O PHGate



Há várias maneiras de olhar para o que já se chama de “Caso Ganso” (para o nome da série de episódios, sugiro o título acima):

Pode-se mergulhar no emaranhado de percentuais de direitos, valores de multas, presenças confirmadas ou desmentidas em jantares, mentiras sinceras que interessam a todos os lados.

Tomada essa decisão, é preciso escolher em quem acreditar. Ou duvidar de todos.

Repetindo: todos.

Pois há fatos que começam como boatos plantados aqui e ali.

E há quem se considere muito mais inteligente do que os outros.

Mas também há, como sempre, pontos que parecem estar acima de qualquer discussão.

Por exemplo: qual é a condição necessária para que um jogador, qualquer um, se indisponha com o torcedor de seu time?

Dizer que quer ir embora, certo?

Não importa para onde, se é rival, se é de outro país. Falou que quer sair, vai ouvir.

Também pouco importa se o cara está no direito dele de querer trabalhar em outro lugar (no caso, não há nada de errado em manifestar um desejo. Desde que se cumpra o compromisso em vigor com profissionalismo).

O torcedor não pensa. Só sente e age.

PHG foi e será vaiado na Vila porque disse que quer sair do Santos. “Um dia…”, “após o fim do meu contrato…”, “tenho um sonho…”, etc, são apenas maneiras diferentes de provocar na arquibancada um sentimento de rejeição.

Rejeição ao clube que ela ama, à camisa que veste, à paixão que nutre.

Desse ponto em diante, é difícil consertar.

E também é difícil acreditar que, quando disse que queria jogar na Europa, antes do fim de seu contrato, PHG não sabia o que estava fazendo.

O outro ponto que me parece claro é o seguinte: as pessoas que cuidam da carreira de um jogador trabalham para ele, correto?

Lógico, quanto mais gente envolvida, maior o número de interesses e divergências. Por isso os chamados jogadores “fatiados” costumam gerar mais polêmicas.

Mas, no fim do dia, uma vontade prevalece: a do atleta.

Não, não deve ser fácil ser PHG. Ele tem sonhos, planos, desejos e obrigações como todos nós. Mas por mais complicadas que sejam as situações, por mais atraentes que sejam as possibilidades, por mais variados que sejam os caminhos, ele sabe o que quer (porque, se não sabe, aí fica impossível tecer qualquer comentário sobre o assunto).

Dessa forma, se Ganso não determinou a seus representantes que coloquem um ponto final em todas as especulações e voltem à mesa, com o Santos, somente no momento em que houver uma proposta concreta de um clube europeu, é porque quer que seja assim. Ou não se importa.

Veja, essa história me lembra o Jason, de “Sexta-feira 13”. Simplesmente se recusa a morrer. E quando histórias teimam em continuar vivas, há gente trabalhando para alimentá-las.

Com essa, só uma pessoa pode acabar.



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