O PAÍS DOS VOLANTES



A classificação da seleção brasileira sub-20 para a semifinal do Mundial da Colômbia foi conquistada no domingo, nos pênaltis, após um empate em 2 x 2 com a Espanha.

Alguns números do jogo:

Chutes: 26 – 17

Chutes a gol: 12 – 2

Escanteios: 12 – 5

Posse de bola: 52% – 48%

Os números da esquerda referem-se à seleção… espanhola. Acredite.

O que se lê acima não quer dizer, necessariamente, que a Espanha jogou melhor do que o Brasil.

De fato, não foi isso que aconteceu. Os espanhóis dominaram claramente metade do primeiro tempo, apenas. Depois, o Brasil chegou a ter momentos de superioridade, num jogo que pode ser classificado (prorrogação incluída) como “equilibrado”. O empate foi justo.

E se há uma observação que precisa ser feita em relação ao time brasileiro é sobre a eficiência, que se nota nos chutes a gol. Dois chutes, dois gols.

Mas o que chama a atenção é a total reversão, em termos de estilo, do que acontecia até alguns anos atrás.

O time mais organizado em campo foi a Espanha. Também foi o time que teve mais iniciativa, mais posse, mais ofensividade.

A seleção brasileira foi o time que esperou o adversário, que jogou no espaço oferecido, que apostou no erro do oponente e na própria eficiência.

Do lado espanhol, controle, cadência, sistema.

Do lado brasileiro, marcação, velocidade, surpresa.

Cenários que são resultados evidentes do que se fez, e do que não se fez, nos dois países nos últimos anos.

A Espanha estabeleceu uma filosofia de jogo universal em suas seleções de base, que devem treinar e jogar como células do time principal, campeão europeu e mundial.

O trabalho foi recompensado com títulos continentais em diferentes categorias.

Já o Brasil nunca olhou dessa maneira para a relação entre as seleções menores e a principal, até Mano Menezes anunciar, um ano atrás, que gostaria de implementar essa uniformização.

As características dos jogadores também ajudam a explicar o que se viu no jogo de domingo passado. É notável como o jogador habilidoso de meio de campo, essencial para o tipo de futebol que um dia se praticou no Brasil, quase desapareceu.

É igualmente notável como a terra dessa qualidade de futebolista, hoje, é a Espanha. Dois dos melhores do mundo – talvez OS melhores – na posição jogam no meio de campo da seleção espanhola: Xavi e Andrés Iniesta.

Treinadores brasileiros explicam por quê. As categorias inferiores dos nossos clubes deixaram de investir no chamado meia-armador. Ao mesmo tempo, nossos projetos de jogadores de futebol deixaram de almejar ser esse tipo de atleta.

O garoto que surge como rascunho de um meia habilidoso é imediatamente adiantado para outro setor do gramado. Passa a se ver e ser visto como atacante.

Estar perto do gol é mais divertido, mais glamuroso, mais promissor. E os exemplos de jogadores brasileiros que fazem sucesso na Europa, na Seleção e nas campanhas de marketing mostram que esse é o caminho.

Os “transportadores de bola”, no melhor sentido, perderam o apelo por aqui.

O assunto me faz lembrar de Xavi, e da história amplamente conhecida a respeito de seu nascimento como jogador. Era um pré-adolescente em Terrassa, sua terra natal. Enquanto todos os garotos da escolinha onde jogava queriam ficar perto do gol, Xavi não se adiantava.

Seu pai quis saber por quê. A resposta foi uma pergunta: “se todo mundo for para o ataque, como a bola chegará até lá?”.

No Brasil, o que se busca no jogador de meio-campo é, antes de mais nada, o poder de marcação. Nenhum time quer viver sem dois guardas para proteger a área.

Estamos nos transformando no país dos volantes.



