É BOM SER VASCO, DE NOVO



Para um time, qualquer time, que foi rebaixado para a Série B, voltar resolve apenas metade do problema.

O retorno à Série A não significa necessariamente que o time recuperou sua estrela, sua auto-estima e a de seus torcedores.

Para conseguir isso, é preciso ser campeão.

Vasco e Coritiba estavam, ambos, nessa situação na decisão da Copa do Brasil.

Recentemente rebaixados, recuperados e diante de um título redentor.

O jogo no Couto Pereira (exclusivo para quem tem TV fechada no Estado de São Paulo) foi espetacular, eletrizante.

O tipo de jogo que engana o telespectador, que toma o caminho que a gente não espera.

O Vasco foi frio e inteligente ao conseguir o primeiro gol. O Coritiba foi vibrante e controlado ao conseguir a virada.

E quando Edson Bastos falhou no gol de Eder Luís, a sensação era que o Coxa não teria mais como dar emoção ao jogo. Mas deu, e como.

Eu não marcaria o pênalti reclamado de Dedé em Leonardo. E não acho que a conversa sobre o jogaço de ontem deva ter esse lance como ponto central.

O Coritiba não foi campeão, mas sai da Copa do Brasil como um time interessante, que pode e deve ter objetivos no BR-11.

O Vasco ficou com o título, o primeiro em 8 anos. Um título que devolve ao torcedor o orgulho de ser vascaíno e enterra, de vez, o período de trevas que dominou o clube por um longo tempo.

O nome ligado a esse período não merece aparecer num post em que se enaltece o Vasco da Gama.

Antes de terminar, preciso me penitenciar: não achava que Ricardo Gomes conseguiria reerguer o Vasco, e escrevi isso.

Sim, o time foi reforçado, melhorou desde que ele chegou. Mas Ricardo merece todos os elogios por comandar o Vasco até a noite feliz em Curitiba.

O título também é dele.



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