Tomara não tenha sido um acaso.

(*) Não foi o primeiro gol de Marcelo pelo time principal. Ele marcou em sua estreia, em 2006, contra o País de Gales.

COVER

“Silva foi Messi”, foi a manchete da crônica do El País, sobre Espanha 3 x 1 Escócia. A seleção campeã europeia e mundial começou o jogo com sete jogadores do Barcelona, e o ótimo David Silva atuando como falso centro-avante, papel de Messi no time catalão. Silva fez dois gols e deu um para David Villa, em mais uma exibição magistral dos espanhóis. Se eles acharem um cover de Messi, conseguirão melhorar o que já é muito bom.

GÁS

A trajetória do Corinthians (escrevo antes do jogo com o Botafogo) no Campeonato Brasileiro é um testemunho da importância do aspecto físico no futebol de hoje. Quando vence, passa a impressão de que tem mais jogadores em campo do que o adversário. Quando não vence, sugere o contrário. A solidariedade, o aparecimento das qualidades individuais e o sucesso do esquema de Tite estão diretamente ligados ao pulmão dos atletas.



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