FRACASSO E VEXAME



Quando a Seleção Brasileira fica fora das semifinais da Copa América, é obrigatório falar em fracasso.

Quando  a Seleção Brasileira zera nas cobranças de pênaltis (algo inédito na  história do mais antigo torneio de seleções do mundo), é obrigatório  falar em vexame.

O Paraguai teve uma postura ridícula em La Playa  (com tanta areia…). Apostou na faceta do futebol que permite que um  time não faça absolutamente nada para vencer um jogo, e mesmo assim  vença.

Alguns chamam isso de inteligência, ou estratégia.

Eu acho mais correto chamar de medo, pequenez.

E  a verdade é que a atuação dos paraguaios só torna o fracasso do Brasil  mais difícil de digerir. Sim, o goleiro Villar foi o destaque do jogo,  mas fez quantas defesas?

Duas. ATUALIZAÇÃO, 17h38 – Como se lembrou nos comentários, esqueci da defesa no chute de Ganso. 

Também é verdade que a  Seleção Brasileira fez seu “melhor” jogo na Copa América. Jogou para  ganhar do começo ao fim, contra um time que não queria ganhar o jogo.

O  ridículo e inaceitável gramado no estádio de La Plata deve ser  mencionado. Obviamente, atrapalhou mais quem passou a maior parte do  tempo com a bola, tentando, tentando.

Mas para os pênaltis? Aí é demais.

Não há justificativa compreensível para 100% de erro. O Paraguai fez dois gols…

A decepção maior fica por não termos visto um time sair de um grupo de jogadores em que há poucos nomes contestados.

A primeira competição de Mano Menezes como técnico da Seleção Brasileira terminou muito mal.

Vejamos se o que falta à atual geração é apenas rodagem.

______

Essa Copa América já valeu por Argentina x Uruguai.

Principalmente pela aula que os uruguaios deram sobre como jogar em inferioridade numérica.

Não  sei se há outra seleção que enfrenta adversidades como a Uruguaia.  Quando se fala em “camisa” no futebol (e, sim, camisa faz diferença), é  sobre esse tipo de postura.

Uma postura que desafia a noção de que as competições de futebol entre países estão a caminho da extinção.



  • Leonardo atleticano

    Com o meu Galo desse jeito, e com essa seleção, da vontade de chorar.

  • eduardo pieroni

    Boa André,

    meu caro não sei se você concorda mas, a seleção brasileira não tem mais jogadores que aparecem quando tem que aparecer, tipo romario, ronaldo, rivaldo acho que o ultimo dos moicanos é ADRIANO se voce MM trataria-o com o devido cuidado por que ele pode ajudar e muito. o que acha???

  • Alexandre

    Acho que a seleção fez seu melhor jogo na Copa América, sem aspas. Foi um massacre, que poderia ter resultado em 3 ou 4 gols pelo menos, mas ficou no zero. Por quê? Porque os atacantes falharam em algumas finalizações, porque o goleiro foi muito bem em outras (muitos elogiaram o Muslera após o jogo contra a Argentina, mas não fizeram o mesmo com o goleiro do Paraguai após o jogo contra o Brasil, como se jogassemos sempre contra “ninguém”), porque quando a bola passou pelo goleiro algum defensor salvou em cima da linha. Enfim, porque o nome deste esporte é futebol, e futebol é assim mesmo.
    No pênaltis fomos muito mal mesmo, mas é comum que o time que jogou para ganhar entre psicologicamente abalado (vide os EUA no mundial feminino). E com a ajuda do gramado…
    O problema do Brasil não está no desempenho nesta partida, mas no desempenho médio nas 4 partidas da Copa América, ou melhor ainda, no desempenho médio nas 12 partidas da “era Mano”.

  • Dá gosto de ver o Uruguai. Eles entendem o que é uma seleção nacional.

    Acho que faltou pra seleção brasileira (desde a época de Dunga como técnico) o que chamamos de transição. Tanto para o Dunga, quanto para o Mano Menezes, o ordenado por RT foi uma rupura na continuidade da seleção.

    Contudo, não acho que esta é a melhor forma de resolver as coisas, ainda mais numa seleção. Como ensinar a quem está chegando que a camisa amarela é muito mais pesada do que qualquer outra no mundo? Não enxergo outra forma se não a do exemplo.

