NOTAS PÓS-RODADAS



A final do Campeonato Paulista comprovou, uma vez mais, a lei número 1 dos mata-matas: o melhor time prevalece.

O atrativo do formato (isso não é crítica nem elogio) mora na possibilidade de oponentes se encontrarem em momentos radicalmente diferentes na semana dos confrontos.

Já vimos favoritos caírem algumas vezes, diante de adversários que esquentaram na hora “certa”. Mas não veríamos isso acontecer na decisão entre Santos e Corinthians.

Porque o Santos, hoje, não é apenas melhor do que o Corinthians. É muito melhor.

E se a diferença entre os times não estava suficientemente clara, evidencia-se quando observamos que o Santos conquistou o estadual em meio a uma série de jogos e viagens desgastantes.

Enquanto o Corinthians dedicou-se apenas ao Campeonato Paulista.

Por isso, e só por isso, os confrontos deram uma impressão de equilíbrio. O título não estava decidido até os 38 minutos do segundo tempo do segundo jogo, quando Júlio César aceitou um chute juvenil do craque Neymar.

Em condições normais e iguais para os dois times, suspeito que a dúvida não duraria tanto.

Impressionou o fato de o Santos, apesar do cansaço e do limite físico, ter feito um primeiro tempo mais móvel, mais ágil que o Corinthians. O atual time de Tite é previsível, monotemático.

O título está em mãos óbvias. O Santos de Muricy é talentoso como nas últimas temporadas, mas também mostrou que pode ser seguro. O primeiro (e esperado) impacto do técnico foi corrigir a defesa.

O que fica da decisão estadual, para os dois times, revela o tamanho da distância entre eles.

Se conseguir se manter basicamente com o elenco do momento, o Santos é um dos candidatos ao título do BR-11. A questão é como uma possível (provável?) conquista da Libertadores influenciará o segundo semestre do time.

O Corinthians tem muito a fazer. A contratação de Alex é ótima. Mas não resolve tudo.

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A instituição chamada Gre-Nal viveu mais um dia épico ontem.

Na redação da ESPN, enquanto tentava escrever o programa sobre os clássicos espanhóis (aos interessados: em breve, informarei dias e horários das exibições), dividia minha atenção entre duas telas. Uma mostrava Santos x Corinthias. A outra, Grêmio x Internacional.

A cada gol perdido, a cada gol marcado, os comentários de colegas mais próximos eram sempre no sentido de “imagine o que está acontecendo lá…”, com o Inter conseguindo virar a desvantagem do primeiro jogo.

O futebol, às vezes, não espera o próximo jogo para oferecer a oportunidade de erros se transformarem em acertos. Renan falhou novamente, mas os pênaltis vieram para consagrá-lo.

A experiência de cobrir os últimos jogos entre Barcelona e Real Madrid reforçou minha sensação de que é preciso ser espanhol, e viver na Espanha, para ter a medida do significado desses encontros.

Creio que o Gre-Nal apresenta uma situação semelhante.

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Como já deixei claro, o programa que estamos editando para a ESPN tem tomado praticamente todo meu tempo.

Não pude acompanhar o domingo de decisões, além do que escrevi acima.

Parabéns aos campeões.



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