  • Rubens

    Oi Andre. Alguns comentarios:
    – A Espanha dominou o jogo e teve melhores oportunidades ate os 35 do Primeiro tempo quando saiu o primeiro gol. O Brasil até entao tentava sair em velocidade mas nao conseguia passar do meio campo com qualidade e nem segurava a bola no ataque;
    – Apos o Gol o esquema Espanhol travou e o Brasil perdeu chances de matar o jogo;
    – No intervalo o Tecnico Espanhol tirou um Atacante (Tello) e colocou um meia. Outra mudança visível foi que a Espanha parou de marcar o Brasil sob pressão e o jogo ficou mais equilibrado. Eles jogaram assim e o jogo se desenrolou assim ate o final…

    Complementando o seu raciocinio (complementando porque concordo com ele), vejo dois aspectos gravissimos no que estamos vendo:

    1) O Brasil hoje é um time sem celebro. Os jogadores nao são capazes de entender o jogo e de fazer a coisa certa: acelerar, parar, prender, ou seja, jogar taticamente.
    2) Durante TODO o jogo, quem deu as cartas foi a Espanha. Eles tiveram a bola e eles decidiram dar um pouco mais de posse ao Brasil porque nao estavam conseguindo entrar na defesa brasileira. Na grande maioria dos jogos, quem controla o jogo é quem vence e eles (Espanhois, mas tambem alemaes e Italianos) estão jogando de uma forma que é mais eficiente, em teoria, que a nossa.
    Acho que nos últimos tempos (de 2007 pra cá) temos tido times competitivos e o talento individual decidiu ao nosso favor em varias oportunidades. Quando precisamos jogar coletivamente ofensivamente, perdemos (Holanda,2010). Fazendo um link com a seleção do MM, meu temor é que estejamos indo pela mesma linha dos últimos anos mas com jogadores diferentes. Pra ganhar a Copa precisamos equiparar o jogo coletivo, ter poder de dar as cartas e tomar decisoes de como jogar durante o jogo. Ai sim a diferença a nosso favor pode ser a individualidade… Acho que estamos sob grande risco…
    Abraço,

  • Edwin Perez

    AK, como vê o Muricy tentando um meio-campo com Ibson, arouca, elano e ganso e grande parte da imprensa culpando as derrotas por causa da fragilidade da marcação do Santos.

    Vc deve ter visto os jogos contra Flamengo e Atlético PR. Na minha opinião as derrotas foram circunstanciais. Para o Vasco não. Este joguo melhor.

  • Joao CWB

    Nas peladas de bairro sempre joguei como um armador, recebia a bola e já tentava passá-la. Quando jogava no meio de pessoas estranhas e me sentia inseguro, ia pra zaga e acabava com a farra dos atacantes. E ainda me metia no ataque de vez em quando e tinha faro de gol, era de cabeça, voleio, bicicleta, fazendo fila, pegando de prima, enfim, a lista de recursos era enorme. Eu acho que poderia ter sido um craque, me faltou vadiar mais na rua e um pouco mais de confiança.

    Abraço
    Joao – Curitiba/PR

  • eduardo pieroni

    Boa André, ninguem fala mas o destaque desta seleção na minha opiniãp é o HENRIQUE parecido com o Aguerro, logo hoje que foi comparado ao Romario,tambem é o mesmo estilo .

    Joga muito, mas a dupla de zagueiros é fraquissima.

    abraços

  • Muito bom texto, mas achei exagero dizer que o Brasil está virando o país dos volantes, pode ter quantidade, mas qualidade tá difícil, vide a Seleção Brasileira.

  • Leandro Azevedo

    A coluna do Tim Vickery no site da BBC fala tb sobre isso e traz um comentario do treinador Argentino Angel Cappa sobre o time de 1982, pra enfatizar como era visto o futebol naquela epoca e como vemos hoje:

    “The ball arrived in this zone [midfield],” he wrote, “and would then disappear to reappear in the form of a rabbit and also a dove and then was hidden again from anguished opponents who would look for it in the most unlikely places without being able to find it…. The crowd, myself included, looked at the watch with the intention of making time stand still because we all wanted the game to last for ever.”

    http://www.bbc.co.uk/blogs/timvickery/2011/08/brazil_have_never_looked_the_s.html

    E uma pena que hoje em dia o interesse esta em achar jogadores com porte fisico grande, e que tenham vigor fisico em detrimento ao jogador cerebral como eh o caso do Xavi, Iniesta e no nosso caso o Alex, que hoje e um jogador em extincao.

