EXPULSAR É FÁCIL, TRATAR É DIFÍCIL



Se você ainda não viu a agressão inacreditável do ex-goleiro Gustavo, do Sport, contra o vascaíno Elivélton, aqui está.

Aconteceu ontem, em jogo válido pela Taça BH de futebol júnior.

Elivélton foi para o hospital, teve lesão na coluna, mas se movimenta  normalmente. Passará por exames mais detalhados.

Cerca de 20 minutos depois da cena assustadora, a diretoria do Sport mandou Gustavo embora.

O que o jovem goleiro fez é gravíssimo e inexplicável. Deve ser punido severamente no âmbito esportivo e até fora dele.

Mas abandoná-lo é a atitude mais fácil e errada. É como passar o problema para frente, dizer “aqui ele não arrumará mais confusão”.

É cuidar da repercussão do fato, e não de suas causas.

No final da manhã de hoje, o Sport informou que dará assistência psicológica a Gustavo, mesmo após dispensá-lo.

Como nada a respeito dessa assistência foi divulgado ontem – apenas a demissão –  parece que se trata de algo discutido e decidido com calma, distante do problema, como se espera de dirigentes.

E que seja algo feito com seriedade, não apenas para tratar da imagem do clube.

Jogadores em formação precisam de orientação.



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