CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Leonardo escreve: Não entendo como ninguém da imprensa questionou a convocação de Renato Abreu, não pelo futebol que ele possa estar jogando agora, mas com 33 anos, sua primeira convocação, a 3 anos da Copa? Com certeza não fará parte do grupo do Mundial. Qual o ganho de se levar um jogador com essas características “extra campo”, pensando em montar um time e mais que isso, um grupo para o Mundial?

Resposta: Renato (alguém pode me explicar por que o chamam de “… Abreu”, se não há outro Renato no Flamengo?), assim como muitos outros convocados na última lista, foi chamado para os jogos contra a Argentina. Nessas duas partidas, jogarão apenas atletas “domésticos”. A lista não foi feita com objetivos de formação de grupo para 2014.

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Sérgio escreve: André, concordo com sua sugestão de aposentar a camisa do mito Rogério Ceni, mas li que a diretoria do São Paulo não pretende fazer essa homenagem. Você saberia dizer se procede essa informação?

Resposta: Creio que sim. O argumento de que há competições que “exigem” a numeração de 1 a 23 foi usado, o que é uma infantilidade. Se Rogério pode jogar com sua 01 na Libertadores, obviamente outro número pode ser usado. Como escrevi, acho que ele merece essa homenagem por sua história singular no São Paulo. Além disso, o clube não terá outra oportunidade para fazer esse gesto. O vice de futebol, João Paulo Jesus Lopes disse que “no São Paulo não tem essas coisas”. Não entendo o que ele quer dizer. No Milan, por exemplo, tem.

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Antonio escreve: Acreditando que a seleção de basquete masculino consiga se classificar para as Olimpíadas 2012, você acha que os jogadores Nenê e Leandrinho devem ser convocados?

Resposta: Bem… primeiro vamos torcer para que a vaga olímpica seja confirmada com uma vitória sobre a República Dominicana, logo mais. Sua pergunta é delicada. Jogadores como Nenê e Leandrinho, se inseridos no trabalho magistral realizado até agora pelo técnico Ruben Magnano, podem significar a diferença entre apenas competir em Londres ou brigar por algo. Essa é a parte fácil, teórica, do problema. A decisão de convocá-los não é simples. Envolve um dos aspectos mais importantes do trabalho de um treinador, que é a administração de pessoas. O que eu faria? Eu deixaria minha opinião bem clara para o grupo que conseguiu a classificação (afinal, se Nenê e Leandrinho forem, dois jogadores não irão), mas não decidiria sozinho. Tenho certeza de que Magnano saberá escolher o melhor caminho. Novamente, torçamos para que ele tenha de tomar essa decisão.

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Roberto Carlos escreve: A CBF decidiu unificar os títulos nacionais com os conquistados antes de 1971, posso estar enganado, porem o que tenho percebido é que a maioria dos profissionais da imprensa ao falar em estatísticas do campeonato brasileiro está ignorando esta unificação e continuam a considerar somente os jogos de 1971 em diante. Pergunto: existe alguma determinação das chefias das equipes esportivas quanto a isso ou é mais uma daquelas “leis que não pegaram”?

Resposta: O que a CBF fez foi uma canetada política, assim como as decisões tomadas em relação ao título brasileiro de 1987. Já dei minha opinião sobre o assunto diversas vezes e não vou retomar essa discussão. Creio que as pessoas têm direito a uma opinião, e que essa opinião independe do que diz a CBF. Nos lugares onde trabalho, não há determinação específica a respeito.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens. Até a semana que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



  • Caio

    Teve uma época no Flamengo que tinha outro Renato. Dai começaram a chamá-lo também pelo sobrenome.

    Não lembro bem quando foi, mas acho que essa é a resposta.

  • Sergio

    Em 2005, quando chegou ao Flamengo, havia também no elenco o Renato Augusto e o Renato Silva. Depois, o sobrenome simplesmente ficou.
    Caso idêntico aos do Thiago Silva e do Thiago Neves, que jogaram juntos no Fluminense em 2007, e não há mais nenhum Thiago no Milan nem no Flamengo.

    AK: Eu conbeço a história do Renato “Abreu”. Quero lembrar que ele era “Renato” no Guarani e no Corinthians. No Flamengo, o “Abreu” apareceu, e sem necessidade, pois o outro Renato era “Renato Augusto”. Atualmente, como disse na resposta, não há outro Renato no time. Óbvio que se o próprio prefere ser chamado com sobrenome, está tudo certo. Nunca o vi dizer isso. Sobre Thiago Neves e Thiago Silva, são jogadores que sempre usaram o nome composto. Um abraço.

