CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Raphael escreve: Por que em determinados jogos o narrador e o comentarista viajam até o local da partida e em outros eles narram e comentam vendo o jogo pela tv?

Resposta: Custo, na maioria das vezes. Para mandar uma equipe a um estádio, gasta-se dinheiro com deslocamento, diárias e hotel. Quanto mais longe, mais caro fica. Narrar um jogo sem ir ao estádio, vendo pela TV, é o que se chama de transmissão off-tube. Isso se faz em televisão e em rádio. Mas para quem vai narrar e comentar um jogo de futebol, ou de qualquer outro esporte, não há comparação entre estar e não estar no local.

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Sérgio escreve: Por que nas colunas e no seu blog, você se refere ao jogador Ganso como PHG?

Resposta: Economia de caracteres.

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Roger escreve: Qual é a competição esportiva que você ainda não cobriu e mais gostaria de ver?

Resposta: A Volta da França de ciclismo. Mas teria de ser numa situação especial. Gostaria de cobrir a Volta para um veículo impresso ou de internet, mandando textos diários. Quero ir com minha família, um carro alugado e um laptop, sem me preocupar com tudo o que envolve (fazer a barba, por exemplo) uma cobertura para a televisão. É um projeto pessoal, que pretendo realizar quando minhas filhas ficarem maiores. Vinte e poucos dias viajando pela França, no verão, à base de baguetes e vinho nacional. Não sei se elas se divertirão tanto quanto eu. Provavelmente não.

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Luis escreve: André, quero perguntar sobre as ameaças do árbitro (Carlos, em Peñarol x Santos) Amarilla ao Neymar. Você não acha que um árbitro não deveria entrar nesse tipo de discussão com um jogador? Não estou defendendo o Neymar, que é cai cai mesmo. Mas o que o árbitro ganha ameaçando um jogador?

Resposta: Alguns centímetros para seu ego. Os cartões que um árbitro carrega em seu bolso existem para que ele não precise falar com os jogadores. Foram criados para superar a barreira da linguagem em jogos internacionais. Mas tirar de um árbitro o distintivo de “xerife do campo” é das coisas mais difíceis que existem. Eles precisam se sentir as maiores autoridades do pedaço. E mesmo que as simulações de faltas sejam vistas como tentativas de ludibriar um árbitro (consequentemente prejudicando sua atuação), fazer ameaças a um jogador é ridículo. Árbitro bom é aquele que ninguém nota. Nem quem está em campo.

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Uma vez mais, obrigado pelas mensagens. Até o sábado que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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