COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

OS INVENCÍVEIS

Há dois times de futebol, no mundo, que ostentam sequências impressionantes nesta temporada.

Um deles está na Europa, é o Porto. Campeão nacional com cinco rodadas de antecipação, está a dois jogos de fechar o campeonato invicto. Por enquanto, foram 26 vitórias e 2 empates, 95,2% de aproveitamento e 21 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Benfica. O título teve a satisfação suprema de ter sido garantido com vitória na casa do rival, que, num gesto de classe, apagou as luzes do estádio para tentar esconder a vergonha.

Na campanha, o Porto fez quase dois gols e meio por jogo e sofreu menos de meio gol, em média. Ganhou o título com mais de um mês de campeonato por jogar e, desde então, venceu as três partidas que fez.

O Porto também está na decisão da Taça de Portugal, competição pela qual sofreu uma de suas três derrotas em 2010/11. O time é comandado por André Villas Boas, ex-auxiliar de José Mourinho. Villas Boas tem apenas 33 anos, óbvio sinal de que não é um profissional comum. O fato de querer distanciar-se do mentor, ao dizer que trabalha com métodos diferentes, o torna ainda mais interessante.

Alguém dirá que o futebol português é fraco, que lá só existem três times. Que clubes brasileiros, se lá jogassem, disputariam as primeiras colocações do campeonato. Pode ser verdade, assim como é verdade que o Porto também tem brilhado além das fronteiras de seu país.

O finalista da Liga Europa da Uefa fez dez jogos internacionais na temporada. Ganhou oito e perdeu dois, em mata-matas nos quais, logicamente, saiu-se vencedor. Os chamados “dragões” têm sido absoluta e frequentemente superiores à concorrência, na temporada em que podem conquistar sua tríplice coroa.

O outro time que parece imbatível está no Brasil, é o Coritiba. Campeão paranaense invicto pela terceira vez em sua história, esbanja capacidade e confiança com 24 vitórias seguidas no estadual e na Copa do Brasil. O Coritiba empatou dois jogos em janeiro, quando esquentava seus motores. Depois, só venceu.

Suas médias no Campeonato Paranaense foram de mais de três gols marcados e menos de um sofrido por jogo. A vantagem para o segundo colocado, o Atlético, ficou em 16 pontos. O ótimo trabalho dirigido por Ney Franco na campanha do título da Série B em 2010 continua, agora nas mãos do técnico Marcelo Oliveira.

Mas alguém dirá que o futebol do Paraná é fraco, que lá só existem três times. O torcedor do Coritiba responderá com a campanha do clube na Copa do Brasil e, principalmente, com o último resultado. Nos confrontos contra Ypiranga, Atlético Goianiense e Caxias, foram seis vitórias. E o jogo de ida contra o Palmeiras deixou pouca dúvida, se alguma, com relação a quem estará nas semifinais.

Há resultados que nos surpreendem e são explicados por certas anomalias. O jogo termina e ficamos com a sensação de que poderia ter sido diferente. Mas nenhum placar de 6 x 0 se explica por algo que não seja total, inquestionável superioridade.

Se os números do Coritiba em 2011 eram vistos com certa desconfiança, a demolição do Palmeiras no Couto Pereira há de ter aberto olhos.



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