  • Anna

    Renato Abreu é assim chamado por causa do Renato Augusto, quando este jogava com ele no Flamengo. Eu penso que Magnano não deveria convocar Nenê e Leandrinho. Varejão estava contundido e se explicou com atestado médico. Ninguém queria pegar a bucha e os jogadores que lá estão, se se confirmar a classificação para Londres, deram a cara pra bater, sob a batuta do brilhante Magnano. Torcerei muuuuito para que se confirme a vaga para 2012. Será uma pedreira.

  • Leonardo Pires

    André, ao menos para mim ainda não ficou clara essa possibilidade de o goleiro do time usar número na camisa diferente de 1. Diferentemente de você, não disponho de conhecimento técnico para me manifestar nesse assunto. E não encontrei argumento objetivo nos seus artigos que apontasse proibição ou permissão nesse sentido. Afinal, André, dizer que “se Rogério pode jogar com sua 01 na Libertadores, obviamente outro número pode ser usado” não nos remete a fundamento legal sobre a questão mas, tão-somente, a uma percepção sobre o fato…

  • Marcos Vinícius

    Sobre a história do nome Abreu “incorporado” ao Renato…

    É verdade,foi por causa do Renato Augusto.Mas parece que ele preferiu deixar o Abreu,pois nunca reclamou.Juninho Pernambucano,quando começou no Vasco,em 95,era apenas Juninho.Mas com a chegada de Osvaldo Giroldo Júnior,o Juninho do penta,que depois passou a ser Juninho Paulista,viu-se a necessidade de diferenciar ambos,tanto para o time como para quem narra o jogo.

    Hoje não tem mais nenhum outro Juninho no Vasco,mas ele continua usando o Pernambucano,que nem nome é,é apelido.Logo,foi um apelido que acresceu ao nome,mesmo que não haja outro jogador com o mesmo nome no grupo,ele pode preferir continuar com esse sobrenome.

    Se Renato jogar como volante,entendo sua convocação,hoje,no Brasil,há poucos segundos volantes canhotos.Se for meia,prefiro o Douglas,do Grêmio,que é bom e mais jovem.

  • Thiago Blasioli

    Eu discordei totalmente do pedido de dispensa do Nenê e do Leandrinho(principalmente a maneira como foi feito), mas temos que lembrar também que esses dois jogadores já jogaram pela seleção antes em uma situação muito pior do que a atual…lembro do Leandrinho sendo o único jogador decente do Brasil em um Mundial que a seleção ficou em 23º se não me engano, algo ridículo e humilhante, com uma administração pior do que a de hoje, e olha que a de hoje tá longe de ser boa ainda…ou seja, ninguém sabe o que eles passaram também com os antigos administradores e um monte de outras coisas…apesar de achar a atitude deles errada, é muito difícil julgar de longe, sem saber dos detalhes.
    Mas como você disse, vamos torcer para que o Magnano tenha que decidir isso!!

  • Clayton

    E o texto do Rogério Ceni que você ficou de postar? Sai amanhã? Abraço.

    AK: Está postado desde ontem. Um abraço.

  • Diogo

    “O vice de futebol, João Paulo Jesus Lopes disse que ‘no São Paulo não tem essas coisas’. Não entendo o que ele quer dizer. No Milan, por exemplo, tem.”

    Qual parte que não entendeu? Em A tem e em B não tem. Me parece simples…e não vejo problemas.

    Um abraço.
    Diogo.

    AK: Você acha que é isso mesmo (“em A tem e em B não tem”) que ele quer dizer?

  • Thiago Mariz

    André, no Milan existe a sugestão que você deu para o São Paulo? Qual camisa foi aposentada? Obrigado.

    AK: Os números de Maldini e Baresi. Um abraço.

  • Rita

    André, André,
    Voltamos!
    Voltamos!
    Voltamos!
    Lindo!
    Emocionante!
    Londres, aí vamos nós.

