CAIXA-POSTAL



De volta.

Aos temas da semana:

Karlo escreve: Olá André, jogo rápido: se a ESPN te desse a opção de escolher apenas um destes jogos para cobrir, qual seria sua escolha:

Brasil x Espanha – final de Copa do Mundo
Brasil x Argentina – final de Copa do Mundo
Santos x Barcelona – final do mundial
Barcelona x Real Madrid – como a série de clássicos que aconteceram neste ano
Superbowl – com seu time preferido de futebol americano

E se, em vez de trabalhar, você recebesse o convite para assistir aos mesmos jogos, qual seria sua opção?

Resposta: Para cobrir ou apenas assistir, minha escolha seria a mesma: Brasil x Argentina na final da Copa do Mundo. São as duas principais escolas de futebol, num jogo que nunca aconteceu. Épico.

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Caio escreve: Em algum post aqui no seu blog você nos contou que os três maiores jogadores que já viu foram Zidane, Ronaldo e Maradona. Todos craques indiscutíveis, sucesso absoluto por onde passaram e com algo em comum : protagonistas em uma copa do mundo. O que você pensa sobre essa obrigação que quase todos os profissionais que trabalham com futebol falam, que para que se possa colocar um atleta no hall dos “Deuses da bola” ele precisa ter sucesso também na seleção? Você não acha que o Messi já chegou lá, mesmo que (ainda) não tenha tido um momento brilhante com a camisa da seleção Argentina?

Resposta: A questão é que a carreira na seleção será sempre usada na comparação. Se Messi não protagonizar esse momento, o comentário “era um gênio, mas não fez pela seleção argentina…” será feito em todas os debates. Essa é uma conversa complicada, porque se trata de uma análise individual de um jogador num esporte coletivo, muitas vezes em eras distintas, sem que se leve em conta, por exemplo, as diferenças de qualidade dos companheiros que jogaram com ele. Não tenho dúvida de que, falando apenas em talento exibido, Messi já chegou lá. Mas quando se fala em “deuses da bola”, a Copa do Mundo tem peso.
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Luiz Fernando escreve: Parabéns pelo trabalho. Em um post você escreveu a seguinte frase sobre o Neymar “teremos uma ideia mais clara quando o virmos enfrentar marcações mais competentes”. Disse isso com relação ao sistema de marcação na Europa, que você acha melhor do que aqui, ou com relação a qualidade individual dos zagueiros? Na minha opinião, individualmente não perdemos para os zagueiros que atuam na Europa. E sobre o sistema de marcação, você acredita que a sua “incompetência” é culpa dos nossos treinadores ou jogadores?

Resposta: Obrigado. É uma simples comparação entre as realidades do futebol na Europa e na América do Sul. Os melhores jogadores do mundo (brasileiros incluídos, obviamente) estão nos principais centros do futebol europeu. Quando Neymar estiver lá, a análise será mais completa. Mas, como escrevi no mesmo post, suspeito que o resultado será o mesmo.

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Rogério: Sempre leio suas colunas no lance! e seus posts no blog, e tenho uma questão que me deixa muito intrigado. Na Inglaterra, o técnico Alex Ferguson comanda o Manchester United há décadas. O mesmo ocorre com Arsene Wenger, do Arsenal. Por que a federação inglesa de futebol, ao invés de chamar um estrangeiro, não convida um deles para comandar a seleção?

Resposta: Bem… ambos são estrangeiros. Ferguson é escocês e Wenger, francês. Ferguson já foi técnico da seleção de seu país e, convidado pelo menos duas vezes, rejeitou a seleção inglesa. Wenger também já declarou que não tem interesse. Esses dois treinadores têm posições muito especiais em seus clubes, por isso as ocupam há tanto tempo.

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Como sempre, muito obrigado pelas mensagens. Até a semana que vem.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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