NOTONA PÓS-RODADA



Pouco a dizer sobre o 0 x 0 entre Figueirense e Grêmio (público ND no Orlando Scarpelli). Placar salvo pelo pênalti defendido por Marcelo Grohe.

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O líder Corinthians (2 x 0 no Botafogo: Liédson e Paulinho – 8.128 pagantes em São Januário) fez mais um jogo exemplar no Rio de Janeiro.

Outra vez, foi um time que conseguiu combinar defesa forte com ataque eficiente. É o sonho dos técnicos de futebol no Brasil, que vivem de resultados finais.

Enquanto o Corinthians passar a impressão de ser um time fisicamente superior aos outros, a vantagem na tabela (7 pontos) estará segura.

Assustadora a imagem da lesão no dedo do goleiro Julio César, que desfalcará o Corinthians por um mês.

Deve ser desesperador ver o próprio dedo numa posição antinatural. Saber que o osso deve ser colocado no lugar, a frio, só aumenta o sofrimento.

Houve um momento em que o médico do Corinthians segurava a mão de Julio César (certamente não para acalmá-lo), e o goleiro dobrou os joelhos.

Suspeito que a correção aconteceu nessa hora.

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A volta de Kléber – que não pode jogar por outro clube da Série A no BR-11 – marcou o empate entre Palmeiras e Flamengo (0 x 0 – 33.575 pagantes no Pacaembu) de duas maneiras.

A primeira foi o fim da possibilidade de transferência do atacante (que ainda poderia jogar no exterior) para o Rubro-negro. A segunda foi a confusão no final do jogo, envolvendo uma das chamadas “leis não escritas” do futebol.

O mandamento em questão: “se a bola é minha e o jogo é paralisado, ela deve voltar a ser minha (ou então a pancadaria vai comer)”.

Ocorre quando alguém se machuca e a bola é tocada para fora, ou quando o árbitro para o jogo por conta própria.

Estamos falando do segundo caso. Após o atendimento, o jogo é reiniciado com bola ao chão pelo juiz.

A questão central é apenas uma: com quem estava a bola no momento em que o jogo parou?

Só é preciso ver o lance uma vez para descobrir que estava com o Flamengo. Renato dá um chute para frente DEPOIS que Leandro Vuaden apita.

Portanto, deveria ser devolvida ao Flamengo.

Mas há um detalhe importante, que só os jogadores envolvido no lance podem esclarecer. Minha impressão foi que, na discussão que já rolava antes do árbitro colocar a bola em jogo, o assunto era exatamente de quem era a posse.

Kléber gesticula. Renato gesticula e depois, rindo ironicamente, fala com Marcos Assunção. Ronaldo Angelim chega e aponta para o local do campo onde o jogo foi interrompido. Aposto que a discussão era sobre a posse de bola.

Não houve tempo para a solução da dúvida. E já com a bola no gramado, Kléber agiu.

Não como alguém que se lixa para o chamado “fair play”, ou deliberadamente quer arrumar confusão.

Mas como alguém que estava convencido de que a bola era do Palmeiras. Alguém que, como costuma-se dizer, não aceita perder “nem bola ao chão”.

Claro que posso estar enganado. Mas não vi maldade.

Vi um erro.

ATUALIZAÇÃO, sexta-feira 22/7, 08h57 – Kléber, no Lance! de hoje:

” – A bola era de quem? Do Flamengo porque Junior Cesar caiu? Se eles quisessem colocar para fora, chutariam. Não preciso devolver, eles que tinham de devolver. Continuei porque para mim a bola era nossa. Dei a chance de chutarem para fora. Mas eles seguraram o jogo o tempo todo. A bola ia ficar no chão e ninguém faria nada. Peguei a bola e fui para o gol.”

COMENTÁRIO DO BLOG, FINAL: Acho que estamos conversados. 



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