  • BASILIO77

    Torci demais pelo basquete do Brasil.
    Mesmo acompanhando de perto apenas os jogos das seleções, MASC. E FEM., é um esporte fascinante. Mais emoção do que no futebol.
    Tomara que volte a ser o segundo esporte do país, quem sabe com os clubes tradicionais de futebol formando equipes num campeonato nacional forte.
    Ganhar da Argentina lá, foi bom.
    Garantir a vaga na casa dos caras, ANTES deles, ótimo.
    Ganhar a final, não terá preço.
    Abraço.

  • BASILIO77

    Sensacional.
    Quase dá zebra.
    Cara, o Brasil TEM que ser bom nesse esporte!
    É pra lotar ginasio todo jogo.

  • Fernando

    Falando em Olimpíadas…

    Um dado a ser considerado pelos criticistas, neomoralistas e portadores do “complexo de vira-latas”, perturbados pelos “custos astronômicos” dos estádios brasileiros da Copa do Mundo: 

    http://negociosnapolonia.blogspot.com/2011/05/euro-2012-polonia-ucrania-estadios.html 

    O principal estádio construído pela Polônia para a Eurocopa de 2012, com capacidade para 56 mil pessoas,  custará 500 milhões de euros – ou seja, cerca de 1,145 milhão de reais. 

    Não se pode esquecer que, enquanto o Brasil possui a 7ª economia do mundo (e estamos em crescimento), a Polônia (em recessão) é apenas a 20ª, com uma economia que é um quinto da nossa… 

    Será que nossa preparação para a Copa de 2014 merece realmente tantas críticas, ou está havendo um excesso de implicância e rabugice dos nossos críticos?

    AK: Não, a preparação para a Copa de 2014 não merece crítica nenhuma. Afinal, obras megalomaníacas com orçamentos exorbitantes, custeadas com dinheiro público, são coisas absolutamente necessárias. Aliás, deveríamos fazer como os poloneses e fixar o preço mínimo de 500 milhões de euros para todas as arenas.

  • Sobre a convocação do time para a Copa Rocca, não é para formar uma base para a Copa, mas não significa que se pode levar qualquer jogador.

    Renato Abreu? Por que não levar o Elkeson, que vem comendo a bola no Botafogo? Ou mesmo o Maicossuel?

    Romulo? Por que não levar o Willians que há pelo menos 2 anos, é o melhor volante do país? Uma vez que o Arouca está lesionado e não pode ser convocado. (Considero o Arouca melhor que o Willians).
    Há quem critique a convocação do Paulinho, do Corinthians. Acho justa, pois nesse BR-11, vem atuando em alto nível, sendo importantíssimo na marcação, e ainda vem marcando gols importantes.

    O ataque… Fred? De novo? Acho um baita jogador, mas tenho essa opinião, pelo que já fez no Cruzeiro e no Lyon. No Fluminense, vem se lesionando muito, e criando polêmica, como no caso das “capisaquês”. Existem vários jogadores que poderiam render mais que o Fred. Casos de Borges ( Injustiça descomunal ao não o convocar, vem fazendo muitos gols no Santos), Dagoberto (Ótima temporada) e até mesmo Rafael Moura, que hoje, é melhor que Fred.

    Abraços.

  • Carlos Futino

    André,

    mesmo que seja verdade que algumas competições exigem o uso do número 1, seria possível contornar isso: É só dar a camisa 1 para o terceiro goleiro, que raramente fica sequer no banco.

    AK: Claro. Como disse, o argumento não fica em pé. Um abraço.

  • Leonardo Pires

    Desculpem-me, mas dar a camisa 1 pro 3.o goleiro implica, necessariamente, não aposentá-la, ora!! Se é obrigatório que a camisa do goleiro tenha o n. 1, o argumento permanece de pé, sim… Ao menos até agora nenhuma alternativa apontada foi, a meu ver, capaz de tornar possível a idéia de aposentar a camisa 1 do time. Salvo se for permitido que o goleiro use vestimenta com número diverso (conhecimento que não tenho)…

  • Alexandre

    Os jornalista têm o direito de expressar suas opiniões quanto ao valor subjetivo, lisura, importância e representatividade de determinado campeonato, mas divulgar estatísticas históricas ignorando dados oficiais não é profissional.
    Só a CBF tem, como teve um dia a CBD, a competência legal (embora infelizmente não tenha a devida competência técnica) para definir o que se entende por Campeonato Brasileiro.
    É semelhante ao que acontece com o Mundial de Clubes conquistado pelo Corinthians. Há sérias restrições quanto ao valor subjetivo daquela edição devido a vários vícios de origem, mas foi um torneio oficial da FIFA, e quando alguém divulga estatísticas referentes aos mundiais de clubes, tem a obrigação de incluir os dados referentes à edição de 2000, e o mesmo vale para quem divulga estatísticas históricas do Campeonato Brasileiro.
    Posso até achar que os campeonatos disputados entre 1959 e 1970 “valem menos”, pois isto é questão de opinião, mas não dizer que não são Campeonatos Brasileiros, porque não cabe a ninguém além da CBF esta definição.

