NOTINHAS PÓS-RODADA (e o 7/9 em Mar del Plata)



Vigésima-segunda do BR-11 (com atuações de gala do apito…):

* De acordo com o próprio Rogério Ceni, a festa de seu milésimo jogo só seria feliz com uma vitória (2 x 1 no Atlético Mineiro: Lucas, Réver e Dagoberto – 60.514 pagantes no Morumbi) em casa.

* O que penso sobre Rogér1000 está no Lance! de hoje. Estará aqui amanhã.

* Nenhum time está jogando com o embalo do Botafogo (4 x 0 no Ceará: Herrera-2, Abreu e Cidinho – 36.995 pagantes no Engenhão), vencedor de 4 jogos seguidos, 6 dos últimos 7.

* Elkeson faz um ótimo campeonato. Ótimo.

* Eram quatro rodadas sem vitória do Internacional (4 x 2 no América-MG: Rodrigo Moledo, Leandro damião, D’Alessandro, André Dias, Oscar e Kempes – 24.681 pagantes no Beira-Rio). Surpresa: Leandro Damião marcou…

* O quarto foi um golaço de Oscar.

* A virada do Santos (2 x 1 no Avaí: William, Borges e Felipe Anderson – 5.920 pagantes) na Ressacada foi o quarto jogo sem derrota do campeão da América.

* O pênalti marcado por Gutemberg de Paula Fonseca foi uma obra tragicômica. Edu Dracena toca involuntariamente na perna direita de Lincoln, que – dez minutos depois – cava a falta deixando a outra perna para trás. Ridículo.

* Pênalti cavado também por Fred, na terceira vitória seguida do Fluminense (2 x 1 no Cruzeiro: Fred, Marquinho e Montillo – público ND no Parque do Sabiá).

* O campeão brasileiro (sexto colocado) é o líder do returno.

* Empate entre Atlético Paranaense e Palmeiras (2 x 2: Henrique, Guerrón, Fernandão e Marcinho – 12.219 pagantes na Arena da Baixada) que não melhorou a vida de ninguém.

* Na polêmica do jogo, Cléber Santana deu um carrinho perigoso e por trás, correndo o risco de levar o amarelo. Levou. Depois, aplaudiu o árbitro, correndo o risco de levar o vermelho. Levou.

* Os gols de Atlético Goianiense e Figueirense (1 x 1: Wellington Nem e Agenor – 2.514 pagantes no Serra Dourada) saíram nos primeiros 14 minutos do jogo.

* O restante da partida mostrou que o bom início foi um engano.

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Fazia 16 anos que o Brasil não vencia a Argentina em torneios pré-olímpicos ou mundiais de basquete.

Saborosa coincidência que a vitória (73-71) de ontem, em Mar del Plata, tenha acontecido no Dia da Independência?

Ótima partida da seleção brasileira na defesa, contendo o excepcional Luis Scola. Ele marcou 24 pontos, mas chutou 10/21.

Ótima partida de Rafael, que ontem passou a ser conhecido por muita gente no Brasil.

Rafael ficou muito mais tempo em quadra do que seria o normal, já que o titular é Tiago Splitter.

Ocorre que Tiago é um pupilo de Scola. Os dois jogaram juntos na Espanha, período em que o argentino “adotou” o brasileiro e observou de perto seu desenvolvimento como jogador.

É absolutamente normal que Splitter tenha dificuldades quando é marcado por Scola.

Rafael foi o fator novo, inesperado, surpreendente, como confirmou o técnico argentino em entrevista depois do jogo.

E ótima partida, também, de Marcelinho Huertas. Comandou o time com tranquilidade e foi para a jogada individual (com 1’13”), ao perceber que Marcelinho Machado não conseguia se desmarcar.

A bandeja com a mão direita foi decisiva.

Vi Marcelinho começar sua carreira profissional no Clube Atlético Paulistano, no início dos anos 2000. Ele é um sopro de talento, seriedade e confiança numa posição em que o basquete brasileiro é muito carente.

Conquistou seu espaço na Europa (acaba de se transferir para o Barcelona) com mérito. Conquistou a confiança de Ruben Magnano no último Campeonato Mundial.

E ajudou o Brasil a conquistar uma vitória muito importante, mas que não vale o que a seleção foi buscar em Mar del Plata.

O que vale é sábado, na semifinal.

O jogo de hoje contra Porto Rico é treino. O que não pode acontecer é a seleção anfitriã perder para a República Dominicana, o que produziria, talvez, um novo encontro entre Brasil e Argentina.

Seria muito mais difícil derrotar os argentinos num jogo que significaria Londres x ostracismo olímpico.

Que o resultado de ontem fortaleça a seleção. Que o Brasil deixe de ser o time que vence os jogos que não precisa vencer e perde os que não pode perder.

Que o trabalho de Ruben Magnano leve a seleção masculina aos Jogos Olímpicos.



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