O MESTALLA RESISTE



Pense num estádio antigo, que não recebeu a atenção que deveria ao longo das décadas.

As reformas foram se repetindo, sempre aumentando sua capacidade e produzindo uma ou outra melhoria. Mas a impressão que se tem é de um crescimento desordenado e insuficiente.

Quando foi inaugurado, na década de 1920, recebia 17 mil pessoas. Hoje, abre as portas para 56 mil. Mas tem o aspecto de um ser cansado pelo tempo e tratado com certo desrespeito.

Esse estádio não está no Brasil nem em outro país sul-americano. Está na Espanha e será sede da final da Copa do Rei pela nona vez em sua história de 88 anos.

O Mestalla, casa do Valencia, teve o fim de seu tempo decretado pelo clube em 2006, quando foram anunciados os planos para uma nova arena. Sua aposentadoria foi marcada para 2010. Eis que 2011 já está quase na metade e ele ainda resiste.

A crise financeira do Valencia lhe deu sobrevida. O clube teve de reduzir seu orçamento, interrompeu as obras do Nou Mestalla e vendeu jogadores.

Agora enfeita o velho estádio para mais uma festa.

Será a sexta decisão de Copa do Rei entre os dois maiores clubes espanhóis. O Barcelona ganhou três (1968, 83 e 90), o Real Madrid ganhou duas (36 e 74). As finais de 36 e 90 foram disputadas no Mestalla.

A última decisão em Valencia foi em 2009, vitória do Barcelona por 4 x 1 sobre o Athletic Bilbao (um dos seis títulos conquistados naquele ano).

É preciso dizer que há uma coisa impecável no Mestalla: o campo. Parece de golf.

O gramado está baixo e será molhado antes do jogo. José Mourinho, que pediu grama alta e seca no sábado, no Bernabéu, não vai gostar.

O Real Madrid chegará na noite desta terça. Está confirmada uma coletiva de Mourinho.

O Barcelona, como sempre faz, viajará no dia do jogo.



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