    Seleções vencedoras viram seus astros começarem como coadjuvantes. Por exemplo: Ronaldo viu o time de Romário, Bebeto e tantos outros jogar antes de ser o astro principal do time. Romário, por sua vez, viu Careca brilhar antes de assumir o posto.

    Enfim, poderia ficar aqui dando exemplo em cima de exemplo para mostrar que a seleção brasileira não vive de rupturas, mas de transições.

    O que eu não enxergo, neste momento, é uma maneira de recuperar este sentimento, ou de resgatar uma transição.

    Você enxerga?

    Abs

  • Renato Oliveira

    André, faltou um “r” em estratégia nesta frase do post:

    “Alguns chamam isso de inteligência, ou estatégia.”

    Abraço

    AK: Obrigado.

  • Uma pergunta e duas dicas:

    1- Se os melhores batedores nos treinos foram Dani Alves e Neymar (acho que ouvi isso na transmissão da Globo), o que eles estavam fazendo no banco de reservas?

    2- Sobre o Uruguai, link muito bom aqui.

    3- E aqui, sobre as “rupturas” nos trabalhos do técnicos na Seleção Brasileira.

    Abraços!

  • Alex

    galera, tá na cara que entregaram a rapadura pra tirar férias…..ou alguém acha que realmente os caras queriam esse título, pra ter que se apresentar 1 semana depois na europa pra jogar?

    desse jeito os caras ganham 1 semaninha pra badalar, mas 2 de férias e retomam a temporada, que é o que realmente vale pra eles.

    de um bando de malas vai esperar o quê?

  • Oooops… pelo visto, o Elano era um dos melhores… imagino o pior, então!

    😛

  • Fabricio

    André,

    Fracasso e vexame sao palavras que devem ser usadas. A primeira pelo resultado. E a segunda por perder 4 penaltys.

    Mas dizer que o goleiro deles so fez duas defesas apenas eh tirar credito pelo volume de jogo do Brasil! Ele fez 2 milagres, uma no carrinho do Lucio e outra no chute do Pato. Mas ainda teve aquela defesa no chute do Pato que ele quase fez de cabeca em seguida. Outra num chute do Ganso no cantinho. E 2 bolas que os zagueiros tiraram em cima da linha, uma do Neymar e uma do Fred.

    A verdade eh que mente quem diz que resultado nao importa! Se tivesse jogado a la Dunga e passado pelo Paraguai, as criticas nao seriam tantas. Esse foi o melhor jogo sob o comando do Mano! E mais, nao jogou soh na base do contra-ataque! Foi contra um time que soh se defendeu, coisa que normalmente o Brasil nao sabe enfrentar, principalmente na era Dunga. Isso pra mim, mostra progresso, apesar do resultado pessimo … Mas eh Copa America apenas!!

  • Rafael Wuthrich

    Perfeita sua nota sobre o Uruguai. O jogo contra Gana já foi, de longe, o melhor da Copa passada. Não dá para comparar um jogo do Barcelona com um Uruguai x Argentina, um Brasil x Uruguai, Brasil x Itália. Quando nações de camisa pesada (bem pesada) jogam entre si, há muito mais que o espetáculo em disputa.

    Também queria pontuar que mais uma vez o Uruguai mostra que, tal como a fênix, caiu em cinzas para renascer no futebol mundial, com campanhas e times renovados (olha a sub-20/sub-17 aí). Muito bom.

  • Leonardo atleticano

    André, esses jogos militares, será que os outros países participantes usam realmente militares?
    Acho ridículo o que o Brasil tem feito, jogadores profissionais que nada tem com o exército em jogos militares. Será que tudo nesse país tem que ter uma mutreta?

  • Alexandre

    Um ciclo completo no futebol de seleções dura quatro anos. Preocupa que o Mano já esteja há um ano no comando da nossa, mas ainda não tenha conseguido bons resultados contra grandes times ou em jogos importantes (e neste ciclo não teremos as eliminatórias para entrosar o time).
    Pior, ele transpareceu muita insegurança, principalmente nas substituições em todos os jogos. Mesmo com todos os seus defeitos, o Dunga conseguia criar um clima de autoconfiança entre os jogadores que fez com que o time ganhasse muitas vezes até jogando mal. O inverso do que aconteceu ontem.
    Portanto, se boas apresentações não vierem nos jogos contra as fortes seleções que enfrentaremos neste semestre, acredito que o mais sensato seja a seleção contar com um técnico mais experiente já em 2012. O que acha, André?

