NOTAS PÓS-RODADAS



A notícia do fim de semana não foi…

… mais uma vitória do Palmeiras (2 x 0 no Grêmio Prudente: Thiago Heleno e Douglas-contra), líder do Campeonato Paulista, que caminha para a classificação em primeiro lugar mostrando um futebol que, se não é brilhante, é confiante.

Também não foi mais uma vitória do São Paulo (4 x 1 no Noroeste: Rogério Ceni, Marlos, Dagoberto, Aleílson e Ilsinho), com a tranquilidade de quem resolveu um problemão no meio da semana passada, na Copa do Brasil.

Não foi a apresentação de Adriano ao Pacaembu, momentos antes de mais uma atuação fraca do Corinthians, na derrota (2 x 1: Eduardo-2 e Paulinho) para o São Caetano.

E nem a estreia de Murici Ramalho, empatando (0 x 0 com o Americana) no comando de um Santos desfalcado e obviamente muito mais interessado no jogo da próxima quinta-feira, pela Libertadores.

A fantástica fase de classificação do Campeonato Paulista está, que pena, chegando ao fim. E com um detalhe: os times que fizeram uma das semifinais do ano passado (Grêmio Prudente x Santo André) estão rebaixados.

A notícia do fim de semana também não foi a vitória do Flamengo (2 x 0 no Botafogo) no clássico que teve homenagem às vítimas do massacre de Realengo, e dois gols de Thiago Neves.

Resultado que classificou o Vasco (2 x 1 Cabofriense: Bernardo, Zotti e Alecsandro), inexplicavelmente vaiado pelo próprio torcedor durante o jogo em São Januário.

Ou a goleada do Fluminense (5 x 1 no Americano: Gustavinho, Conca, Araújo-2, Mariano e Marquinho), com uma atuação estimulante de Conca.

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A notícia do fim de semana foi a volta de Paulo Roberto Falcão ao futebol, como técnico do Internacional.

O simples anúncio da contratação já eliminou um problema que, pelo que se apurou, pesou na demissão de Celso Roth: a relação de antipatia com a torcida.

Pode o colorado não se dar bem com Falcão?

Mas o sucesso da empreitada depende de muitos outros fatores. E o principal é imprevisível.

Não há como dizer se o técnico Falcão dará certo no Inter. A comparação com sua primeira experiência na carreira está muito distante, no início da década de 90.

Na Seleção Brasileira, no próprio Inter e no Japão, as coisas não andaram bem a ponto de levá-lo a outra profissão, do lado de cá do balcão.

Por isso, vejo Falcão muito mais como um comentarista que virou técnico do que como um técnico que recuperou sua carreira após dezesseis anos como comentarista.

Como jogador, é até desnecessário dizer, Falcão foi o volante que todos os volantes gostariam de ser.

Além da imprevisibilidade e dos riscos que fazem parte da rotina de todos os treinadores, Falcão enfrentará um outro problema: as pessoas que tocam o futebol do Inter dão a impressão de não saberem bem o que querem.

Exemplos? Um: o Roth de hoje é o Fossati de ontem. Outro: o plano de jogar o Gauchão com o time B (e priorizar a Libertadores) foi suspenso após uma derrota que custou o emprego do técnico. O que prova que não havia plano.

Falcão, maior ídolo do clube em todos os tempos, será tratado com o respeito que os ícones merecem até alguém achar que Falcão é Falcão e o técnico do Inter é o técnico do Inter.

Foi assim com Zico, como dirigente, no Flamengo.

O coração que hoje explode de alegria pode transbordar de mágoa em pouco tempo.

Exalte-se a coragem de Falcão. Ele tinha, provavelmente, o melhor emprego que um ex-jogador brasileiro pode ter. Mas não lhe bastava.

Que seja feliz.



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