MOU x PEP



Repassando as notícias do dia aqui em Madri:

Como você deve saber, o Barcelona sofreu mais um golpe para a primeira semifinal. Andres Iniesta está fora do jogo, machucado.

Ele se junta a 3 laterais-esquerdos (Abidal, Maxwell e Adriano) na lista de ausências.

Iniesta é insubstituível. Não é preciso dizer mais nada.

Mas o grande mérito da filosofia de jogo do Barcelona é a independência de um ou outro jogador. O time ganhou a final da UCL em 2009 praticamente com a defesa reserva.

Essa filosofia terá um grande teste amanhã no Bernabéu.

O Real Madrid chega com toda a confiança do mundo e um time em melhores condições físicas. O que mais impressiona no que Mourinho conseguiu fazer nesses confrontos é o seguinte: qualquer técnico consegue armar um esquema defensivo. Mas para convencer o time mais caro da História do futebol a jogar defensivamente, é preciso ter uma capacidade de liderança incomum.

Creio que a popularidade que Mourinho ostenta entre os torcedores do Real Madrid, jogando como o time está jogando, só é tão alta porque o adversário é o Barcelona. Ele não apenas convenceu os jogadores, mas também a torcida.

Lembremos que Fabio Capello ganhou títulos jogando “feio” e teve de ir embora.

Mourinho, para variar, foi o destaque do dia. Atacou Guardiola pessoalmente, dizendo que o técnico do Barcelona inovou ao criar um grupo de treinadores (no qual está sozinho) que “criticam os acertos dos árbitros”.

Manipulação, distorção, chame do que quiser. Mourinho se referiu a um comentário de Guardiola sobre o gol anulado de Pedro, na final da Copa do Rei.

O que Guardiola disse? “Perdemos a Copa por centímetros”.

Em sua própria coletiva, um irritado Guardiola declarou que não vai duelar com Mourinho na sala de imprensa, e sim no campo. Que tem muito a aprender com o português dentro das linhas, mas só dentro das linhas.

E de certa forma mostrou-se magoado por ter sido atacado por alguém com quem trabalhou por 4 anos. Alguém que preferiu acreditar “no que escrevem os amigos de Florentino”, referindo-se ao presidente do Real Madrid e a determinados jornalistas.

O fato é que  o Barcelona está diante de um jogo crucial, que talvez seja o mais difícil e importante de sua temporada. E está longe de suas melhores condições.

Perguntado se, com tantos problemas, ele pensava em mudar a forma de jogar e renunciar ao estilo ofensivo, o técnico do Barcelona deu a seguinte declaração: “Não nos ensinaram a fazer isso.”

Não sei se veremos uma partida bonita nesta quarta-feira. É mais provável que não. O Real Madrid deve fazer o que fez na decisão da Copa do Rei: trabalhar para romper o jogo do Barcelona, fazer prevalecer sua força física.

E o Barcelona terá de se virar, com os jogadores que tiver.

Uma coisa é certa (e é por isso que se fala tanto em arbitragem): se o árbitro for rigoroso com faltas e no aspecto disciplinar, o Barcelona terá mais chances. Se não for, as maiores possibilidades serão do Real Madrid.

Mais um “El Clásico” está chegando.



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