  • Lucas

    Racionalmente e não emocionalmente, já que o futebol enquanto esporte genuíno e não negócio, propicia análises das duas formas. E nenhuma invalida a outra! Existe inteligência ou estratégia no esporte também. Quem não é humilde nunca e sempre se considera a quintessencia técnica e intelectual como os jogadores e jornalistas especializados brasileiros, acha sempre “menor” ou “pequeno” falar em preocupações estratégicas. Afinal de contas, “craque de verdade” não precisa pensar em se defender. De repente, isso é um comportamento covarde! Tratam-se, na realidade, apenas de formas alternativas de mentalidade… De se pensar o jogo e suas prerrogativas. O futebol é fantástico por causa disso! O título mundial da Itália em 1982 vale tanto quanto o tetra brasileiro de 1994 ou o pentacampeonato de 2002. Com as regras atuais do jogo, não dá para mudar isso! Quem gosta de mudar as regras do jogo é quem gosta de jeitinho, maracutáia, malandragem!De virada de mesa… Mas, quem sabe a gente muda tudo isso a tempo de demonstra a nossa grande esperteza no Mundial de 2014, aqui na Terra Brasilis! Também dá tempo de comprar o título! Assim como fazem com estádios… Abraços.

  • Juliano

    Sempre acusei o problema nos volantes. Não acusei errado, são péssimos! Mas, justifica-se: Lucas Leiva é do mesmo empresário do MM, assim como o péssimo só-passa-para-trás André Santos e o desconhecido Jádson (qual o significado de “Seleção” no dicionário?).

    Porém, o problema é que Romário aposentou. Ah, tínhamos seu substituto, Ronaldo. Que aposentou. Na ultima Copa fomos de L. Fabiano (que foi bem, dadas as suas qualidades, como a do time todo), e isso já serviria de sinal amarelo. Ah, mas tem o Pato, craque desde os 19 anos, goleador no Milan, etc etc etc. Quatro partidas, e quantos gols Pato fez? E seus colegas atacantes? O mais regular, pra mim, foi Robinho, sério nos 3 jogos que disputou, deslocado quase como um meia (que não venha ninguem dizer que ele jogou de atacante), sempre o achei constante, com bons passes mal aproveitados pelos companheiros, bem como ele também oferecendo perigo com suas chegadas.

    Procuremos um camisa 9 hoje, não temos. Fred seria um novo L. Fabiano. Pato precisa ser o 9 no time em que joga para que na seleção ele já seja a referência. Procuremos uma lateral esquerdo! Volantes não procuremos, pois temos Arouca, Hernanes, Elias, Elano (!)… que o empresário de Lucas Leiva seja o empresário deles!

    Procuremos um esquema onde não favoreça a marcação em cima de Ganso, como único homem de criação. Sacrifique-se outro atacante.

    Procuremos um treinador!! Não digo isso agora… disse isso na recusa do Muricy. Mano é bom. Mano tem qualidades. Mas isso não é o suficiente para uma Seleção (lembram do significado?). Muito menos para uma seleção de um país 5 vezes campeão mundial.

    Não nos apeguemos a resultados. Afinal, ontem foi a melhor partida da seleção sob o comando de MM. Não lembremos da pior. Se na melhor não foram capazes de empurrar a bola para dentro. Lembre-se: 4 partidas, 3 empates, 1 vitória contra o Equador (fortíssimo e tradicional, potencia do futebol, que não vence ninguem desde 2001). Some a esta campanha os amistosos sob o comando de MM e chegamos a um resultado: não dá! Era previsto! E eu não torço contra, mesmo sendo a CBF este mar de lama que é, com o rei RT.

    Penso que resultados positivos mascaram a draga que está a seleção e quem a rodeia. Penso que só um vexame imenso faria as coisas mudarem. Não como o vexamezinho de ontem. Um vexame sob nosso solo, com uma Copa medonha fora dos campos, do jeito que estamos vendo dentro de campo. Ou até pior, perdendo o direito de sediar. Talvez assim os parasitas deixariam de sugar o esporte que mais faz parte da cultura e que mais mexe com o cidadão brasileiro.

    Força ao Uruguai! Pela raça e tradição, é o que restou, é o que merece mais. Porque times covardes, como o Paraguai ontem, não merecem.

    Abraço! Sucesso!

