NFL: DONOS COMEMORAM



(Ok, para entender o problema, é só clicar em “nfl” nas categorias do lado direito da página e passear pelos posts. Está tudo lá.)

Faz tempo que não escrevo sobre o assunto. Desde o começo de abril.

Àquela altura, aguardava-se a decisão da juíza Susan Nelson sobre o locaute que impede qualquer relação entre donos e jogadores da NFL.

Em 25 de abril, a juíza Nelson decidiu a favor dos jogadores. Ordenou a suspensão do locaute enquanto a questão principal (sua legalidade, como explicado em posts anteriores) não fosse julgada.

O post de 6 de abril terminava dizendo que o lado “perdedor” da decisão apresentaria recurso. Foi o que a NFL fez, e com sucesso.

Quatro dias depois, período em que os jogadores tentaram voltar a utilizar as instalações dos clubes, um tribunal de apelações concedeu uma liminar à Liga, determinando que o locaute voltou a valer.

Essa liminar foi julgada hoje e, de novo, a NFL “venceu”.

A mesma corte decidiu por 2 votos a 1 manter o locaute em vigor até a audiência do dia 3 de junho, que julgará a legalidade do mesmo.

A vitória dos donos é importante por alguns aspectos:

1 –  Na medida em que o caso vai galgando as esferas da Justiça americana, fica mais complicado reverter as decisões.

2 – Os juízes que votarão em 3 de junho são os mesmos que votaram hoje. Obviamente, eles parecem tender para os argumentos da Liga (o caso é trabalhista, não deveria ser discutido na Justiça… a dissolução da Associação dos Jogadores foi apenas uma estratégia… etc, etc, e etc).

3 – Em caso de nova decisão a favor da NFL, os recursos podem protelar o caso em mais de 2 anos, cenário terrível para todos e um caminho que os jogadores não devem buscar.

Sendo assim, esperemos até o começo de junho.

Se há uma boa notícia é que as decisões sobre os recursos têm sido rápidas. A audiência está marcada para o dia 3/6, mas a decisão a respeito dela deve demorar algumas semanas. Seja qual for o veredicto, haverá tempo para os dois lados sentarem-se à mesa e discutirem um novo contrato coletivo de trabalho que permita a realização da(s) próxima(s) temporada(s).

Como explico no item 3 acima, o lado perdedor da decisão sobre a legalidade do locaute ficará numa encruzilhada: continuará a brigar na Justiça, essencialmente enterrando qualquer possibilidade da temporada se realizar. Ou aceitará o que o outro lado oferece como condições para uma nova relação trabalhista.

A julgar pelas notícias de hoje, o “favoritismo” está com a NFL.

ATUALIZAÇÃO, terça-feira, 10h24 – Para ajudar, pense da seguinte forma: dois caras que trabalhavam juntos tiveram um problema. Tentaram resolvê-lo na base da conversa e, por que ambos não estavam muito a fim de papo, não conseguiram.

Decidiram, então, brigar. Mas com regras.

Levaram a questão para um ringue de boxe, com árbitro e juízes contando pontos.

Os dois “lutadores” sabem que não têm capacidade de nocautear o adversário. Mas podem impressionar os juízes na troca de golpes e castigar o oponente de tal forma que ele desistirá da luta.

E aceitará voltar ao estágio da conversa, em posição de inferioridade nos pontos de discordância mais sensível.

A vitória “por pontos” ao final do combate também é possível, mas demorará tanto que impedirá ambos de trabalhar por um longo tempo.

Neste momento, os donos de clubes acabaram de encaixar um golpe e lideram na contagem dos juízes.

Os jogadores estão no córner, ponderando o que fazer.



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