NOTINHAS PÓS-RODADA (e as lições da NBA)



A quarta jornada do BR-11:

* Borges marcou o gol de empate do Santos contra o Cruzeiro (1 x 1: Montillo fez o gol mineiro – 6.073 pagantes na Arena do Jacaré), aos 44 minutos do segundo tempo. Parece que joga no Santos há anos.

* O Cruzeiro, que estreou seu novo terceiro uniforme – verde – teve um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo.

* Excelente primeiro tempo do São Paulo, na vitória (3 x 1: Casemiro, casemiro-contra, Marlos e Jean – 14.671 pagantes no Morumbi) sobre o Grêmio.

* O futebol ofensivo sempre será elogiado neste blog.

* O empate entre Avaí e América-MG (2 x 2: Alessandro, Julinho, Fábio Júnior e Cássio – 3.764 pagantes na Ressacada) foi o tipo de resultado ruim para os dois.

* O Avaí vinha de 3 derrotas seguidas. O América-MG, de duas.

* A noite de sábado teve a apresentação de Juninho e a entrega das faixas de campeões da Copa do Brasil, em São Januário.

* Mas (com 5 titulares) o Vasco sofreu o empate (1 x 1 com o Figueirense: Elton e Aloísio – 14.680 pagantes) aos 44 minutos do segundo tempo.

* Em outro jogo decidido no final, Internacional e Palmeiras empataram (2 x 2: Márcio Araújo-contra, Rodrigo-contra, Luan e Leandro Damião – 18.559 pagantes no Beira-Rio) com dois gols contra.

* Meus parabéns a Marcos Assunção, por defender um companheiro das agressões de desocupados.

* Primeira vitória em casa do Atlético Goianiense (4 x 1 no Ceará: Thiago Humberto, Anselmo-2, Adriano e Bida – 2.140 pagantes no Serra Dourada). E o placar poderia ser maior.

* O Ceará (décimo-quinto, 4 pts) não consegue repetir o bom início de campeonato do ano passado.

* Para o atacante Willian, a transição Figueirense-Corinthians (2 x 0 no Fluminense: os 2 dele – 18.400 pagantes no Pacaembu) tem sido suave.

* Abel Braga reestreou pelo Fluminense e gostou de seu time no segundo tempo. Com razão.

* O Coritiba fez um gol antes dos 2 minutos, mas não aguentou a velocidade do Botafogo (3 x 1: Bill, Maicosuel, Elkeson e Alex – 6.332 pagantes) no Engenhão.

* O time paranaense precisa esquecer a derrota na Copa do Brasil.

* O Atlético Paranaense marcou o primeiro gol e pontuou pela primeira vez no campeonato, mas não venceu (1 x 1: Madson e Deivid – 19.036 pagantes na Arena da Baixada) o Flamengo.

* Terceiro empate seguido do rubro-negro carioca.

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Depois de uma série tão boa entre Dallas Mavericks e Miami Heat, é realmente uma pena que a temporada da NBA tenha acabado.

Mas acho que ninguém discordará que o troféu ficou em ótimas mãos.

Dirk Nowitzki joga em Dallas desde 1998. O fato de ter levado seu time ao título, após várias temporadas infrutíferas que serviram até para que sua capacidade fosse questionada, é algo simbólico.

Aconteceu à custa do time que se formou, numa engenharia financeira muito bem feita por seus executivos, com a saída de LeBron James do Cleveland Cavaliers.

A decisão de James será sempre criticada, independentemente de gerar títulos ou não.

Como já disse aqui, é direito de cada um cuidar de sua vida profissional como bem entender. A conversa não é sobre direitos.

É sobre jogadores que entraram para a História, como o alemão acabou de fazer, conduzindo suas equipes ao triunfo.

O Dallas Mavericks é o time de Dirk Nowitzki.

O Miami Heat provavelmente nunca será o time de LeBron James. Ele não foi o principal jogador do Heat nem na temporada regular e nem nos playoffs.

Esse jogador foi Dwayne Wade, que defende o time desde 2003. O Heat é o time de Wade.

Intrigante como é a percepção das coisas. É fácil torcer contra LeBron James, rotulá-lo como um astro ganancioso, que trocou seu legado por um título “financiado”.

Bem mais fácil, por exemplo, do que torcer contra Jason Kidd, que tem no currículo pessoal uma prisão por bater na mulher.