  • Anna

    Vexame foi a perda dos pênaltis e a imprecisão nas conclusões, mesmo tendo sido o melhor jogo da Seleção Brasileira. Mas houve uma evolução apesar da decepção no fim. Há muito trabalho pela frente até 2014 e o que vale mesmo é esse título. Ficamos chateados porque não há ainda um padrõa de jogo, consistência.

  • Onde começa a Causalidade e termina o Destino?

  • Rita

    André, com todo o respeito,
    tendo como presidente um agora cagão declarado (desdém total a todos), só podia dar no que deu.

    Muito ruim esse negócio de crescer.
    Era tão bom torcer para o Brasil antes…

    Fica minha torcida para os uruguaios. Eles formam um time em sua essência.
    Penso se tivessem um Messi ou um Ganso (bem trabalhado) aí teriam um grande time.

  • Leonardo atleticano

    Quando Felipe Melo foi expulso, o erro foi mais do Dunga, do que do próprio Felipe Melo. Agora com Mano é diferente, a responsabilidade é do presidente, é da sorte, é do goleiro que não poderia ter feito o seu trabalho, é do tufo de grama e outras mil desculpas esfarrapadas. Essa liberdade para a imprensa está custando a liberdade da imprensa.
    Estranho o jogador que foi expulso e talvez o mais fraco do meio de campo ser do empresário do Mano. Estranho barrar o Marcelo, criar uma história estranha e dar moral ao questionado André Santos, jogador de seu empresário.
    Estranho bancar o professor pardal, justo com o Jadson, jogador de seu empresário.
    Se um desses casos fosse com o Dunga, antes da tragédia o grito já teria sido dado, iriam dizer, que é no mínimo suspeito. Diriam mais, que para o tecnico da seleção não basta ser honesto, tem que parecer honesto.

  • Fabiano – Campinas

    André,

    só para constar, eu acredito que o goleiro paraguaio fez ao menos TRÊS defesas muito importantes, que mudariam completamente a história do jogo:

    – No primeiro tempo, um chute do Lúcio de dentro da pequena área, em um cruzamento da esquerda. Ele entrou de carrinho, e o goleiro se atirou na bola. Inclusive, ficou estirado, pois a bola pegou em um lugar bem sensível (rsrsrsrsrs).
    – No segundo tempo, o goleiro novamente se atirou e conseguiu defender um chute do Pato, de dentro da pequena área, em cruzamento da direita. Defesa de handebol.
    – O chute do Ganso no canto esquerdo, que a bola depois pegou na trave.

    Ainda devemos nos lembrar de duas bolas que foram cortadas pelos zagueiros, com o goleiro batido: chute de Neymar e cabeçada de Fred, ambas no segundo tempo.

    Posto isto, acredito que os dois principais problemas com a nossa Seleção são a total dependência de um único armador, no caso deste jogo o Ganso, e a falta de um jogador decisivo, que resolva o jogo. Com certeza, com jogadores como Ronaldo, Rivaldo, Romário, o Brasil não terminaria este jogo no zero.

    Também há de se louvar a atuação do Robinho, fundamental no auxílio na armação das jogadas, aliviando um pouco o trabalho do Ganso.

  • Caio

    Tb to torcendo para o Uruguai. Time muito guerreiro. E, convenhamso, tem uma dupla de ataque que merece respeito!

    E, sobre a nossa seleção, claro, foi um horror. Mas acho que o caminho é esse.
    Penso que falta um protagonista no time, um cara que chame a responsabilidade, até para que os jovens e talentosíssimos Ganso e Neymar, junto com o Pato e toda a molecada, não sejam tão cobrados, não estejam tão no foco.
    Acho que o Kaka faria bem esse papel. É esperar pra ver…

  • Brasil não jogou mal. É engraçado como a seleção, na visão de muitos, é realmente OBRIGADA a sempre vencer. Também é interessante ver aqui na caixa d emensagens pessoas diminuindo o Ganso e o Neymar.

    Tem gente falando até que com Dunga era melhor!!!

    As pessoas ficam cegas com o futebol!

    Parabéns pelo post, André!

