EL CLÁSICO 3.0



Vamos separar este jogo (Barcelona 2 x 0: Messi-2) como CP e SP.

CP é “com Pepe”. O que torna desnecessário explicar o que é SP.

A forma como o Real Madrid decidiu enfrentar o Barcelona tem Pepe como ator principal. Sim, ele é mais importante para “o sistema” do que qualquer outro jogador do time.

Mesmo esse que você está pensando.

Se e ideia é romper, travar, conter, Pepe é pé-de-0bra qualificado. E a ideia é essa mesmo.

O problema é que, nessas condições (ou talvez em todas, mas estamos falando dessas), a permanência de Pepe em campo fica sempre sob risco.

O luso-brasileiro se especializou numa área que não existe no futebol. A área do cartão laranja. Conforme o árbitro, dá certo ou dá errado.

Nesta quarta, deu errado. Pepe deu uma entrada em Daniel Alves com o pé acima da altura máxima permitida e levou cartão vermelho. Tipo de lance que geraria a mesma polêmica se o cartão mostrado fosse o amarelo.

Pessoalmente, achei a expulsão correta.

E o principal beneficiado foi Messi. Apenas 15 minutos se passaram entre a expulsão e o primeiro gol. Marcelo, que não tinha perdido nenhuma para Pedro, escorregou e foi superado por Affelay.

Mais 10 minutos e o Bernabéu viu outro gol que dificilmente esquecerá. Um gol com a habilidade, a crueldade e a assinatura do melhor jogador do mundo. Um gol de videogame.

O toque de pé direito foi ridículo.

Mourinho fez um monólogo contra os árbitros e várias insinuações de favorecimentos ao Barcelona. Memória seletiva, como é comum.

Ele também disse que o confronto está decidido. Pode ter sido mais um “golpe midiático”, mas acho que o português tem razão.

O sistema do Real Madrid contra o rival funciona, basicamente, para não perder. A outra metade da equação não foi resolvida.

Mas e a Copa do Rei? A Copa do Rei foi vencida na prorrogação, em circunstâncias incomuns. E o Real Madrid só chegou ao tempo extra porque, obviamente, não perdeu.

Digamos que esse primeiro jogo das semifinais da UCL terminasse em 0 x 0. O time de Mourinho estaria em ótima situação, indo ao Camp Nou para fazer um gol e lutar até o final.

Mais do que um, e sem levar nenhum, é realmente muito difícil. Jogando desse jeito, quero dizer.

A questão é que jogar de outro jeito pode ser pior.

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Messi (11 gols, artilheiro da UCL) nunca tinha feito um gol em semifinais de Liga dos Campeões.

O Real Madrid tinha vencido todos os jogos, e sem levar nenhum gol, em casa.

Cristiano Ronaldo finalmente disse que não gosta de jogar num esquema tão defensivo, mas que tem de se adaptar.

Guardiola colocou o “canterano” Sergi Roberto em campo só para cutucar. É para reforçar a tese do “time da cantera contra o time da carteira”.

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5h32, novo recorde do blog.

Hora de fechar.



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