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Ok, vamos fazer isso rápido. Estou muito além do cansaço.

Levarei dois momentos de Wembley: um é a entrada da taça no gramado, carregada pelos famosos guardas ingleses. O outro é Abidal a erguendo, por gentileza de Puyol.

Duas cenas que revelam nobreza. Como estamos em Londres, nada mais apropriado.

O jogo começou de um jeito interessante. Havia um time impetuoso em campo, e esse time não era o Barcelona. De acordo com Daniel Alves, nada mais do que a velha e boa ansiedade.

Fato é que o jogo logo encontrou sua dinâmica habitual: o Barcelona com a bola, seu adversário correndo.

O passe de Xavi para o gol de Pedro é desses lances que deveriam estar na capa dos manuais de futebol.

Mas até o melhor time do mundo falha. A jogada do gol inglês, bonita tabela entre Rooney e Giggs, começou num lateral para o Barcelona.

O empate no jogo produziu um empate na História que é quase impossível de acreditar: desde que o formato Liga dos Campeões foi adotado, em 1992-93, Barcelona e Manchester United fizeram (304) e sofreram (159) exatamente o mesmo número de gols.

Mas, no segundo tempo, as diferenças ficaram evidentes.

O gol de Messi (décimo-segundo, igualando o recorde de Ruud Van Nistelrooy) saiu numa jogada em que a defesa inglesa parecia anestesiada. Deu início a um período em que o Barcelona se proclamou dono de Wembley e o United não reclamou.

O golaço de Villa (vale a pena ver a comemoração de Messi, ajoelhado) foi a imagem que faltava para uma vitória simbólica.

Não importa a qualidade do adversário. O Barcelona tem capacidade para reduzir seus oponentes a times frágeis. A média de posse de bola dos ingleses na Champions era de 58%. Na final, foi 37%.

No placar dos escanteios: 6 a zero.

Nos chutes a gol, no alvo: 12 a 1. Sim, o gol de Rooney foi o único chute certo do Manchester United em todo o jogo.

O que estamos vendo é raro e histórico. Creio que desde o Milan de Sacchi não havia um time tão superior aos outros.

Para fechar a noite, o capitão Puyol, que começou o jogo na reserva, cedeu a Abidal o direito de levantar a “orelhuda”.

O francês, sobrevivente de um tumor no fígado, tinha dito que o dia em que voltou ao futebol (jogo de volta das semifinais, contra o Real Madrid) foi o mais feliz de sua vida. Talvez tenha de reformar a frase.

O melhor time do mundo ganhou mais um título. Pense na quantidade de troféus que os espanhóis do Barcelona conquistaram nos últimos anos, por clube e seleção.

Tenho 37 anos. Esse é o melhor time que já vi.



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