PROCURANDO JAMES



Lamento a demora para cumprir a promessa feita na segunda-feira, de escrever sobre a NBA. Vários imprevistos entraram no caminho, entre eles uma queda de energia, tv e internet que me impediu de ver ao vivo o quarto jogo da série entre Miami e Dallas.

Mas o vendaval que assustou São Paulo, ontem, criou problemas muito mais graves para boa parte da população, de modo que não é justo reclamar. E após o tempo necessário para me atualizar das coisas, aí vai:

Bom… LeBron James marcou apenas 8 pontos e sou obrigado a começar por ele.

Oito pontos… sério, até para um fã como eu, fica difícil defender o rapaz.

Quando um time perde por 3 e seu maior astro fica tão abaixo do que normalmente produz, a explicação já está pronta. E no caso de James, a expectativa é tão grande que as coisas parecem piores do que são.

Óbvio, foi só um jogo e ele ainda terá suas chances de se recuperar. Mas há alguns pontos interessantes a conversar.

James é um jogador de futebol americano numa quadra de basquete. Como não me canso de repetir, ninguém é tão grande, tão forte, tão rápido e tão atlético. Ninguém.

Por que raios ele não leva a bola para a cesta em, pelo menos, metade de suas posses, é algo que desafia a compreensão. Na maioria das tentativas será cesta, falta, ou cesta e falta.

A ausência desse tipo de jogada sugere cansaço, como se especula. Entendo. Mas LeBron James tem 26 anos e está diante de sua maior oportunidade de ganhar um título. Não é intrigante?

Também é intrigante o fato de James ter feito sua pior atuação um dia depois que os Mavericks começaram uma guerrinha psicológica.

Disseram que ele não aguentaria o ritmo, que não conseguiria marcar Jason Terry no final do jogo. E agora o vestiário de Dallas está convencido de que deu certo.

O empate em 2 a 2 está de excelente tamanho para os Mavericks. Novitzki é um departamento médico ambulante, Kidd tem 38 anos, Terry estava desaparecido até ontem à noite. O time está em modo de sobrevivência.

E o Heat tenta entender como, no jogo em que Bosh finalmente deu as caras e Wade teve outra noite sobrenatural, James não foi visto no ginásio.

O Miami Heat já abriu duas portas para seu adversário na série. Isso é extremamente perigoso.

LeBron James não tem como fugir: para acabar com os questionamentos a respeito de seu jogo, de sua força mental e de sua capacidade de decidir, ele precisa ser um diferencial a favor de seu time nesse playoff. E precisa ser campeão.

Estou torcendo, e muito, para que essa conversa chegue ao sétimo jogo.



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