NOTAS PÓS-RODADA (e mais)



Abrindo a décima-sétima do BR-11:

* Sem Fred, Rafael Moura marcou duas vezes na vitória do Fluminense (3 x 0 no Figueirense: Edinho fez o outro – 3.832 pagantes no Engenhão), após duas derrotas.

* Os gênios que queriam a saída de Abel Braga devem estar achando que têm algo a ver com a reação do time.

* Olha o Vasco (2 x 0 no Avaí: Diego Souza e Dedé – 19.920 presentes na Ressacada) lá em cima.

* Dedé, zagueiro, já fez 7 gols na temporada.

* E olha o Grêmio (Ceará 3 x 0: Eusébio e Marcelo Nicácio-2 – Público ND no Presidente Vargas) no sentido oposto.

* Que gol de Eusébio.

* Nova vitória em casa, e o Atlético Paranaense (2 x 1 no Cruzeiro: Marcinho, Wellington Paulista – 14.977 pagantes na Arena da Baixada) deixou a ZR.

* O gol decisivo saiu aos 44 minutos do segundo tempo.

* O jogo na Vila Belmiro não tinha nem 5 minutos, e o Santos já vencia. Mas o bom início não se sustentou. Deu Coritiba (3 x 2: Borges-2, Jeci, Marcos Aurélio e Léo Gago – 5.143 pagantes), de virada.

* O Coritiba dá sinais de que recuperou o futebol do começo da temporada.

* Como Leandro Damião faz gols (Internacional 1 x 0 Botafogo: dele – 11.080 pagantes no Beira-Rio), não?

* O atacante do Inter foi a diferença de um jogo equilibrado. Botafogo sentiu por não ter Abreu e Elkeson.

* No intervalo do jogo em Ipatinga, o Atlético Mineiro vencia por 2 x 0 e o Corinthians (3 x 2: Dudu Cearense, Guilherme, Émerson, Alex e Liedson) precisou decidir o que pretendia no campeonato.

* Émerson entrou e fez sua presença ser sentida no placar.

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Sobre a convocação da Seleção Brasileira para o amistoso contra Gana, mais um jogo que desfigura times e interfere no Campeonato Brasileiro, apenas uma coisa a dizer:

O técnico da Seleção, seja quem for, está fazendo seu trabalho ao chamar quem ele acha que deve.

Errado está o calendário do futebol no Brasil, único lugar do mundo em que a seleção estraga campeonatos.

E quem vê intenção maquiavélica de Mano Menezes de tirar Ronaldinho Gaúcho (que merece voltar à Seleção) do jogo contra o Corinthians, no dia 07/9, uma lembrança:

No ano passado, uma convocação comprometeu a participação de Elias e Jucilei no jogo que praticamente decidiu o campeonato – o empate entre Vitória e Corinthians, em Salvador.

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Em quase todos os aspectos, a vitória do Barcelona (3 x 2 no Real Madrid: Iniesta, Ramos, Messi-2 e Benzema) na decisão da Supercopa da Espanha seguiu o roteiro dos clássicos da temporada passada.

Supremacia do Barcelona, reclamação e violência do Real Madrid, polêmica envolvendo José Mourinho e espetáculo de Lionel Messi.

Mas uma diferença bem visível nos dois jogos permite que se afirme (e se comemore) que a distância entre os dois rivais diminuiu.

O Real Madrid jogou muito bem tanto em casa quanto no Camp Nou. Em ambas as partidas, equilibrou os índices de posse de bola e conseguiu pressionar o Barcelona em seu campo.

Especialmente ontem, aplicou o chamado “bloque alto”, um dos conceitos defensivos de Mourinho, com eficiência nos primeiros minutos. Teve chance de abrir o placar.

O bloque alto consiste na pressão na saída de bola do adversário, com movimentos sincronizados de quase todos os jogadores, com o objetivo de sufocar e induzir ao erro. Não é apenas adiantar a marcação.

Para dar certo, é preciso que haja comprometimento de todos os envolvidos, sem erros ou interrupção na “coreografia”. Se isso acontecer, a ideia desmorona e o risco é alto.

Óbvio: nenhum time consegue sustentar a pressão por muito tempo. A finalidade é marcar um gol rápido e ditar o que acontecerá no resto do jogo. (Sim, quem acabou fazendo isso foi o Barcelona, por causa da presença do melhor jogador do mundo. Mais sobre Messi em instantes.)

É inegável que o Real Madrid, pelas consequências naturais de um trabalho que entra no segundo ano, promete ser um time melhor do que na temporada passada.

E se pensarmos que é difícil que o Barcelona melhore em relação à 2010-2011, desenha-se uma situação mais equilibrada na Espanha e, quem sabe, na Europa.

Quem conseguiu ver o jogo deve ter percebido algo incomum. O Barcelona se posicionou no contra-ataque em determinados momentos. Resultado de um trabalho mais competente do Real Madrid e, provavelmente, do fato de o time catalão ainda não estar no nível físico necessário para brincar de “a bola é minha”.

Cristiano Ronaldo caiu mais pela esquerda do ataque, preocupando Daniel Alves e diminuindo a participação do  lateral brasileiro em ações ofensivas.

Acima de tudo, o Real Madrid não tinha outra alternativa a não ser buscar o gol. A necessidade fez surgir uma equipe muito mais perigosa e mais disposta a jogar futebol.

Mas os merengues tiveram dois problemas sérios.

Um é a pilha de Mourinho, que faz com que determinados jogadores confundam posturas e se descontrolem.

Marcelo não deveria estar mais em campo quando entrou em Fàbregas e foi expulso justamente. Ali, já era desespero. Mas o chute que ele deu em Messi ao disputar uma bola no alto foi para cartão vermelho, num momento em que o jogo estava aberto.

Pepe, de novo, conviveu com o “cartão laranja”. Um árbitro mais rigoroso o teria expulsado no lance em que a falta em Messi, por baixo, foi normal. Mas o cotovelo por cima, não.

Esse comportamento tem o dedo do técnico mais bem pago do mundo, talvez o mesmo dedo que Mourinho tentou enfiar no olho de um assistente do Barcelona, no meio da confusão provocada pela expulsão de Marcelo.

Horrível. Poucas coisas, no esporte e na vida, são piores do que um mau perdedor.

Mas a atitude de Mourinho e de seu time tem solução. O outro problema do Real Madrid, aparentemente, não tem: Messi (escrevo sobre ele no Lance! de hoje. A coluna estará aqui amanhã).

O cara estava na praia até duas semanas atrás. Em dois jogos contra o maior rival, fez três gols e criou outros dois. É um gênio do futebol, representa a diferença a favor do Barcelona.

Há quem pense que Messi só conquistará seu lugar na História quando ganhar uma Copa do Mundo pela Argentina. Ignora-se o fato de que ele atua no time que é a base da seleção campeã na África do Sul.

E é disparado o melhor jogador de seu clube.

Ontem, no Camp Nou, havia mais de uma dezena de campeões do mundo. Messi joga mais do que todos juntos.

Na classe dele, não há mais ninguém.



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