Mas, claro, nada é mais fácil do que torcer para Dirk Nowitzki, jogador excepcional que é, também, um líder.

É bem possível que os Mavericks tenham arrancado para o troféu quando o alemão declarou que Jason Terry precisava ser “mais decisivo”.

Terry foi o jogador que tatuou o troféu Larry O’Brien no braço, antes da temporada começar. E o jogador que confessou que teve de se conter para não “fazer uma bobagem” no jogo 2 da série.

Foi quando Dwayne Wade matou uma bola de 3 pontos para deixar Miami em vantagem de 15, com 7 minutos por jogar. O Heat vencia a série por 1 a zero.

Wade e James fizeram uma dancinha na frente do banco dos Mavs, cena (a) notada pelo time texano.

Quatro jogos depois, festa em Miami, em Dallas, na Alemanha e, lógico, em Cleveland.



  • Leandro Azevedo

    O Ceara ano passado teve a “sorte” de ter um time montando e “voando” fisicamente enquanto o restante dos times ainda se acertava no brasileirao… tanto que depois da volta da copa do mundo, o rendimento do time foi bem abaixo, e nao teve as facilidades do comeco do campeonato.

    Quanto a NBA, o titulo ficou com quem mais mereceu. E hoje, o LeBron eh mais ou menos o A-Rod e o D-Wade o Jeter se fizermos um comparativo… um eh mais talentoso e tem um potencial de ser um dos melhores de todos os tempos, enquanto o outro tem o carisma e a vontade de ser “o cara” nos momentos decisivos.

    Tenho alguns amigos que moram em Cleveland, e por videos que vi e o que me contaram, comemoraram la “quase” o mesmo tanto que em Dallas hehe

    Abraco

  • Lebron não é um vilão. André, você acha que seria possível uma volta de James ao Cleveland, numa espécie de busca pela redenção?

    abraços!

    AK: Nada é impossível. Mas isso chega perto. Um abraço.

  • Rodolfo

    Merecido o título do Dallas. Aproveitando te pergunto quem foi o melhor jogador da NBA essa temporada na sua opinião. Achou merecida a escolha do Derrick Rose como MVP?

    AK: Totalmente. Um abraço.

  • Paulo Amorim

    Andre, o ódio de Cleveland pelo LeBron vai além do simples fato de ele mudar de equipe. Passa pelo fato, claro, de ele ser “cria da terra”, e ter “ignorado” as raízes; mas (e acho que principalmente) também pelo fato de ele anunciar sua saída ao vivo na ESPN, sem uma negociação, por mais remota que fosse, com a direção da franquia.
    Conversando com um americano fã de basquete, ele comentou que esse comportamento (e, veja bem, ele reforçou que foi o comportamento, e não a saída em si) desapontou não só os fãs de Cleveland que o viam como ídolo, mas também muitos fãs de basquete que o tinham como o possível sucessor do M. Jordan (principalmente aqueles que não acreditam em Kobe como tal).
    Concordo que cada um faz o que quer da carreira profissional. Mas alguns comportamentos são, sim, condenáveis. Não é O QUE, mas o COMO se faz.

    Abraço!

  • Marcel Souza

    Texto perfeito sobre a NBA. O mais bonito dessa história é saber que ano passado após mais uma decepção nos play-offs, o Dirk foi questionado novamente, e como seria um free agent todo mundo o perguntava se não era hora de buscar outro time pra tentar o título. O alemão resolveu ficar (renovou por 4 anos) e disse que não tinha porque sair do time de Dallas, que era ali que ele se sentia bem e era ali que ele tinha que ganhar o título. A emoção que ele transparecia naqueles segundos finais, quando ele correu pro vestiário pra chorar, foi tocante. Além de tudo o Dallas é um time de veteranos, mas nenhum tinha ainda o anel de campeão. É um título especial, sem dúvida.

  • Alexandre

    O LeBron tinha todo o direito de sair do Cleveland, mas não da forma como fez.
    Em nenhum lugar do mundo, em nenhum esporte, os torcedores toleram quem cospe no prato que come.

  • Marcos Nowosad

    Atitude, forca mental e emocional fazem parte dos atributos de um atleta (alguns chegam a dizer contribuem 50% para o sucesso de um atleta).

    Por isso acho um engano dizer que LeBron James tem o “potencial” para ser o melhor jogador de basquete de todos os tempos. A equacao nao e’ somente tecnica.

