PHG TEM DE JOGAR



Se eu escalaria PHG como titular logo mais?

É sério?

Vejamos: por que não escalá-lo?

O departamento médico do Santos diz que Ganso está curado, deu-lhe sinal verde para jogar.

O preparador físico do clube também o liberou.

É fato que quem não joga há muito tempo, mesmo que esteja em boas condições físicas, sente dificuldade quando volta aos campos.

Então suponhamos que PHG tenha gás para jogar em seu nível habitual por 60 minutos, por exemplo.

O que você faz?

Deixa o cara no banco e fica olhando para o relógio, em plena final de Libertadores, para fazer uma substituição no meio do primeiro tempo?

Faz a substituição no intervalo, quando ninguém sabe em que situação a partida estará?

Ou o manda para o jogo, investe no melhor e toma decisões conforme a necessidade de tomá-las?

Para mim, a questão é simples. Ganso tem de ser titular porque está disponível e o Santos é muito melhor com ele.

Não se deve programar jogos decisivos. Deve-se disputá-los.

Mesmo porque, se PHG não estiver em campo desde o início e algo der errado, o questionamento será eterno.

E o arrependimento também.



  • Leonardo atleticano

    André, para mim, um ítem pesa mais do que qualquer outro. Ganso está louco para voar, bater suas asas para o hemisfério norte. Que ele vá, deixando uma contribuição nesse título importante. Há um ano ele não tem produzido nada, mas cobrado bastante, já passou da hora de mostrar seu valor.

  • Leandro Azevedo

    Sem duvidas… ate pq o Ganso eh o tipo do jogador que pode decidir o jogo com um passe, e para isso nao precisa estar 100% bem fisicamente.

    E eh melhor ter o PHG desde o comeco para tentar decidir o jogo logo do que esperar para colocar ele em campo para “buscar” o resultado caso o Santos esteja em desvantagem.

  • Anna

    See stá liberado pelos médicos, Paulo Henrique Ganso tem que jogar. Assino embaixo.

  • Edouard Dardenne

    É isso, não tenho dúvidas de que você está certo. No primeiro jogo, acho, Cleber Machado perguntou para o Caio e para o Casagrande se a variação no ritmo de jogo, imposta pelo Santos, era programada ou casual. O Casagrande deu uma resposta óbvia pelas palavras, mas muito esclarecedora. Disse qualquer coisa do tipo: “ojogador não pensa muito nisso. É final de campeonato e ‘o jogo é jogado’, é no campo, decidido ali”. Acho até que os técnicos fazem planos sobre como o time deve atuar, etc.. Eu não acho, por exemplo, que o Penarol venha com tudo hoje à noite. Mas entram em campo também o imponderável, os sentimentos, o clima do jogo, a torcida, o peso da camisa.
    Até quem já jogou algum coisa pelo time da escola conhece a sensação de experimentar o clima de uma final. É essa sensação que me faz achar que o formato de pontos corridos pode até servir para definir o melhor time, mas como disputa, pelo show e pela emoção, é imprestável.
    Um abraço.

  • Marcelo Coelho

    Concordo com você. Sem restrições.

  • Regis Carreira

    André – concordo que o PHG deve jogar. Final de campeonato, utiliza-se o que tem de melhor.
    Uma pergunta – vc estará na Argentina cobrindo Copa América?

    Abs

    AK: Não, não irei à Argentina, por causa do SportsCenter. Por um lado é uma pena, porque a Copa América é uma competição muito legal. Mas não dá para conciliar todas as coisas. Um abraço.

  • Sem falar que o Ganso sempre me deu impressão de sobrar fisicamente. Se ele estiver com 70% da forma, guenta os 90 minutos…e ainda dá dura no Muricy se tentar sacá-lo!

  • Joao

    Tem que jogar ou tem de jogar? Eis a questão.

    AK: Outra questão simples. Um abraço.

  • Alexandre

    Convenhamos, “PHG” é feio demais, hein!
    Escreve logo “Ganso” que são só duas letrinhas a mais e poupa o Caps Lock. 😉

    AK: E quando eu tiver de escrever o nome dele, de novo, na linha de baixo? Um abraço.

