CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

GRANDEZA ÚNICA

O Barcelona ganhou anteontem, com um gol marcado por Lionel Messi. A frase soa como essas coisas que andam ligadas, não há uma sem outra. Como acordar e tomar café, ou colocar azeite na pizza.

Se foi gol do Barcelona, não será preciso investigar muito para encontrar as digitais do craque argentino. Levando em conta apenas os números do Campeonato Espanhol, que o Barcelona caminha para conquistar com razoável folga, Messi já fez 29 gols e 18 assistências. Em português, marcou ou criou mais da metade dos 85 gols de seu time.

Terça-feira, contra o Shakhtar Donetsk, pela Liga dos Campeões da Uefa, a vitória do Barcelona passou outra vez pelo pé esquerdo de seu principal jogador. No final do primeiro tempo de um jogo em que o placar pouco importava (os catalães venceram a ida por 5 x 1), Messi recebeu um passe do brasileiro Daniel Alves, quase na risca da grande área. Três toques na bola depois, o gol dos visitantes agradeceu a presença do time ucraniano no torneio europeu.

Foi o quadragésimo-oitavo gol de Messi em 2010/11, especial não pelo que representou no jogo, mas na História. Ele se tornou o maior artilheiro do Barcelona numa só temporada, superando a marca estabelecida por Ronaldo, o original, em 1996/97, que o próprio Messi tinha igualado no ano passado. E ficou mais próximo do recorde do lendário Ferenc Puskas, autor de 49 gols na temporada 1959/60, jogando pelo Real Madrid.

Se Messi não se machucar (possibilidade que a Catalunha se recusa a considerar), não é necessário prever o futuro para saber que a marca será dele. Ainda faltam sete rodadas da Liga Espanhola, a decisão de Copa do Rei e, possivelmente, três jogos da Liga dos Campeões.

Há duas coisas assustadoras a respeito de Messi. A primeira é que ele já está próximo de se tornar o maior artilheiro da história do Barcelona em competições oficiais. Mais duas temporadas do calibre da atual e não haverá ninguém acima dele. A segunda coisa é que Messi tem só 23 anos. É meio complicado dizer isso, mas, em teoria, ainda demoraremos no mínimo 3 anos para testemunhar seu auge. Pense nisso.

A velocidade com que Messi fermenta sua lista de gols é tão impressionante quanto a plasticidade deles. Ele não é “apenas” um craque que assina obras de arte. É um goleador. O único jeito de criticar seu desempenho é desmerecer o nível do futebol na Espanha, hábito dos carentes em argumentos que esquecem que Lionel é, também, o maior artilheiro de seu clube na Liga dos Campeões.

No momento em que recebemos de presente a chance de ver o jogo de futebol mais atraente do mundo, Barcelona x Real Madrid, multiplicada por quatro em dezoito dias, Messi é um astro como nenhum outro.



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