CAIXA-POSTAL



Antes dos temas da semana, um agradecimento pelo debate que o post anterior gerou. A conversa sobre sistemas de jogo era exatamente a intenção da coluna. Desculpem a repetição, mas a satisfação é grande quando isso acontece. Novamente, obrigado pela leitura e pela participação.

Aos assuntos dos últimos dias:

Thiago escreve: Lendo uma matéria num site esportivo (sem mencionar o referido), li o seguinte trecho “Depois dos cumprimentos, o técnico (Mano Menezes) fala pausadamente, tenta explicar problemas da equipe e, invariavelmente, se exime de culpas.” Atenho-me ao trecho em itálico: como você acompanha as entrevistas bem mais do que nós, de fora, pergunto: há omissão de culpa nos problemas até então apresentados pela seleção brasileira, na sua opinião? Eu vejo que omitir-se disso atrapalha (e muito) a correção das falhas.

Resposta: MM é habilidoso ao dar entrevistas. Em coletivas ou situações mais específicas, consegue dar respostas sem dizer o que não considera necessário ou algo que possa atrapalhá-lo mais tarde. Sim, às vezes acaba falando sem dizer quase nada, principalmente em sessões coletivas, quando todos estão ouvindo e anotando. Um jornalista que conheço uma vez o comparou, na época em que dirigia o Corinthians, com um cineasta que dá entrevistas melhores do que os filmes que faz. Não acho que a metáfora seja verdadeira sempre, mas vale em certas ocasiões. Independentemente dessa questão, o que se diz não é um espelho do que se faz, ou não faz. Considero Mano um treinador capaz de identificar o que está errado, mesmo que não deixe isso claro quando fala com jornalistas.

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Francisco escreve: Gostaria de saber sua opinião a respeito de como o Brasil trata os seus ídolos, independente se do esporte ou não, faço essa pergunta porque nessa semana o Zagalo completou 80 anos e recebeu uma bonita homenagem no jogo do Botafogo contra o Vasco. Você não acha que deveria haver mais reconhecimento enquanto os mesmos estão vivos? O fato da grande maioria dos jogadores de futebol não saber escalar a seleção que conquistou o tri em 70, dos jogadores de basquete não saber quem ganhou os mundiais pela seleção, e outros exemplos mais.

Resposta: De maneira geral, sim. Somos um país sem memória, que esquece rápido de quem deveria ser lembrado sempre. Mas não acho que a falta de referência de jogadores atuais sobre os grandes astros do passado seja um resultado de falta de homenagens. É apenas falta de interesse. O time de 70, por exemplo, talvez seja a Seleção Brasileira mais falada e lembrada em todos os tempos. Hoje em dia, é facílimo pesquisá-la, estudá-la, conhecê-la. Só não faz isso quem não quer.

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Lúcio escreve: Caro André, não perca a chance de elogiar uma decisão da CBF, os jogos das 9 da noite no sábado acabaram…

Resposta: Grande CBF!! Sensacional! Noite de sábado e futebol realmente não combinam. E posso garantir que a notícia foi muito comemorada nas redações.

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Renato escreve: André, aproveitando o começo da temporada do futebol europeu, qual liga nacional você mais gosta de acompanhar?

Resposta: Não há como negar que a Premier League é o melhor produto do futebol da Europa atualmente. Times, estádios, gramados e qualidade da transmissão são excelentes. Mas também gosto muito, faz tempo, de ver o Campeonato Alemão. Não tem o mesmo glamour da Inglaterra, mas os estádios estão sempre cheios e creio – lógico que isso é pessoal – que o trabalho da TV alemã é até superior. Itália e Espanha oferecem algumas situações imperdíveis, como os clássicos entre rivais, mas perdem o encanto nos outros momentos. Respondendo seco: Inglaterra e Alemanha.

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. Até a semana que vem.

(emails para CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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