  • Gilson

    Bom dia André!
    Realmente não podemos crucificar o técnico pelo resultado da última partida da seleção, pois foi o melhor jogo da seleção na era MM. Só que o trabalho deve ser analisado como um todo e se for analisar por este aspecto, o trabalho não está sendo bom. Só ganhou de seleções com pouca tradição e mesmo assim não apresentando um futebol convincente. E o pior de tudo, é que ele tem convocado bons jogadores, mas não tem feito com que estes bons jogadores se tornem um time. Sei que temos que ter paciência, pois leva algum tempo para o time encorpar e ganhar uma cara definitiva, mas já se passou 1 ano e até agora nada ainda. Quanto as questões de jogadores questionáveis serem do mesmo empresário do técnico, o que mais poderíamos esperar, se quem comanda o futebol no Brasil, está “cagando” paras as denuncias de corrupção?????
    Já faz algum tempo que jogos da seleção já não me encantam mais, e geralmente só consigo assistir quando envolve alguma competição mais importante, e pelo andar da carruagem, acredito que após a copa de 2014, nem mesmo os jogos da copa me seduzirão mais, pois o que vem pela frente parece que vai ser muito mais nebuloso ainda. Como você disse a algum tempo atrás, o Brasil não está preparado para organizar eventos dessa grandeza e o povo é que vai acabar pagando(literalmente) a conta desse delírio.

  • Mário são paulino de Campo Grande

    Caro André,
    Discordo de você quando chama o jogo do Paraguai de pequeno,medroso.O Brasil jogou uma boa partida,e não venceu,por que não tinha um Luiz Fabiano ou Adriano para decidir.Empurrou o Paraguai,para o seu campo de defesa.Como um time inferior técnicamente tem que enfrentar um boa equipe.Se defender e procurar o contra ataque.Sair para o jogo seria suicidio.O Paraguai foi mais competente nos penaltis e pronto.Perder faz parte do esporte.Chega de buscar culpados.

    AK: Não foi assim que o Paraguai jogou na fase de classificação contra o mesmo Brasil. Ou quando enfrentou o Brasil nas Eliminatórias. Um abraço.

  • Everton Novaes

    Concordo com tudo o que disse, exceto na questão das defesas: foram quatro defesas, sendo duas em chutes do Pato, uma do Lúcio e outra do Ganso. Além disso, teve um gol feito perdido pelo Neymar e duas bolas tiradas em cima da linha por zagueiros. É só pra registrar a “pequenez” do Paraguai, e a superioridade da seleção, o que não justifica o vexame.
    Afinal, na vida é importante ter sorte e competência. A seleção não teve nem uma coisa nem outra.

  • André, quando teremos novas postagens no “Mais Gelo”? Que tal uma resenha de filme?

    AK: De quando em quando, parece que o MG hiberna. Tentarei despertá-lo. Um abraço.

  • Guga

    Por essas e outras que eu questiono campeonatos de seleções. Sem tempo pra treinar, sem entrosamento, estilo de jogo diferente dos clubes, etc., todas as seleções são catados de bons jogadores.

    Por isso que é muito mais comum ver retrancas desse tipo entre seleções. É só analisar a média pífia de gols das primeiras fases da Copa do Mundo, que só deu uma melhoradinha lá pras quartas e semi-finais, quando ficaram só seleções de mais tradição.

    Agora a Copa América é outro exemplo de jogos feios, chatos e com poucos gols. O que leva a muitos a se contentarem com a “raça” uruguaia. Bem pouco pra quem gosta de futebol.

    Está aí a vantagem da Espanha, que utiliza basicamente 2 clubes como base e um esquema de jogo que esses jogadores estão acostumados. Únicos jogos de seleção bacanas de assistir são os deles.

  • Paulo Pinheiro

    O Paraguai enfrentou o Brasil do jeito que o Real Madrid enfrentou o Barcelona: sentindo ser “impossível atacar”.
    O episódio dos pênaltis foi lamentável, não resta dúvida. Olhando o pênalti batido pelo André Santos dá mesmo a impressão de que o gramado atrapalhava. Mas concordo: não é desculpa. Se um jogador sente o problema do gramado avisa os outros, que não serão surpreendidos.

    Eu gostei do Brasil naquele jogo e gostei das substituições do treinador, exceto a entrada do Elano. Acho que naquele momento (última substituição) tinha que trocar um dos alas. Só tínhamos jogadas ofensivas pelo meio da área, facilitando a marcação paraguaia. Maicon não subia mais. André Santos subia “torto” para o meio.

  • Calma, pessoal! Parafraseando Maradona, la Seleción está en las manos de Mano y, mejor, en las Manos de Diós – un Diós Cagón, si, todavía un Diós!

