NOTAS PÓS-RODADAS



O que vi, o que achei:

Falando sobre o primeiro jogo entre Coritiba e Palmeiras, o que me espantou não foi o que aconteceu nos 90 minutos.

Foi o que aconteceu depois.

Os dois últimos gols do Coritiba (principalmente o quinto, em que a defesa abriu, abriu, abriu, até ver a rede balançar), já nos acréscimos, são inexplicáveis.

São sinais claros de um time que desligou, desistiu, aceitou que “não vamos nos classificar mesmo…”.

Há uma diferença singela entre perder a ida de um mata-mata, fora de casa, por 4 x 0 e por 6 x 0. Ela reside na possibilidade de se despedir com dignidade.

E como é futebol, quem pode afirmar que o segundo jogo será apenas uma despedida?

Falemos então do segundo jogo (Palmeiras 2 x 0: Emerson-contra e Marcos Assunção).

Vinte minutos do segundo tempo, Marcos Assunção, 2 x 0.

Imagine se a ida tivesse terminado em 4 x 0.

Claro, o Coritiba, seguramente um dos melhores times do Brasil neste momento, veio ao Pacaembu sabendo que a única coisa que não poderia acontecer era levar 6.

É por isso que goleadas desse tamanho não acontecem quando um time precisa delas. São, quase sempre, resultados construídos em circunstâncias especiais.

Com 4 x 0 no Couto Pereira, talvez a atuação do Coritiba fosse diferente do que vimos ontem no Pacaembu.

Ainda assim, em qualquer situação, um placar de 2 x 0 para o Palmeiras, em casa, aos 20 minutos do segundo tempo, pode ser considerado normal.

E restaria mais ou menos meia hora para fazer mais dois.

Aconteceria? Não sei. Sei que já vimos coisas menos prováveis.

Perceba o tamanho dos gols que o Palmeiras ofereceu em Curitiba.

______

De total acordo com o que Cléber Machado disse ontem, na transmissão e também no Jornal da Globo.

Neymar talvez tenha feito a atuação mais madura de sua carreira, ontem na vitória do Santos (1 x 0 no Once Caldas: Alan Patrick) na Colômbia.

Já teve noites mais vistosas, mais brilhantes.

Mas acho que ainda não o tinha visto adotar uma postura de liderança, como se estivesse dizendo aos companheiros: “estou aqui, contem comigo, me entreguem a bola”.

Marcante.



MaisRecentes

Virtual



Continue Lendo

Falante



Continue Lendo

Vencedores



Continue Lendo