NOTONA PÓS-ESTREIA RUIM



Qualquer Seleção Brasileira que empate em 0 x 0 com a Venezuela merece ser vaiada e criticada.

Mesmo que os últimos 4 jogos tenham terminado com uma vitória para cada lado e dois empates , indicando um equilíbrio que não existe.

Na Venezuela se joga beisebol.

Ontem, em La Plata, o Brasil começou empolgado, fez algumas boas jogadas e perdeu (Pato e Robinho) dois gols. Depois, foi ladeira abaixo.

Faltou o entrosamento que um time, com uma semana de treino, só teria por acaso.

Faltaram os recursos dos quais só times treinados conseguem lançar mão quando a primeira ideia de jogo não funciona.

Faltaram boas atuações individuais de jogadores talentosos, que poderiam ter transformado o empate em vitória, sem que isso tivesse algo a ver com jogar bem. Já aconteceu milhares de vezes.

Em resumo, só não faltou tudo porque o Brasil não perdeu.

E agora é claro que Neymar e Ganso serão os mais cobrados. Já tem gente dizendo que “eles não são tudo isso que falam”, como se “tudo isso que falam” fosse culpa deles.

(PARA A ATA, repito minha opinião: Neymar e Ganso são jogadores raros, muito acima da média, sérios candidatos a craques.)

E dependendo do andamento das coisas, daqui a pouco vai ter gente aplicando a eles um tratamento parecido ao que muitos aplicam a Messi. Como se o argentino não fosse um jogador genial apenas porque não joga na seleção como joga no Barcelona.

Não custa lembrar, apesar de ter pouca utilidade, que essa é a primeira competição da dupla santista na Seleção Brasileira. Ontem foi o segundo jogo de Ganso.

É engraçado o que se passa com uma parte da opinião pública. Aqueles que são elogiados ou bem tratados “pela imprensa” ganham, gratuitamente, a antipatia de quem pensa diferente.

E aí Mano Menezes já é pior do que Dunga (alguém pode me explicar sob qual aspecto empatar com a Venezuela é pior do que perder para o México?), Ganso e Neymar são apenas produtos de marketing.

Não, não devia-se esperar um empate com a seleção vinho tinto. É obrigação do Brasil vencer em qualquer circunstância.

Mas também não devia-se esperar uma bela atuação de um time que ainda não é um time.

A pergunta é: ele será um time?

Porque agora estamos a cinco minutos de uma “crise” e é necessário ganhar do Paraguai de qualquer jeito.

Esse jeito pode ser esquecer do que se imaginava em termos de sistema e estilo, colocar um volante e jogar como se joga por aí.

Assim, ganha-se do Paraguai, do Uruguai (nos pênaltis, que seja) e, se bobear, até da Argentina. Ganha-se a Copa América.

Não sou contra mexidas, desde que sejam feitas por convicção e sustentadas por treinamentos e jogos.

Mas um 0 x 0 com a Venezuela, por mais triste que seja, não deveria ter tanta importância.



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