    Hay que se tener esperanza (por que estou escrevendo em portunhol paraguaio?). Veja só, quantas coincidências jogam a favor para o Brasil ser campeão em casa:

    1 – Nas última duas vez que foi eliminado nas quartas da Copa América (93 e 2001), sagrou-se campeão mundial na sequência!
    2 – Em 93, Tafarel também levou frangaços a la Julio Chester e fez o que fez para ser tetra!
    3 – Assim como em 1986 e 1990 o título foi europeu (germânico) e depois brasileiro, novamente assim será depois de 2006 e 2010 os campeões serem europeus (Oh!).
    4 – Assim como o Brasil em 94, a Alemanha estará há 24 anos sem título mundial em 2014! Ops, isso joga contra…
    5 – Ao contrário de 1950, o Deus dos Estádios é Brasileiro, atende por RT, para quem o torcedor não fede nem cheira (ao contrário do próprio Teixeira).

    Enfim, otimismo é o que nos resta.
    Um abraço!

  • Marcos Vinícius

    Jorginho,auxiliar técnico de Dunga enquanto o mesmo esteve na direção do escrete canarinho,disse o seguinte:

    “Hoje dá para entender porque não levamos Ganso e Neymar para a Copa.”

    Jorginho está,indiretamente,jogando parte da culpa pela eliminação do Brasil na Copa América na dupla de astros do Santos.

    Penso da seguinte forma:

    Quando Mano assumiu a seleção deixou claro que faria um processo de renovação na mesma.E em um processo de renovação não dá para deixar jogadores da qualidade de Ganso e Neymar de fora.São jogadores de qualidade indiscutível,capazes de decidir o jogo,embora não goste de como o Neymar age fora de campo,o acho muito estrela.E o resultado de domingo não foi o “fim da picada”.O Brasil jogou para vencer,foi ofensivo e objetivo,mas nem sempre o futebol é justo,nem sempre o melhor em campo vence.O Paraguai jogou feio,mas levou.O resultado do Brasil na CA não põe o trabalho de Mano em xeque,mas a falta de resultados convincentes sim.

    O fato é:A seleção ainda não tem uma cara,um padrão de jogo,uma escalação definida.

    E não acho que vá ter até a Copa das Confederações.Sei não,mas acho que MM está meio perdido.

  • Robert silva

    Caro Andre,

    vale a pena divulgar o protesto contra o sr. ricardo teixeira
    dia 30/07
    às 10:00 no rio de janeiro
    bairro: lgo do machado

    http://www.lancenet.com.br/de-prima/Rio-tera-manifestacao-Ricardo-Teixeira_0_517148540.html

  • André, por falar em perder pênaltis (que maldade!), a quantos anda a contagem para a histórica marca de jogos seguidos (107?) como titular do Rogério Ceni? Só se falou da troca de técnico e esqueceu-se do único jogador que atuou em todas as partidas, desde quando Ricardo Gomes ainda dirigia o time (já estamos no quarto técnico são-paulino, e contando)…
    Um abraço.

  • Ionara

    A derrota e desclassificação era infelizmente esperada. A maioria que defende o futebol arte, eu também gosto de ver, esquece que os jogadores que protagonizam tal preferência são normalmente, infeliz coincidência, os valorizados craques indisciplinados e transgressores das regras fundamentais de convivência. Sempre foi assim, salvo raríssimas exceções. Ouvi muito ano passado a busca por um jogador que desequilibrasse, para justificar a presença do preferido da Globo, mas o garoto em questão não desequilibrou ninguém, ele é que pareceu fora do lugar. É horrível constatar no Brasil que tanto no futebol quanto na vida o que tem valor é a figura desonesta, malandra, indisciplinada, arrogante, tão vista em muitos jogadores talentosos do Brasil. Ouço muito: ele nem precisa treinar, é um craque. Como não precisa treinar? Que superioridade é essa? O vexame aconteceu não devido a ausência de bons jogadores ou de um bom treinador, o que prevaleceu ali foi o Salto Alto, tão festejado pela irresponsável mídia brasileira. Jogadores conscientes não são valorizados, os escroques sim. Até quando vamos festejar a impunidade institucionalizada?

  • Ricardo

    excelente artigo. é uma pouca vergonha

    Vamos participar da Campanha abaixo para mudar até 2014

    http://www.causes.com/causes/627627-sele-o-brasileira-queremos-um-time-com-amor-camisa-e-n-o-ocupados-c-estrelismo/about

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