  • Sergio

    Concordo plenamente. O jogo com e sem PHG é totalmente outro.
    Aliás, depois da sua coluna no Lance “O PAÍS DO PRESENTE”, estou com medo de acreditar cegamente em tudo que você escrever, por mais absurdo que seja. Um texto fantástico!

    Só um detalhe: não seria “Não se deveM programar jogos decisivos.” ?

    AK: Não. Um abraço.

  • Fernando Nekrycz

    A observação do colega Sérgio está correta, tendo em vista que no referido caso o “se” é um pronome apassivador e não índice de indeterminação do sujeito.

    Estaria no singular caso o verbo fosse transitivo indireto ou intransitivo.

    Transcrevo o que diz o brilhante Napoleão Mendes de Almeida:

    A concordância verbal de orações passivas em que entra “se” exige cuidado quando além do verbo principal há um infinitivo; o sujeito é ora o substantivo, com o qual o verbo principal concordará, ora o próprio infinitivo, e neste caso o verbo principal ficará no singular. De um prático podemos valer-nos: apassivar a mesma oração com o verbo ser; se o verbo for para o plural, para o plural irá o verbo principal da oração apassivada com o se; no singular ficará, se tal não se verificar:

    As instruções devem ser interpretadas – não é assim que dizemos, com devem no plural? Logo: Devem-se interpretar as instruções, com o verbo principal no plural.

    Por fim, concordo com sua observação sobre a escalação do Paulo Henrique.

    Grande abraço.

    AK: Sua explicação me dá razão. No caso, o sujeito é o próprio infinitivo (programar), e o verbo, como está escrito, fica no singular. Na frase que você usa como exemplo (“As instruções devem ser interpretadas), o sujeito é “as instruções”, e o verbo vai para o plural. Como ilustração: o correto é “não se deve dormir menos de oito horas”, ou “não se devem dormir menos de oito horas”? Um abraço.

  • Leandro Monteiro

    André,

    o Fernando e o Sergio parecem estar certos. No exemplo que você deu, o verbo “dormir” é intransitivo…. logo não há que se falar em pronome apassivador. Na frase “Não se deve programar jogos decisivos”, ao ser convertida para a forma ativa (“jogos decisivos não devem ser programados”), o verbo “dever” fica claramente no plural, e assim deveria permanecer na forma passiva (“Não se devem programar jogos decisivos”, portanto) – exatamente como ocorre no exemplo do prof. Napoleão, brilhantemente lembrado pelo Fernando (“As instruções devem ser interpretadas” = “As instruções devem ser interpretadas”.

    Aproveito a oportunidade para mandar um grande abraço ao colega Edouard!

    Abraços!

  • Sergio

    O sujeito, no caso, é “programar jogos decisivos”:
    “Não se deve (programar jogos decisivos)”

    Mais uma para se aprender com você, AK! Desculpe a minha correção infundamentada.

    E, voltando ao mais importante, vamos PHG e vamos Santos! (e fica Neymar!)

    Um abraço.

    AK: Cara, independentemente do resultado do “debate”, desculpas não são necessárias. Obrigado pelos comentários. Um abraço.

  • Luis

    Na verdade ambos estão certos nessa discussão gramatical, segundo uma professora de gramática…

    http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=59&rv=Gramatica

    Não é só sobre esporte que se aprende no blog do AK…

    Parabéns pelo blog… sempre muito bom!!

    Abs.

  • Marcos Vinícius

    Legal a discussão sobre gramática.Válida e fundamentada.

    Blog do Lance!também é cultura.

  • Rita

    Primeira página do UOL: “Ganso acerta 100% dos lançamentos e 94% dos passes na final”
    Paulo Henrique é qualquer coisa…

    A torcida tem esse lance de pé atrás com ele, mas por favor, com o Ganso o Santos é muito melhor!!!

    André, pena que vc não cobrirá a Copa América.
    Lembro-me da de 2007 que eu não queria nem ouvir falar em Seleção, consequencia de Weggis, meião, pesos-pesados, e tudo mais, no entanto, o Blogol me fez acompanhar TODA a competição, não via reportagens, nada, só o blog e suas histórias sob aquela temperatura amena de 40 graus.
    Foi massa!

    AK: Obrigado. Aquela cobertura na Venezuela foi legal demais. Um abraço.

MaisRecentes

No banco



Continue Lendo

É do Carille



Continue Lendo

Campeão de novo



Continue Lendo