    LeBron James precisa mostrar que tambe tem os atributos de forca mental e emocional, para podermos dizer que temos um candidato em potencial a “melhor de todos os tempos” (independentemente de titulos).

  • Valmor

    Acho que foram as melhores finais da NBA em muitos anos. Parabéns pelo texto, gostei muito. Talvez o único reparo que faria foi na tua alusão a prisão do Jason Kidd, brilhante armador, que corria o risco de se aposentar sem o seu merecido anel da NBA. Não que o fato não mereça registro, apenas o pouparia no dia seguinte ao maior feito da sua carreira.

    AK: Foi uma menção que achei pertinente, ao tocar no tema da rejeição a LJ. Kidd é um extraordinário jogador de basquete. Um abraço.

  • Por falar em James… E o Carpegiani, hein? Elementar, meu caro. Pode escrever: o São Paulo vai ter o futebol mais bonito e divertido do BR-11, enquanto não acharem o ¨substituto¨ do ex-futuro-ex-técnico.
    Um abraço!

  • Anna

    Sensacional o título do Dallas. Esse alemão é fora de série! Bem feliz!

  • Edney

    Grande Andre, belo texto, como sempre. Entretanto, ficou visivel nos minutos finais (3) do jogo 6 que há alguma coisa de errado entre o time de Miami.. ninguém queria arremessar.. a bola queimou nas mãos de Wade, Bosh, todos procurando James, até um arremesso de 3 que deu alguma esperança para os Heat.. e o Charles Barckley comentando pela ESPN que o James que poderia ser comparado com MJ… sinceramente, pra mim algo parecido com a comparação entre Messi e Pele, apesar do Messi estar vencendo tudo.. e convencendo… abraço. Edney

    AK: Creio que já é um absurdo comparar James a Messi. Talento à parte, Messi é vencedor. E decisivo. Um abraço.

  • Alex

    As finais da NBA foram emocionantes, mas tecnicamente deixaram a desejar. O título nas mãos dos Mavs foi o que poderia acontecer de melhor mesmo.

    Lebron James foi decepcionante. Se ele não tomar o próximo campeonato na mão, e sozinho, vai se tornar o maior “enganation” do basquete.

  • murilo sc

    Ola Andre, jornalista Cacau Menezes aqui de Santa Catarina que mora em Florianopolis, postou em seu blog, que apos a posse da tambem catarinense Ideli Salvatti na Secretaria de Articulação politica, que sua grande missão sera conseguir a aprovação, no Senado, quarta-feira, da medida provisória que permite realização de obras para a Copa do Mundo praticamente sem licitação. Andre, ha alguma chance de alguem intervir? sei que nosso pais existe petroleo jorrando nos poços do governo, que são os impostos, mas qual sera o rombo deixado apos uma copa e uma olimpiada feita no Brasil? Gostaria de fazer alguma coisa, mas não sei a quem me dirigir nem o que fazer. Desculpe o desabafo. Abraços e sucesso.

  • Denilson

    Só faltou falar de um dos jogos da rodada: Bahia x Atlético.

    AK: Vixe… escapou. Foi mal. Um abraço.

  • Nilton

    Nas finais da conferencia James massacrou o Rose nos instantes finais dos ultimos jogos, garantindo a vaga na final para o Miami, mas depois que vi o Barea pegar um reborte ofensivo e receber uma falta de ataque do James deu para ver que tinha algo errado com o Heat e que o titulo iria para Dallas.

    Faltou alguem para assumir a responsabilidade e falar “manda a bola para mim que eu resolvo”. O Heat estava mais preoculpado em perder do que em ganhar.

    Os James/Bosh/Wade tem tudo para serem campeão somente precisa pegar umas aulas de “humildade” e como agil em finais com o Romario.

  • thiago

    Meu único porém ao texto é a menção à prisão de JKidd. Se for assim, fica difícil né André.. o Kaká fazia doações para traficantes internacionais de dólares, Adriano deu moto pra traficante, Edmundo bateu com o carro matando pessoas, Maradona cheirava pó, Ryan Giggs (olha só!) pegou a mulher do colega, Garrincha fez filho e largou de mão com umas 156 mulheres, e milhões de etc. Eu detesto o LJames pelo q ele fez no basquete (tanto a perfomance dele em jogos decisivos, quanto à imaturidade demonstrada nas finais, quanto à transferência Cleveland-Miami, etc) e gosto do Kidd pelo q ele fez no basquete. Mas é isso aê, abração

    AK: Como já expliquei: essa parte do texto trata da rejeição a James, por conta de suas atitudes. A menção a Kidd teve o propósito de mostrar como coisas são percebidas de formas diferentes. Um abraço.