    AK: Errado. Uma canetada política, feita por quem não conhece a história do futebol brasileiro, é apenas uma canetada política. Sua comparação com o Mundial de Clubes também carece de argumentos. Um abraço.

  • Alexandre

    André,
    Me desculpe, mas acho que você não entendeu o que eu quis dizer.
    A questão não é o acerto ou não da decisão da CBF (há muitos argumentos fortes contrários e a favor também, não esqueça) nem a sua motivação, que, como todos sabemos, não é esportiva.
    A questão é que bem ou mal, só a Confederação Brasileira de Futebol, órgão máximo do esporte no Brasil, tem legitimidade para tomar esta decisão, e o jornalista não pode querer “apagá-la” porque não concorda com a mesma.
    Quanto à comparação com a polêmica do mundial de clubes, faltaram argumentos (se quiser, eu posso apresentá-los todos) porque é apenas um exemplo, talvez não o melhor, porque no âmbito nacional são abundantes os exemplos, como os Brasileiros de 1987, 2000 e 2005.
    Infelizmente, não faltam canetadas políticas na história do esporte, não só no Brasil ou no futebol, mas isso não dá o direito de um profissional fazer algo do tipo: a federação fulana considera o clube sicrano o campeão em tal ano, mas eu não, então eu simplesmente descarto esta informação.

    AK: Entendi perfeitamente o que você escreveu, por isso discordo. Qualquer pessoa tem o direito de formar a própria opinião e externá-la. Principalmente quando a informação em questão é um absurdo equívoco histórico, cometido por razões políticas. É isso que deve ficar claro.

    Discordo também de sua menção feita às competições. 1987, 2000 e 2005 não têm absolutamente nada em comum.

    Finalmente, sobre o Mundial de Clubes de 2000: uma coisa é você, ou qualquer pessoa, questionar o valor esportivo ou a forma como as equipes se classificaram. É uma simples questão de opinião. O que não é opinião é que o torneio foi realizado pela Fifa, teve o nome de Mundial de Clubes e foi tratado dessa forma em todos os lugares do mundo.

    Um abraço.

  • Alexandre

    Desculpe a insistência, prometo que será a última mensagem, mas só quero deixar claro que tentei explicar que valor esportivo e validade legal são coisas diferentes.
    Com relação ao Mundial de Clubes, concordo com o que você disse, e acho que foi isso o que eu tentei dizer na minha primeira mensagem: seu valor esportivo pode ser questionado, sua validade legal, não.
    E qual o paralelo com a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa? Muitos tentam, erradamente, atacar sua validade legal, quando na verdade discordam de seu valor esportivo.
    Estes campeonatos eram oficiais? Sim. Eram de âmbito nacional? Sim. Em seu tempo, havia outro campeonato de âmbito nacional mais importante e/ou representativo? Não.
    Classificavam para o campeonato continental? Sim. Tendo sido extinto o órgão regulador à época (CBD), foram recepcionados pelo órgão atual? Sim, após 40 anos.
    Oras, têm todos os requisitos de validade para serem considerados análogos ao atual Campeonato Brasileiro, lembrando que nome e formato de disputa (que os diferencia) continuaram sendo mutáveis mesmo após 1971.
    O seu ponto é: mas o último requisito fundamental foi definido por uma canetada política. Foi. E é isso que as outras edições citadas por mim têm em comum: decisões políticas questionáveis do ponto de vista puramente esportivo foram tomadas em cada um destes campeonatos e deliberaram sobre sua própria validade como legítimo Campeonato Brasileiro (1987 e 2000) ou a validade de partidas disputadas (2005).

    AK: Cara, se um órgão “oficial” determinar amanhã que D. Pedro foi o primeiro presidente do Brasil, você concordará? Um abraço.

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