    Abraco

  • E o São Paulo é o clube preferido deles… imagine que, ontem, o time treinou com 3 volantes no meio (Wellington, Carlinhos Paraíba e Cícero), além de mais 2 na zaga, por falta de opções (Jean e Zé Vitor). Isso porque ainda tem o Casemiro na seleção sub-20, mais Denílson e Rodrigo Caio. Como diria o outro: “Haja volante, amigo!”

    Abraço!

  • Eu vi o negueba dar um chapeu com a bola rasteira. Vi um gol do dudu que nasceu de uma tabela genial. Vi o brasil forte na prorrogacao e a espanha se segurar. Claro, cada um ve o que quer.

  • arnaldo

    enquanto os jogadores habilidosos não quiserem marcar, continuaremos a ter mtos volantes. pq não dá pra não marcar no futebol de hoje.
    a culpa é das escolinhas sim. mas por um outro motivo. colocar na cabeça dos bons que tem q marcar, assim como fazem seedorf, xavi, iniesta, schweinsteiger, fabregas, gerard…

  • arnaldo

    todos falam do xavi e iniesta.
    mas não falam que eles podem jogar juntos pq os 2 marcam!!!
    não são preguiçosos. q meia brasileiro marca?????
    nem os piorezinhos marcam… no brasil, a imprensa criou essa bobagem de q craque nao precisa marcar… aí dá nisso… prefiro o time do dunga do q o do mano.

  • Anna

    Estamos, mesmo, nos transformando no país dos volantes. E Xavi é qualquer coisa de sensacional! Adoro! Muito bom o texto, como sempre. 😉

  • eduardo pieroni

    Boa,

    Falcão,Junior,Cerezo,Paulo Isidoro e Até Alemão e Elzo marcavam e jogavam qual o problema???

    o problema é que os times só querem volantes de 2 por 2 para jogar ai o cara só sabe correr,se olha para a bola ele cai,se olha para frente os caras tomam a bola, o negada ruim de bola este que ai estão hoje, no meu tempo na varzea tinha uns 30 volantes melhores que este ai que estão.

    abraços

  • Juliano

    André, não me canso de elogiar. Fantástico mais uma vez, o texto que eu gostaria de ter escrito. O texto que todos os treinadores, da escolinha à seleção, deveriam ser obrigados a ler. Só pra começar…

    Infelizmente o futebol daqui está perdendo as raízes. E ficando mais burro. Sim, burro. Estas mudanças que foram se consolidando são estúpidas e os números + resultados mostram o tamanho do erro.

    O que esperar da garotada que olha pra seleção principal e ve este bando de voltantes. Ve Ganso no banco. Fernandinho titular. Ronaldinho Gaúcho de fora.

    Temos bons volantes, os famosos “que sabem sair jogando”, ou ainda “com qualidade no passe”. Mas estes não sao convocados, que o digam Arouca e Hernanes.

    Mas acho que o Brasil tem mudado para pior tem muito tempo, não é de agora. Lembremos da seleção de 94, tinha um meio de campo burocrático, nada criativo. O título é celebrado pela exuberancia de Romário e pela importancia, porque o jejum era de 24 anos. Não sei se concorda ou discorda, mas se sim, isso já tem 17 anos! E se olharmos para a seleção de 90 e vermos que o meio também nao era um primor…

    Mais recentemente, a seleção do penta também tinha um meio campo bem razoável. Guardadas tambem suas devidas características, o time do Scolari jogava pouca coisa mais bonito que o de 94, e tambem tinha grande eficiencia.

