NBA: NÚMEROS SUGEREM ACORDO



Esqueça as ameaças, as bravatas, as declarações fabricadas.

Assim como na NFL, o que pega no impasse trabalhista na NBA é a divisão dos lucros gerados pela Liga.

Assim como na NFL, o que acelerará o processo é a possibilidade de diminuição do bolo.

O dinheiro é a fonte do problema e o motivo da solução.

Após cerca de quatro horas de reunião ontem em Nova Iorque, as declarações de ambos os lados sugeriram um cenário irremediável.

David Stern, o poderoso da Liga, ameaçou cancelar as primeiras duas semanas da temporada, se um acordo não for fechado até segunda-feira.

Billy Hunter, diretor da Associação dos Jogadores, disse que não havia conversas marcadas para as próximas semanas.

Tudo postura.

Aprendemos durante o locaute da NFL que as chamadas “aspas oficiais” são sempre calculadas, produzidas para provocar um determinado efeito (seja no outro lado da mesa, seja na opinião pública).

Na hora em que a coisa aperta, e o prejuízo financeiro se aproxima, a conversa muda de tom.

O que resolve impasses dessa natureza é o deadline, o prazo.

É quando os “adversários” se perguntam: o que conseguimos até aqui? O que perderemos se continuarmos assim?

E voltam para a mesa.

Descartadas as posturas e o aparente pessimismo, voltemos ao que interessa: divisão de lucros.

Antes da reunião de ontem, os jogadores queriam 54% do bolo. Os donos ofereciam 46%. Os dois lados estavam pouco dispostos a ceder pontos percentuais.

Ao final da sessão (pouco antes dos vaticínios apocalípticos), os atletas haviam baixado a pedida para 53%. Os donos, mais generosos, falaram em 50%.

Nunca fui forte em matemática, mas meu nível básico me permite concluir que a divergência caiu para menos da metade. De 8 pontos para três.

Suponhamos que David Stern esteja falando sério. Se não houver acordo até segunda-feira, as duas primeiras semanas da temporada serão apagadas do calendário. Prejuízo milionário.

Donos e atletas teriam, portanto, mais ou menos cinco dias para conversar sobre 3%.

Três. Pontos. Percentuais.

Na boa. Se não se resolverem, é porque a temporada 2011-12 da NBA não faz parte dos planos.



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