CAIXA-POSTAL



De volta, após três semanas.

Aos temas:

J Neto escreve: Eu estava assistindo um jogo da Stanley Cup Playoffs (NHL) entre meu time, Washington Capitals e New York Rangers. Se não me engano no quinto jogo da série, um jogador acertou o puck no joelho do juiz, que prontamente foi atendido e levado para fora do Ice Ring. Passados uns 5 minutos um outro juiz apareceu para continuar o jogo, mas felizmente o juiz inicial estava bem e voltou. Minha pergunta é a seguinte: caso um juiz de futebol se machuque durante o jogo, o que acontece? O quarto árbitro entra e apita o jogo ou o jogo é cancelado? Já ocorreu algum caso assim?

Resposta: Já aconteceu muitas vezes. Árbitros e assistentes estão sempre sujeitos a lesões. A regra do futebol prevê várias situações. O organizador da competição deve apontar um quarto árbitro, que deve substituir o árbitro do jogo se ele se machucar e não puder continuar. O quarto árbitro também pode substituir um assistente, a não ser que um assistente reserva tenha sido designado para o jogo. Também pode acontecer de o assistente mais velho substituir o árbitro e o quarto árbitro substituir o assistente. Sem juiz o jogo não fica.

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Marcelo escreve: Uma das coisas que mais me incomodam no futebol é a cera. A FIFA já cogitou, alguma vez, cronometrar o jogo igual ao basquete ou futsal, sem o tempo “corrido” como é hoje? Lógico que os 90 minutos atuais estariam inviabilizados. Talvez dois tempos de 30 seriam interessantes. O que você acha sobre o tema?

Resposta: É simples: a cronometragem do jogo não pode ficar a cargo do árbitro. Estudos mostram que árbitros de futebol são incrivelmente caseiros ao determinarem a quantidade de tempo adicional. Mudam seus critérios de acordo com o local e o placar do jogo. O futebol deveria ter alguém, fora do campo, cuidando do tempo, como acontece em outros esportes.

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Santiago escreve: Por que jogadores europeus medianos são tão valorizados, mesmo não apresentando retornos excepcionais, enquanto os sul-americanos custam muito menos, inclusive em transações realizadas entre clubes europeus, mesmo que os “não-europeus” tenham tremendo sucesso na Europa? Um claro exemplo disso é o que foi pago pelo Chelsea ao Liverpool, por Fernando Torres (algo como 40 e poucos milhões de Euros), enquanto Liverpool contratou pela metade do valor o uruguaio Luis Suárez, quem vem fazendo sucesso há um bom tempo na Europa? Acredito que não seja medo de uma eventual “não-adaptaçao” à vida na Europa, já que Luisito Suárez joga há vários anos no continente europeu, pois se transferiu ainda muito jovem para o Ajax.

Resposta: Essa é uma questão intrigante. O jogador não-europeu vale menos, simplesmente é assim. É pé-de-obra barato, até se estabelecer e ser valorizado em transações dentro do mercado da Europa. Esses jogadores já chegam lá tendo sido adquiridos em negociações com valores menores, enquanto jovens europeus são “tabelados” numa cotação mais alta.

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Luis Fernando escreve: André, você estava fora e não sei viu a “ideia” da CBF de deixar os clubes disputarem Libertadores e Copa do Brasil. Estão descobrindo a pólvora novamente?

Resposta: Pois é, uma descoberta genial. Eu fico impressionado com a capacidade da CBF de trabalhar para desenvolver o futebol brasileiro, pensando em alternativas que jamais passaram pela cabeça de alguém…

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Como sempre, obrigado pelas mensagens. Até o próximo sábado.

(emails para a CP do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link abaixo da foto)



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