    Essa busca por atacantes, transformando meias promissores, do cara da assistencia para o cara do chute-ao-gol, justificado pelas cifras, é também burra. Temos exemplos mais contemporaneos: o já citado Ronaldinho G., quando no Barça, nao era centro-avante, jogava no meio, carregava a bola, e nem por isso deixava de fazer seus gols. Encantou a todos por isso. Criava e finalizava. Messi é mais ou menos isso, guardadas as devidas diferenças de estilo de jogo. E o que dizer do mais cerebral de todos de sua época, Zinedine Zidane. Será que ele ganhava pouco? Inclusive, André, se puder me ajudar, acredito que este ganhava mais que seus companheiros atacantes, certo? Posso arriscar errado, mas talvez até mais que Ronaldo, o maior Fenomeno de marketing de sua época.

    Mais uma vez parabens. Um abraço!

  • BASILIO77

    O pessoal já disse tudo.
    Os treinadores, e os proprios jogadores, preferem transformar um volante “técnico” em meia. Elano, Hernanes, Ibson, Ramirez…
    Falcão hoje, seria camisa 10…fácil…fácil.

    Já pensou um treinador da seleção brasileira que tentasse transformar Kaká num segundo volante?
    Não digo isso hoje, já que ele não tem o mesmo preparo físico de alguns anos atrás…
    Qual seria a repercussão???

    Abraço.

  • Juliana

    Belo texto!!!!!!!!

    Falou e disse AK !!!!!!!!!!!

    Já faz tempo que leio o blog e de uns tempos pra cá ando escrevendo meus pitacos, kkkk

    XAVI e INIESTA são os melhores na posição no futebol atualmente, acredito por jogarem muitotempo juntos e um completar o outro
    O Brasil no sub 20 jogou com vontade de vencer, isso é o primeiro passo para ganhar

    A seleção do senhor MM: acho cedo pra já cair de pau, temos três anos para formar uma seleção descente, torço muito pelo MM……..

  • Rafael

    Grande André. Acho que a crise no meio começou na era pós-Zico. Desde o Galo, não temos um meia de qualidade. R10 até é um meia de excelente qualidade, mas sempre rendeu mais jogando como ponta-esquerda – como Garrincha, por exemplo. Kaká sempre foi um apoiador nato, não um 10.

    É fato que há uma cultura desconstruindo os meias – mas o pior é a falta de organização. Mas entendo que isso não influi diretamente nos resultados. Se fosse assim, o futebol não seria o que é. A Espanha só jogou razoavelmente contra a Alemanha, e no entanto foi campeã mundial (com um dos piores ataques da história das copas).

    Às vezes, nos surpreendemos como o time pode surgir, e é bom que haja crise agora – e não em pleno mundial.

  • Nelson Luis Bertoni

    Sonho de alguns tecnicos de futebol.1 goleiro, 1 atacante, 9 volantes. Claramente não se faz distinção de ofensivo/defensivo no brasil. Times acéfalos. Nas categorias de base vemos times com 6 volantes. E depois reclamamos. A Espanha so não engoliu o Brasil de vez pela chuva. Claramente melhor.

  • Paulo Pinheiro

    Eu fico com o Arnaldo. Acho que o que não se admite mais hoje é jogador única e exclusivamente da armação. Isso acaba meio que confundindo um pouco a função dele com a dos volantes.

    Desta forma um moleque lá na peneira que chega driblando, passando e chutando bem a gol, mas não tem o mínimo cacoete pra tomar a bola do adversário acaba ficando pelo caminho.

    Sem contar com o que venho dizendo muito por aqui: os marcadores estão com cada vez mais liberdade pra parar as jogadas com faltas, sem a devida punição. Daí o quadro fica assim: o que o cara melhor sabe fazer é bloqueado com mais facilidade pelo adversário. O que resta dele? Matamos nosso futebol a cada cartão não aplicado.

  • Hey André!

