CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Gustavo (entre muitos) escreve: Como você avaliou o caso Cesar Cielo, as justificativas  apresentadas e a diferença da decisão em relação a Daiane do Santos e ao  goleiro Renê, que foram severamente punidos pelo uso da furosemida?

Resposta: Minha impressão foi que o fato de se tratar de um campeão olímpico e mundial interferiu na decisão da CAS. Em casos semelhantes, com as mesmas justificativas por parte dos atletas envolvidos, a decisão foi por penas longas. Acima de tudo, penso que esse é mais um aspecto de um sistema que cria ídolos e depois os pune. É cada vez mais difícil acreditar em esporte de alto rendimento sem o uso da chamada “preparação química”. Casos são tratados conforme as conveniências do momento.
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Antonio escreve: André, sou palmeirense e quero saber o que você está achando dessa história do Martinuccio. Obrigado.

Resposta: O Lance! de hoje tem uma ótima reportagem sobre o assunto. O jornal teve acesso à última folha do pré-contrato que o jogador assinou com o Palmeiras. Martinuccio entendeu o que estava escrito e deu seu autógrafo. A reportagem também informa que o contrato foi registrado no Uruguai. Pelo jeito, a não ser que o Fluminense prove que o documento não tem valor legal, o caso pode terminar mal para o clube carioca (que pode ser multado) e para o jogador (que pode ser suspenso).
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Alex escreve: André, você vê uma possibilidade de estrelas da NBA fazerem contratos para jogar fora dos EUA por causa da greve?

Resposta: Sim. Essa é a grande diferença do locaute da NFL para o da NBA. Os jogadores de futebol americano não tem outro mercado. Os de basquete têm. Na China e na Europa há dinheiro e clubes interessados. Creio que, num primeiro momento, os europeus da NBA irão para clubes do continente, em número maior do que o de jogadores americanos. Mas bastará um jogador de maior nome (como Kobe Bryant, que pediu US$ 1 milhão para jogar na Turquia) ser contratado, para que outros o sigam. Essa possibilidade significa o maior poder de barganha dos atletas, num conflito trabalhista que é bem mais sério do que o da NFL.
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Luis Eduardo escreve: A seleção do Paraguai pode conquistar a Copa América sem ganhar nenhum jogo. Nessa hora ninguém fala da emoção do mata-mata, né?

Resposta: Calma aí… é impossível organizar copas usando outro sistema de disputa. Especialmente quando a competição é entre países. Para mim, o grande problema são as decisões por pênaltis (publico uma nota sobre o assunto em minha coluna no Lance! de hoje), que se transformam no objetivo de muitos times. O Paraguai, por exemplo, não quis ganhar da Venezuela nas semifinais. Levou três bolas na trave e se classificou. Eu não gosto dos pênaltis como forma de decidir confrontos. Acho que a prorrogação deveria continuar, em tempos de 15 minutos com permissão para substituições, até que um time vença.
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Uma vez mais, obrigado pelas mensagens. Até a semana que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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