NOTAS PÓS-RODADAS



BR-11, Copa América e Copa do Mundo feminina. Nessa ordem:

* Carpegiani saiu, Rivaldo jogou, o São Paulo (2 x 1: Dagoberto, Marlos e Wallyson – 11.965 pagantes) ganhou. Eventos interligados?

* O São Paulo venceu após 3 derrotas. O Cruzeiro perdeu após 3 vitórias.

* Em seu primeiro jogo em São Januário, na volta ao Vasco (2 x 0 no Internacional: Eder Luis e Dedé – 6.223 pagantes), atuação de gala de Juninho Pernambucano.

* Recuperação do Vasco, contra um time que vinha bem.

* Pouco a dizer sobre o 0 x 0 (10.045 pagantes na Arena da Baixada) entre Atlético Paranaense e Avaí. Lanterna contra vice.

* Quarta vitória seguida (1 x o no Fluminense: Willians – 18.884 pagantes no Engenhão) do Flamengo, num clássico que deu o que falar por causa do apito.

* Para os tricolores, o árbitro Rodrigo Pereira Joia não marcou um pênalti (eu não marcaria) em Rafael Moura, e deveria ter expulsado (deveria mesmo) Airton.

* Sétima vitória do líder Corinthians (1 x 0 no Atlético Goianiense: Willian – 19.150 pagantes no Serra Dourada), quinta seguida, mais uma com o toque de Danilo.

* Aquela bola (seria gol do Atlético) entrou ou não? Outro dia, paguei uma conta, via celular, usando o leitor de códigos de barra. E ainda somos obrigados a conviver com esse tipo de dúvida…

* Gilberto Silva mandou uma tijolada de cabeça, para fazer seu primeiro gol pelo Grêmio (2 x 0 no Coritiba: o outro foi de André Lima – 16.988 pagantes no Olímpico).

* Após 5 rodadas, o Grêmio voltou a vencer.

* O Bahia (1 x 1 com o Botafogo: Elkeson e Fahel – 32.157 pagantes no Pituaçu) não consegue vencer em casa.

* Maranhão se machucou ao tentar um chute no vácuo. Que sucesso.

* Eram seis rodadas sem vitória para o Atlético Mineiro (2 x 0 no América-MG: Jonatas Obina e Neto Berola – 7.379 pagantes na Arena do Jacaré), que deixou o calabouço da tabela.

* O América está há 8 rodadas sem vencer.

* Os jogadores do Ceará (1 x 1 com o Figueirense: Washington e Maicon – 8.527 presentes no Orlando Scarpelli) reclamaram do lance do gol de empate, em que Maicon dividiu a bola com o goleiro Diego.

* Achei normal.

* E mesmo depois de uma goleada num clássico (Palmeiras 3 x 0 Santos: Maikon Leite, Maurício Ramos e Patrik – 16.751 pagantes no Pacaembu), só se fala em Kléber, que não jogou.

* A distância entre o Santos (com 2 jogos a menos) e a liderança já é de 14 pontos. Percebe-se o aborrecimento de Muricy.

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No empate com o Paraguai, a Seleção Brasileira conseguiu fazer uma apresentação pior do que a da estreia.

Cometeu falhas defensivas inaceitáveis e pecados no ataque que podem ser atribuídos (talvez equivocadamente, mas podem) à displicência.

Duas dessas falhas (mais sobre elas em instantes) se conectaram na sequência do gol de empate paraguaio, que transformou o jogo em Córdoba.

Mas comecemos do começo. Mano Menezes mudou o time, com Jadson no lugar de Robinho. Eu era contra qualquer modificação, porque acredito – como escrevi – que o time precisa jogar mais para jogar bem.

Fato é que a Seleção melhorou na armação de jogadas e Jadson marcou o primeiro gol. Saiu no intervalo porque, como MM confirmou, corria o risco de ser expulso. Decisão sobre a qual jamais haverá consenso.

Eu o manteria no time, mas estava tranquilamente vendo o jogo pela televisão. Minha posição é confortável.

E a do Brasil ficaria quase tão confortável quanto a minha, se Neymar não quisesse assinar o segundo gol, desperdiçando-o. O Paraguai empatou na posse de bola seguinte, em falha de Thiago Silva.

E virou num lance em que quem falhou foi Daniel Alves.

Dois jogadores melhores, bem melhores do que mostraram até agora na Argentina. Como Neymar também é. Como Ganso também é.

E como Pato, que tem apanhado da bola e perdido gols com frequência assustadora, também é.

Minha torcida particular é para que o time não mude, de novo, para o jogo contra o Equador.

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Triste, em todos os aspectos, a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo feminina.

Principalmente pelo comportamento do time a partir do momento em que ficou com uma jogadora a mais, quando Marta fez 1 x 1.

Pior ainda quando o Brasil vencia, já na prorrogação. Não há explicação para ser encaixotado por um adversário em inferioridade numérica.

Situação que ficou mais feia quando algumas jogadoras passaram a simular lesões, para apressar o relógio. Recurso medroso.

Mas nada é tão lamentável quanto o segundo gol dos Estados Unidos.

Bola perdida no ataque, nenhuma ação que possa ser considerada levemente defensiva enquanto o time americano fez a transição, liberdade total para a lateral observar a atacante pirulona pedir a bola na segunda trave, sem marcação.

Ok, o cruzamento foi fantástico. Mérito.

Mas nem um time sub-15 toma um gol desses. Ainda mais nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação.



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