CAMISA 12



Tive alguns assuntos pessoais a resolver nos últimos 3 dias. O blog retorna hoje ao seu ritmo habitual.

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(publicada ontem, no Lance!)

NÃO HÁ UM TIME?

Será possível que as coisas mudaram tanto assim? Essa é uma pergunta honesta, com 0% de ironia ou sarcasmo. Assim como serão todas as outras neste texto. E serão muitas.

O assunto é a maneira como a Seleção Brasileira jogou ontem em Stuttgart. Deixando a bola com o adversário, tentando encontrar uma solução sistêmica para finalmente – com a atual comissão técnica – vencer um time bem ranqueado. Com Fernandinho como titular e Ganso no banco, mais preocupada com o que Phillip Lahm pode fazer do que com qualquer outra coisa.

É essa a realidade atual da Seleção? Uma realidade em que (momentaneamente, que seja) é preciso assumir a incapacidade de encarar a Alemanha da forma como o mundo estava acostumado a ver? Se a resposta é sim, então nada do que vimos na derrota por 3 x 2 foi anormal. O Brasil assimilou sua ampla inferioridade, tentou competir com estratégia e perdeu. No futebol, o pior time perde na maioria das vezes.

A Alemanha tem uma ótima seleção, sem nenhuma dúvida. Há quem pense (não me incluo) que tenha sido o time que jogou mais bola na Copa da África do Sul. A equipe que venceu o Brasil é praticamente a mesma. Bem formada, bem treinada. Em casa ou em qualquer lugar, está à frente de um Brasil que se renova e pensa no futuro. Mas quanto? O suficiente para que Fernandinho jogue e Ganso não? Não se trata apenas de usar um jogador em vez do outro. A questão é de conceito.

Se você está fazendo um trabalho de longo prazo, que depende da maturação de jogadores talentosos, por que abdicar de uma situação tão rica em lições quanto enfrentar – de verdade – a Alemanha como visitante? Talvez porque o resultado, ontem, era mais importante do que o trabalho. Se a resposta é essa, de novo, está tudo certo.

E pode-se dizer que quase funcionou. A Seleção equilibrou o jogo após os primeiros minutos. Ao final do primeiro tempo, não parecia um time inferior ao alemão. A chance de ouro para quem joga “no erro” veio logo no recomeço. Pato não fez. Outra pergunta 100% honesta: quantos gols o promissor atacante do Milan perderá pela Seleção?

É claro que é preciso ter paciência e seguir trabalhando. Mas é preciso ter um time. Ontem, só se tinha um plano.

PRODUÇÃO

Belíssima jogada no segundo gol da Alemanha. A tabela entre Kroos e Klose foi a senha para Goetze entrar em diagonal, no espaço entre Daniel Alves e Thiago Silva. Ninguém acompanhou o atacante que, logo em sua estreia pela seleção, finalizou uma jogada que só os times entrosados são capazes de fazer. Triangulação pelo meio que hipnotiza a defesa e obriga o goleiro a ser super herói. Já o terceiro gol foi um presente de André Santos.

MALDIÇÃO

O árbitro húngaro Viktor Kassai teria feito melhor se não tivesse marcado nenhum dos dois pênaltis. O de Lucio em Kroos foi altamente duvidoso, do tipo que pode passar num amistoso. Mexeu no placar do jogo e fez a Seleção Brasileira desandar de vez. O de Lahm em Daniel Alves simplesmente não aconteceu. Fez com que o Brasil – aleluia – convertesse um pênalti, com Robinho, que não teve a chance de bater o dele na Copa América.



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