EL CLÁSICO 1.0



Acho que ficamos mal acostumados com esses clássicos espanhóis.

A esperança de um jogão é tão grande que, quando vemos uma partida comum, a sensação é de termos visto uma pelada qualquer.

Mourinho transplantou uma marcação de basquete (chamada “box and one”) para o futebol, ao começar o jogo com cinco defensores e Pepe como segurança pessoal de Messi.

O resultado foi o Real Madrid jogando no contra-ataque em seu próprio estádio. Os merengues tiveram apenas 23% de posse de bola no primeiro tempo (ao final, parcos 27,8%).

Messi errou passes e perdeu gols. O Barcelona ficou com a bola, mas por fora, sem a profundidade costumeira. Talvez tenha sido a marcação, talvez tenha sido a falta de iniciativa do Real Madrid.

Com 8 pontos de vantagem, foi como se o visitante percebesse a ideia do adversário e dissesse: “se para vocês está bom assim, para nós também”.

O jogo poderia ter se desequilibrado totalmente no começo do segundo tempo, com o pênalti (corretamente marcado) de Albiol em Villa e a expulsão (correta) do zagueiro. O Barcelona, vencendo e com maioria de jogadores, não costuma ser piedoso.

Mas Ozil entrou (estava fazendo o que no banco?) e o Bernabéu viu seu time, mesmo com 10, jogar com coragem.

O empate mexeu com a interpretação do jogo. Deu ao Real Madrid um motivo para se sentir orgulhoso.

Mesmo que não tenha sido pênalti de Daniel Alves em Marcelo. Mesmo que o resultado mantenha a diferença de 8 pontos, com 18 em disputa.

Na quarta-feira, eles se encontrarão de novo. Vale a Copa do Rei, em Valencia.

E tomara que as marcações do árbitro sejam respeitadas, sem reclamações de todos os lados, o tempo todo. A arbitragem espanhola não é famosa pela qualidade, mas esse tipo de coisa já nos incomoda o suficiente no futebol brasileiro.

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O gol de pênalti de Messi foi o primeiro que ele marcou num time dirigido por Mourinho.

O gol de pênalti de Cristiano Ronaldo foi o primeiro que ele marcou no Barcelona.

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Eu não vi, porque estava entrevistando jogadores. Mas a coletiva de José Mourinho (dessa vez, falando) deve ter sido cômica.

Consta que, ao ouvir perguntas, ele queria saber se o repórter era o diretor de seu veículo. Ao ouvir que não, dizia: “então não vou falar com você”.

Troco em quem não quis ouvir o que o assistente de Mourinho tinha a dizer ontem. Lógica estranha, sem dúvida.

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Quase 4 da manhã, aqui. A tela está se mexendo, as letras mudam de tamanho.

Hora de parar.

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Mas antes, devo lembrar que acompanhamos uma visita do ex-presidente Lula ao Santiago Bernabéu.

Lula disse que torceria por um empate. Deve ter ficado satisfeito, apesar do jogo fraco.

O vídeo está aqui.



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