NOTAS PÓS-RODADAS



Que a Copa Libertadores seja uma competição caracterizada por arbitragens mais permissivas, jogos mais violentos e visitas a estádios inóspitos, tudo bem.

Faz parte do que é jogar futebol na América do Sul.

Significa que você precisa montar um time que suporte essas condições e ir à luta.

Mas nenhuma competição de futebol profissional pode ter cenas como as que vimos ontem, no empate que classificou o Santos (3 x 3 com o Cerro Porteño) para a final.

A responsabilidade, claro, é da Conmebol, que é tão inerte que parece gostar desse tipo de episódio, em que ônibus de delegações são apedrejados e o mesmo acontece com a torcida, técnico e jogadores visitantes durante a partida.

É “o clima” da Libertadores…

Dá a impressão que a Confederação Sul-Americana tem saudade da época em que não havia controle de doping e transmissão pela televisão, quando se praticava todo tipo de barbaridade e nada acontecia.

No jogo, o gol de Zé Eduardo deu a falsa impressão de que não teríamos emoção em Assunção. Mudei de canal e fui a São Januário (mais sobre a Copa do Brasil adiante). Mas os avisos de mudança no placar no Paraguai me obrigaram a voltar.

Em quantidade de talento, o Santos é fácil o melhor time da Libertadores. Será favorito contra Peñarol ou Vélez Sarsfield.

Pessoalmente, gostaria de ver os uruguaios na decisão. Uma final entre Santos e Peñarol teria algo de romântico, um encontro de duas camisas que nos remete a um outro tempo.

Desde que, é claro, as referências não incluam o que acontecia na Libertadores quando, mais do que vencer jogos, era preciso sobreviver a eles.

Entre Pacaembu e Morumbi para a partida de volta das finais, a decisão deveria ser puramente técnica. O Santos deveria escolher o local onde o time preferir jogar.

______

Não há time que rejeite o placar de 1 x 0, em casa, no primeiro jogo de um mata-mata. A vantagem do Vasco na decisão da Copa do Brasil é boa.

E se lembrarmos que nas últimas três fases o time não venceu em São Januário, o resultado fica melhor.

Na maior parte do jogo, a disposição ganhou da técnica. É o que normalmente acontece em finais. Os jogadores mais experientes do Vasco fizeram um bom papel no sentido de controlar o time.

O Coritiba marcou muito, mostrou que tinha um plano e o seguiu à risca. Foi superado num lance em que a técnica de Alecsandro foi decisiva.

Os dois times têm motivos para ir ao Couto Pereira confiantes. O Vasco está invicto como visitante na Copa do Brasil.

O Coritiba venceu todos os jogos em seu estádio, e só tomou um gol.



MaisRecentes

Decisões



Continue Lendo

Plano B?



Continue Lendo

Pendurado



Continue Lendo