    Vi alguns comentários sobre o Gaucho, e tal… mas o Gaucho nunca foi meia de criação, me desculpem… ele jogava de segundo atacante quando iniciou a carreira (inclusive na seleção de base que não se classificou para a Olímpiada – de 2004, acho), depois foi recuado para meia-atacante, e virou ponta esquerda no Barça…

    Agora, só porque ele dá passes pra gol, não marca e empina a bola no nariz, vai ser tratado como meia-armador? Péra lá…

    Abraço!

  • Leandro Azevedo

    O ultimo meia de criacao que tinha alguma semelhanca com os meias de antigamente eh o Alex (hoje no Fenebache) que foi esquecido na selecao… Esse sim tinha a cadencia necessaria e visao de jogo para executar uma funcao de 10 na selecao.

  • André, uma coisa interessante que me despertou ao ler seu texto: os armadores normalmente não são figuras midiáticas. Na verdade, a maioria tem um perfil mais sóbrio e introvertido. Por exemplo, Fernando Redondo, Toninho Cerezo, Falcão, Juninho Pernambucano, os próprios Xavi e Iniesta.

    você teria alguma explicação para isso?

  • Pedro,

    podemos citar mais exemplos: Alex, Riquelme, Zidane, Djalminha, Sócrates…

    E foi legal o JP na lista… olha que legal, um meia clássico que ajuda na marcação! 🙂

    Abraço!

  • Gustavo

    Se fossem volantes como Falcão e Cerezo, estaríamos bem. Mas só estamos ficando bons em revelar Mauro Silva, Gilberto Silva, Sandro Silva….

  • Ricardo macea

    O melhor texto sobre futebol que li nos ultimos tempos. Ha inteligencia midia esportiva!!

  • Edouard Dardenne

    Como de costume, nada a reparar no texto. É bom pensar o futebol assim.
    Pessoalmente, nada tenho contra os volantes de destruição. O meu coringão foi bem no começo do campeonato muito porque a dupla Ralf-Paulinho tem funcionado. Outros grandes times conquistaram grandes títulos com bons volantes. O problema, como você bem pontuou, é o vício na concepção do jogo. O time é concebido da destruição para a construção, nessa ordem. Obviamente, é mais fácil destruir do que construir jogadas.
    Tenho sobrinhos e os vi nas categorias de base de pequenos times. A força física é o primeiro atributo analisado. Se aparece um jogador mais talentoso, embora franzino, é rapidamente destacado para jogar como atacante. Eu não sei como se formam meias clássicos, mas sei que este caminho é o errado.
    Finalmente, tem me agradado a concepção de jogo do Tite – embora ele seja conservador. O Corinthians tem jogado, às vezes, com 3 meias de ligação (ontem foram JH, Alex e Danilo), cada qual com características diferentes. Ainda assim, havia dois leões de chácara na proteção da zaga.
    Bom, muito bom texto.
    Um abraço.

  • No país dos volantes não faltam barbeiros que o dirigem. Merecem um Oscar. Um Abraço.

  • Robert

    O que dá a combinação de:
    Atlético + Cuca + Kalill = ATLETICUKAIL ou ATLETICOCAIU

    o q vem a ser a mesma coisa

  • Depois de ler o ótimo Blog do André leia o nosso:

    http://ordinariosfutebolclube.blogspot.com/

    Valeu!

  • alex

    O pior é que estamos nos tornando o país dos primeiros volantes e do pior tipo, aquele cabeça de área que só sabe marcar e fazer faltas, não sabe sair para o jogo e fazer cobertura de laterais!!! Há anos não temos um 2º volante de respeito, estilo Mazinho no Palmeiras 93 ou Vampeta ou mais lá atrás alguém como Falcão ou Cerezzo (esses para mim só de ouvir falar, praticamente não os vi jogar). Talvez o Casemiro seja esse volante. Esses jogadores que têm preocupações defensivas, mas que armam o jogo junto com o meia armador que praticamente não existe no mundo todo hoje em dia. De cabeça das grandes seleções do mundo tem o Iniesta/Xavi (eles devem ser uma pessoa só), o Snejder, o Ganso ainda a provar na seleção e acaba por ai.

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