  • thiago

    E ainda teve o Michale Vick, meu ídolo na NFL! O safado arrebentou zilhões de cães em rinhas!!!

  • Emerson L. Fonseca

    Quer apostar que o presidente do corinthians, vai se afastar do Ricardo teixeira.
    Eu acho que é o melhor a ser feito, pois quando vc esta perto de alguma coisa que cheira mal, vc fica fedendo tb!!! enquanto estavam proximos na copa, articularam tudo em relação a copa, agora e a famosa saida pela esquerda pois o reino de Ricardo esta por um pentelho e a FIFA todos sabem como esta. Não sei não, acho que até a copa a FIFA explode. Eu acho é bom!

  • André, o Dirk não é o cara que pagou o seguro do próprio bolso para defender a seleção da Alemanha em Pequim-2008?

    AK: Não me lembro se foi exatamente em Pequim, mas ele já fez isso. Um abraço.

  • Rafael Wuthrich

    Nunca vi um título tão merecido – se é que isso é possível. LeBron sumiu nas finais – a atuação no “crunch time”, como bem observou o Everaldo Marques, foi ridícula – e sem Wade na melhor forma, o Miami foi presa fácil, sobretudo jogando sem técnico só com base na individualidade.

  • Rafael

    André, vi a série contra os meus Bulls e dava a impressão, sinceramente, que a única coisa que LeBron fazia de bom era marcar o Rose. De resto, uma nulidade. Enquanto isso, quem realmente decidia era Wade – e a vitória mascarou as atuações ruins de James. Vieram as finais e, após um primeiro jogo primoroso do Heat, e a entrada de Barea no lugar de Terry como co-armador (tirando a sobrecarga de Kidd), Dirk Nowitzki voando mostrou que o Miami estava perdido, principalmente James. O jogo que melhor retrata a série é o jogo 5: Wade saindo machucado, fora 1 quarto e meio, os reservas se matando para manter o time no jogo e LeBron omisso, com pouquíssimos pontos de quadra e nenhuma infiltração, além de passar a bola aos reservas como se fosse uma batata quente, deixando a responsabilidade de decidir com novatos ou reservas, como Bibby, Miller ou Chalmers. As atuações pífias dele no último quarto ressaltam isso e o triplo duplo não fez a mínima diferença. Com Wade no sacrifício e sobrecarregado, e Bosh fazendo o máximo que podia dentro de sua regularidade – lembremos que suas atuações foram medianas e abaixo do que vinha fazendo muito em função da excelente atuação de Tyson Chandler – era de LeBron a responsabilidade de decidir. E ele fugiu dessa responsabilidade. Era ridículo vê-lo passando a bola para um lado e para o outro sem tentar decidir ou trabalhar a bola de maneira eficiente.

  • Juliano

    Excelente texto sobre a NBA. Jogador de basquete que sou, torci para o Dallas, mesmo sendo fã incondicional de Wade. Gostava do LeBron, no Cavs. Mas ele já mostrara, lá mesmo, nas finais de conferencia contra o Celtics, que amarela no ultimo quarto. O dono da franquia achava proposital, para no ano seguinte mudar de ares, como ele realmente fez. Mas… novamente nao decidiu. Não decidiu quando o time era dele (Cavs) e não decidiu no time do Wade. Esse sim, levou o time às finais e foi MVP mesmo tendo Shaq no elenco – que naquele ano, já começava o término da carreira. Wade já tem seu anel. Agora Dirk tem o seu, extremamente merecido. Assim como Kidd merecia – esse já trocou de time várias vezes, mas nunca foram vistas como trocas mercenárias como a de James. Lebron, que se autoproclama rei, nunca o será. Mesmo que venha a ganhar títulos e se tornar MVP. Hoje, é um arremedo de Kobe Bryant, esse sim o que mais chegou próximo de Michael Jordan. Colocar James e Jordan numa mesma frase é blasfemia. Lebron entrará para história, da forma que está entrando, da forma pela qual nos referimos a ele. Mesmo ele não sendo um perna de pau… pois é um craque… tem habilidades sensacionais… se tornará um Denílson, no máximo um Robinho, mas nunca um Messi, Pelé? Jamais!

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